Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O acrílico e a máscara dificultam a passagem do som

Nas linhas de caixas existem como já aqui referi barreiras de proteção em acrílico, há uma rádio. Além disso, agora todos os clientes estão de máscara, nós também de máscara, o que torna mais difícil a comunicação entre a operadora e o cliente. Parece uma conversa de tontos! Por vezes não nos entendemos, e quando o cliente tem de ditar o número de contribuinte, é uma animação.  Mas o mais engraçado é  quando o cliente é estrangeiro e com sotaque! 

O que vale é os clientes entendem e por vezes até brincamos com a situação, eles fazem sinais dos algarismos com os dedos! Ou ficam no topo a ditar!

som.jpg

Escutem bem o que é dito ao som

Ao longo do dia, quer na rádio do continente, quer ao nosso som, a funcionária que está no balcão, vai pedindo aos clientes para respeitarem a sinalética, o   espaço de dois metros entre pessoas e para serem breves nas compras, para permitirem a entrada de outras pessoas.

Estava uma colega a fazer o dito pedido, enquanto eu atendia uma senhora que estava com a sua mãe, era um momento até de acalmia. Entretanto a senhora mais nova (a filha) diz: "Vá mãe despacha-te, não ouviste!? Vão fechar para almoço e estão a pedir ás pessoas para saírem!"

Percebi logo que as pessoas nem prestem atenção ao que dizemos, elas ouvem o que lhes convém, ou o que acham por bem, o que lhes apetece. É impressionante!

Lá expliquei o que tinha sido dito, e que o continente não fechava para o almoço, como alguns supermercados na zona.

estimadocliente-covid-19-super.jpg

O alarme tocou e o cliente parou!

Os alarmes tocam tantas vezes! Aquele som incomodativo, barulhento, irritante, mas necessário! Hoje o senhor já estava tão atrapalhado, pois tirou a carteira, o telemóvel e o som persistia. Foi lá o segurança, perguntou se tinha alguma peça de roupa nova, e o cliente respondeu que não. No entanto era o seu pulôver, mesmo não sendo novo (e já tendo passado pela máquina de lavar, certamente) que ainda tinha o alarme. De imediato o segurança retirou o alarme,  o cliente voltou a passar e o alarme já não apitou.

São muitas vezes as peças de roupa,  que provocam estas situações embaraçosas. Por isso,  quando vestirem alguma peça nova rectifiquem se não está por lá algum alarme!