O dia de trabalho estava a correr normalmente, e até tranquilamente, como é hábito às segundas-feiras.
No entanto, a dada altura, o sistema do cartão continente, bem como a aplicação, começa a ficar lento. Nestas alturas, eu sei que é importante manter a calma, porque o problema não é meu (nosso), e esperar, é a única alternativa. Mas eu sou uma pessoa stressada, e a situação mexe com o meu sistema nervoso. Felizmente esta situação é por um curto espaço de tempo, mas que parece uma eternidade!
Estava a atender uma pessoa conhecida e como o sistema não avançava, deu para estar a conversar. Mas tive o cuidado de dizer ás pessoas da fila, que estava na conversa porque tinha de esperar o sistema responder, porque um senhor já estava a soprar, certamente a achar que eu estava na conversa e não despachava os clientes.
Houve clientes que não se importaram de não passar cartão continente, para esses o sistema funcionava no tempo normal.
Por vezes, eram os próprios clientes que me diziam, para ter calma. A esses o meu agradecimento pela compreensão!
O último cliente que atendi, o tempo de espera foi ainda maior, sei porque contabilizava os minutos que demorava com cada cliente. Antes informei que passando o cartão o sistema ia demorar mais, mas o senhor queria descontar o saldo, então, a única solução era esperar. A dada altura o senhor perguntou se podia deixar o contacto dele, e depois quando o sistema estivesse bom, ir lá pagar! Entretanto lá conseguiu descontar o saldo e pagar!
Eu gosto de ter tudo programado, gosto de rotina, de organização. Quando alguma coisa surge inesperadamente, quando algo muda, preciso de tempo para me adaptar e fico stressada com a situação.
Há situações que não dependem de nós, mas que nos afetam.
Então, neste dia as coisas até estavam a funcionar, mas num ritmo mais lento. A culpa não era nossa, era do sistema. a maioria dos clientes mostrava-se compreensiva, mas havia sempre uma ou outra pessoa, que reclamava.
Fico um pouco stressada se vejo as pessoas á espera, e as coisas estarem num ritmo mais lento. Resolvi lembrar-me de uma voz amiga que me ensinou a pensar assim: "O que está a acontecer, é por minha causa? Não! Posso fazer alguma coisa para mudar a situação? Não! Se ficar mais stressada, as coisas avançam mais depressa? Não!" Durante algum tempo recordei isto e consegui estar tranquila. Depois o sistema melhorava, depois voltava ao mesmo, ou seja, com altos e baixos. Acreditem que é também complicado para nós, trabalhar assim!
Esperemos que isto tenha sido um episódio isolado, já que dezembro é o mês mais agitado do ano , no supermercado, pela minha experiência!
Como o movimento estava calmo, a supervisora pede-me para ir apanhar os cestinhos vermelhos (aqueles das rodinhas). Começo a juntá-los, chega um cliente a pedir-me uma informação. Deixo os cestinhos e lá vou com o Sr. ao corredor onde está o que ele pretendia. Estou de novo a chegar perto dos ditos...e eis que chega uma cliente a pedir outra informação, lá vou de novo indicar o que ela queria. Mal chego de novo perto dos ditos e eis que uma colega pede-me que fique um bocadinho na caixa dela.
Estou na caixa dela e pego no telefone para avisar a supervisora onde estava. Ela não atendeu e eu fui atendendo. Ás tantas, liga-me ela a perguntar o que estava eu lá a fazer! Lá expliquei tudo. Saio finalmente daquela caixa para ir pegar nos cestinhos e uma colega chama-me para ver um preço. Finalmente consigo arrumar os ditos cujos, e vou quase a correr e cansada para a minha caixa. A minha colega (supervisora) quando me viu chegar ainda brincou comigo (a situação até parecia cómica) e disse para eu ter calma!
Que stressada que eu sou! Podia ter feito tudo calmamente!