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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Na pele da outra

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Se o telemóvel não fosse preciso para os clientes usarem a aplicação do continente, bem que se podia proibir a sua utilização, pelo menos, a partir do momento em que começam a colocar as compras no tapete, até à fase do pagamento e conclusão do processo.

 

Acontece, por exemplo, depois de já ter dado o troco à cliente, ela ainda estar ao telemóvel a falar com alguém e com a mão aberta à espera do troco; ou então ir-se embora e nem se lembrar de levar o troco; ou então depois de ter dito que não queria o nº contribuinte na fatura, afinal até queria; ou então chateia-se com a operadora porque ela está só a fazer perguntas e nem a deixa ouvir o que lhe estão a dizer do outro lado...

 

Há dias estava a falar com uma amiga, ao telemóvel,  ela disse-me que estava no centro comercial, mas que podíamos ir falando. Quando eu percebo que ela está achegar à caixa do supermercado digo-lhe: "ah estás na caixa, então depois eu volto a ligar!" Ao que ela me responde:" não é preciso desligares eu consigo fazer as duas coisas ao mesmo mesmo"! Só que eu não quis isso, e ela não percebeu na altura, até pareceu ter ficado sentida, mas entretanto,  já lhe expliquei a razão, e creio que tenha entendido!

 

Vida de cliente, não é fácil!

A questão do espaço

Sei que me torno repetitiva, por voltar a este assunto, mas faço-o porque o facto também se repete inúmeras vezes!

 

As pessoas que estão na fila a aguardar a vez, chegam a roçar-se na pessoa que estou a atender, chegam a olhar o visor para ver os preços das compras que não lhe pertencem, chegam a pisar-se, chegam a atropela-las com o carrinho, chegam a ficar atrás quando a outra estão a marcar o código do multibanco! É impressionante!

 

Se nas finanças, nos bancos, na segurança social, etc respeitam a privacidade dos outros, porque é que no supermercado é isto!?

 

Já vi casos de quase haver agressões, parecem crianças do jardim de infância, mas até essas são mais educadas e civilizadas...

 

Uma fita de demarcar, ou uma sinalética no chão, ou ainda um apito se passarem a linha, seria uma solução, já que o civismo não impera!

 

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Coincidências

Hoje,  um cliente pergunta-me pelos cromos da selecção (da nossa campanha Fome de Vencer), ao que eu respondo com ar de lamento  "a campanha acabou ontem". Ao que ele me responde:" pois acabaram os cromos e acabou a participação da Selecção portuguesa no mundial, tudo no mesmo dia"!

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Com pressa de pagar

Como já aqui referi, uma das caraterísticas mais comum a todos os clientes é irem ao supermercado sempre com pressa. A pressa é tanta, que por vezes tolda as ideias.

 

A pressa ainda parece maior no momento de pagar. Certo dia, ainda eu não tinha  passado todos os artigos, já o cliente de multibanco na mão e em frente ao terminal, dizia "posso enfiar?" Respondi:  "então mas ainda não registei tudo"! Pergunto se tem cartão continente, e a resposta :"já posso enfiar"! À terceira pergunta, mesmo sem eu ter dito o valor (parecia que esse factor nem era importante)   ele volta a perguntar se pode enfiar. A minha vontade era responder: "ó homem lá essa m**da!" mas apenas disse sim.

 

Haja paciência!

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Mais uma ideia

Estava eu a atender duas senhoras que falavam comigo mal o português, entre elas, falavam, suponho, Ucraniano. Uma colega  da reposição depois de elas saírem pergunta-me se elas levavam amaciador da roupa. Respondi que sim, e quando lhe pergunto o porquê da questão, ela diz-me que  as viu a despejar o amaciador de um frasco para o outro,  e que quando  essa minha colega interveio, dizendo: " Desculpem, as senhoras não podem fazer isso"...elas deram um salto com o susto.

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Até posso adivinhar o porquê da atitude das senhoras. Então os frascos estavam mal cheios, e havia que encher um até acima, já que o iam levar! Ai se a moda pega!  Que lata!

Pàra tudo quando joga a seleção

Hoje a manhã esteve cheia de clientes, quase todas as caixas estavam abertas e o dia fluía bem.

 

Chegamos às 13h, estava só duas caixas abertas, e praticamente o supermercado estava deserto. Somente a minha caixa e de outra colega  abertas, e só de vez em quando lá aparecia um e outro cliente. No entanto, eu saí e quando subi as escadas, lá no alto onde se pode visualizar toda a loja, reparei que não se via vivalma.

 

Entretanto, passei pela Worten, onde também não havia clientes, até que passa por lá um, que olha para os televisores em busca do resultado do jogo, mas como não estava a passar o jogo, sai logo de seguida!

 

Inacreditável, como o país parece que pára para ver o jogo!

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As notas de cinco euros

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Talvez porque são raros os terminais de multibanco que dão notas de €5, haja sempre falta delas. Quem tem lojas, ou algum negocio, sabe do que falo.

 

Eu sei que nós (loja) é que temos de ter as ditas notas, mas olhem que há dias que até me custa, estar sempre a pedi-las ao balcão de informação. E por vezes, os clientes até as têm, mas não as dão, dizem que precisam delas...ou seja, andamos todos ao mesmo! Por vezes até para pagarem um pacote de pastilhas entregam uma nota de €20 e  dizem que é para trocar e ficarem com notas de cinco.

 

Se ao menos os senhores que vão colocar as notas no multibanco, colocassem lá algumas...mas parece que só metem notas de €10 e de €20!

 

Uma cliente chegou a dizer-me  que sabia de uma aldeia em que o multibanco dava notas de cinco euros, e que as pessoas faziam lá fila, para as apanharem!

 

Enfim...

O lado positivo das obras

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Estão a fazer obras no continente onde trabalho. Já assisti a algumas, mas estas são de maior dimensão.

 

É claro que mesmo tentando e fazendo os possíveis para que os clientes não fiquem afetados, nem sempre é fácil, há sempre um pouco mais de barulho. Mas até já houve,  quem elogiasse a forma como tudo se está a processar.

 

Ontem uma senhora perguntava-me, em jeito de brincadeira,  a que horas iam os senhores das obras almoçar, isto porque ela calhou ir num momento em que estavam a fazer algum barulho!

 

Hoje uma senhora contou-me como estava a agradada por irmos mudar,  inovar, dizendo que já merecíamos a novidade!

 

E é isso que todos esperamos, novidade, mudança, mesmo que agora custe um bocadinho, vai saber bem o "refresh"!

A pressa, mais uma vez, a pressa!

Um dia destes, estava eu a atender os clientes que tinha na minha fila, e um senhor que estava na fila atrás da minha caixa, começa a chamar-me:

 

Cliente: Olhe, olhe,  está aqui uma coisa com o preço errado - diz, apontando para um artigo da peixaria!

 

Eu: Então, mas o Sr não está na minha caixa, tem de falar é com a minha colega!

 

Cliente: Mas ela está a atender outra pessoa,  e depois vai demorar...

 

Eu: Então, tem de esperar um bocadinho...

 

Achei o cúmulo da pressa e da falta de bom senso. Então, eu agora tenho de dar conta de duas filas. O homem estava tonto, ou quê!?

 

Paciência infinita para esta gente!

 

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Ele já lá está, mas precisa que de "ordem" para ficar na factura

Quando o cliente faz a associação do número de contribuinte ao cartão de cliente, não quer dizer que ele vá diretamente para a factura, ele só vai se o cliente quiser, por isso, nós perguntamos!

 

Num destes dias um cliente, à pergunta quer número contribuinte na factura, respondeu:  "agora, já não é preciso"! Julguei que era por já ter atingido o limite de facturas ou algo do género, mas não, "já não era preciso, porque já lá estava"!

 

Queria esclarecer que o número, por estar associado, não vai ter automaticamente à factura, apenas vai se o cliente quiser, porque o cliente não tem de por o NIF em todas as facturas. Acho que acontece o mesmo em outros estabelecimentos, tais como farmácias, lojas de roupa, etc.

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A respostas mais corretas, seriam:

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