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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Ingenuidade ou falta de civismo?

Ainda uma cliente não tinha feito o pagamento, já o cliente seguinte, tinha estacionado o seu saco à minha frente. A senhora fica admirada, mas não diz nada. então eu digo "olhe pode dar licença que termine de atender esta senhora, ela tem de usar essa maquineta para  colocar o multibanco!" Ao que o senhor responde, continuando encostado á dita maquineta :  "Faça favor e não tenha medo que eu não sou da policia judiciária!" Volto a intervir dizendo: " Mas a senhora precisa de privacidade, pois tem de marcar o código!" Lá se afastou uns centímetros!

 

Isto faz-me nervos, nos bancos as pessoas respeitam o espaço do outro, porque que é no supermercado não respeitam!? É preciso uma sinalética no chão para que o cliente seguinte, deixe o cliente que está a ser atendido, tenha o direito de pagar e arrumar os produtos, sem a observação  dos outros!?

 

Falta informação porque até pode haver pessoas que o façam por ingenuidade, mas a maioria é mesmo por falta de civismo!

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Viesse mais tarde...

Esta semana houve um dia, que entrei às 10h, estavam outras caixas abertas, as colegas que tinham entrado ás 9h. No entanto, já estavam algumas pessoas em fila.

 

Peço ás pessoas para se dirigirem à minha caixa, por ordem de fila. Atendo uma senhora, e a seguir é a vez de um velhote, e a conversa que tivemos, foi a seguinte:

 

Eu: Bom dia!

Senhor: Bom dia, então atrasou-se!?

Eu: Desculpe?

Senhor: Hoje acordou tarde?

Eu: Por acaso acordei ás 7h!

Senhor: Então alguma coisa está mal, se acordou ás 7h, como é que só cá chegou ás 10h!?

Eu: Estou dentro do meu horário!

Senhor: Pois, mas  a gente é que não tem de ficar aqui à espera!

 

Ainda pensei em responder, mas achei que não valia a pena. Terminei o atendimento e despedi-me com cortesia, e o senhor já não disse mais nada.

 

As pessoas cada vez têm menos paciência para esperar, principalmente as pessoas mais velhas, aquelas que já não têm horários de trabalho a cumprir, isso podia deixá-los mais tolerantes, mas não, parece ser precisamente, o contrário!

 

Raramente as pessoas vão ao supermercado com tempo, a maioria das pessoas vai com pressa, muita pressa!

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Coisas da língua portuguesa

Pergunto a um cliente se precisa do número de contribuinte na fatura e ele responde que quer  fatura no último cliente, a fila tinha três pessoas e eu fiquei a pensar se seria no último da fila, mas disse "desculpe, não percebi!" E ele repete no último cliente!

 

Reparei que o senhor tinha um ligeiro sotaque, e , lembrei-me de perguntar se seria consumidor final,  e  ele responde "e não é a mesma coisa?!"

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Cenas vivênciadas numa fila de supermercado

Estava a atender um senhor que estava a falar com outro que estava mais atrás na fila. Percebi que estavam a falar de uma situação que tinham passado, onde tiveram tempos difíceis e que até tinham passado fome, não sei bem ao certo do que se tratava.

 

A dado momento o senhor que estava mais atrás e levava uma saca de ração para cão, abre o pacote, tira uns croquetes, come e diz pro amigo "eu até ração do cão como, se for preciso"! Eu tentei disfarçar e não olhar, mas este senhor, diz "ó  menina está ver eu até  como ração do cão, e há por aí tanta gente que nem dá valor ao que tem"!

 

Fiquei sem resposta, sem saber o que dizer! Achava eu que já mais nada me ia surpreender, mas numa fila de supermercado, ainda há tanta coisa, a poder acontecer!

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Há produtos que ao pack ficam mais baratos

Um cliente levava alguns packs de umas garrafas e tira apenas uma garrafa e diz-me quantas são para eu multiplicar. Eu digo que  tem de me dar um pack porque o registo é ao pack. 

 

O senhor começa a reclamar do trabalho de retirar o pack,  então eu digo: " Mas então deixe estar, não quer tirar o pack eu passo à unidade, mas é possível  que lhe fique  mais caro, mas são só uns cêntimos"!

 

Não é que o homem tirou logo um pack!

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Como costumo dizer na brincadeira: a situação é im-pres-si-o-nan-te, mas tão impressionante, que até impressiona!

O uso do telemóvel bloqueia e atrapalha em diversas situações

Lá vou eu repetir um assunto.

 

A senhora estava ao telemóvel, e ia falando ao mesmo tempo que ia colocando as compras no saco, arrumando-as e pagando. Entretanto estava eu a tirar os troco e o talão e já a cliente tinha ido embora, esquecendo-se do troco, que era bem grande...tive de a chamar quase aos berros.

 

Noutra ocasião uma senhora recebe uma chamada, vai falando e colocando as compras de volta do carrinho, pois não trazia nem queria sacos. Entretanto,  termina a chamada, despede-se da pessoa, e logo a seguir liga a outra para lhe contar o que a anterior lhe tinha dito, começou "olha sabes da última, blablablabla". Com isto tudo e como ia gesticulando, atrasou tudo e ainda teve a lata de deixar tudo e ir imprimir cupões. Depois desculpou-se dizendo que "é sempre nestas horas que nos ligam",  quando tinha sido ela a fazer a 2ª chamada.

 

A minha sugestão era um cartaz pendurado a pedir/aconselhar a não atenderem  nem a fazer chamadas desde o momento em que colocam as compras até ao pagamento e retirada dos artigos do tapete. Não se pode proibir, porque o telemóvel também é usado quer para a aplicação, quer como forma de pagamento.

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O lunático dos sacos

Quando o cliente chega à minha caixa pergunto se precisa de sacos. Nessa altura o senhor começa a olhar para cima, depois gira, e de seguida sai da minha caixa e vai a duas caixas à frente, onde não estava nenhuma operadora, mas estava lá um monte de sacos, e tira um. Volta para a minha caixa.

 

Eu digo: "mas eu tinha aqui sacos, esses são da colega"! Ao que ele responde: "mas o patrão não é o mesmo"!?

 

Habitualmente eu não tenho os meus sacos em cima do tapete, à vista, tenho-os dobrados num cesto logo à mão de os tirar quando o cliente precisa. Eu organizo-me melhor assim, mas algumas colegas preferem ter logo ali em cima do tapete. Felizmente cada um sabe como se organizar melhor e  tem essa liberdade.

 

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Falta de bom senso

Estávamos num momento de caixas cheias, filas grandes. Vem um casal com um carrinho de bebé, onde a criança estaria a dormir, pois estava tapada nem dava para ver. Perguntam se podem ser atendidos, visto terem prioridade. Respondi que sim, disse aos outros clientes para deixarem passar, explicando que eles tinham prioridade por causa do bebé.

 

Enquanto a senhora coloca as compras no tapete, o pai passa com o carrinho e o bebé e sai dali. Julgo que foi ver a montra da Wells. A senhora fez tudo sozinha, como se estivesse apenas ela, sem bebé e sem marido! Eu pensei: " isto vai dar confusão"!

 

Adivinhei, as pessoas, assim que a senhora saiu, começaram a comentar o facto e um senhor disse mesmo: " Isto não está correto! Armam-se em espertos! Então porque não foi o pai passear a criança e ficava a mãe na fila!?" Valeu-me o facto de eu responder ao senhor que ele tinha toda a razão, mas que nós tínhamos de cumprir esta lei. E ele disse que sabia, mas que neste caso, as pessoas se tinham aproveitado !

 

Eu reafirmo que o que continua a faltar nesta lei, é o bom senso!

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Os velhotes e o dinheiro

Um casal de velhotes, para pagar a conta, cujo valor era cerca de 110 euros, vai-me dando uma a uma, notas de vinte, e cada vez que me dava uma, o senhor esfregava bem a nota com os dedos, ainda me dizia "veja bem, se não são duas, podem ir coladas!"

 

Eu compreendo bem a preocupação deles, o dinheiro com certeza que não abunda e é preciso cuidado, por isso não levei nada a mal, nem quando me pediram para recontar...

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Ela vai ao supermercado e leva tudo, menos o que ia comprar

A mulher estaciona no parque do continente porque precisa de ir comprar pão para o almoço. Por isso, e como é só uma coisa, não precisa de levar cesto e muito menos carrinho. Quando entra, repara logo num produto que está com um desconto de 50 % imediato, pensa ”olha que fixe, vou já levar dois”! Leva os dois produtos nos braços e segue pelos corredores.

 

Mais à frente repara em algo que está em falta na sua dispensa, e decide, também levar. Começa a tirar artigos e mais artigos e às tantas deixa cair coisas no chão e percebe que o melhor é ir buscar um daqueles cestinhos com rodas.

 

Prossegue viagem, e começa a encher cada vez mais o cestinho. Até que pensa que não trouxe sacos e que o melhor é mesmo ir buscar um carrinho. No fim de tudo, vai para a caixa e começa a colocar os artigos, é aí que se lembra que leva tudo, menos o pão, que era o que ia buscar…

 

É uma situação muito comum que acontece no supermercado, quem é que já não passou por algo semelhante!? Pois fique a saber, que não está sozinha(o), pois durante o meu dia de trabalho, esta situação repete-se inúmeras vezes!

 

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