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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A pergunta que deveria dar multa "vai abrir?"

Dia 30 de dezembro, tinha acabado o meu turno, tinha o tapete molhado com o spray,  porque estava a limpar o meu posto de trabalho. Tinha-me acochado para apanhar papéis do chão, quando ouço uma cliente a chamar, e a fazer aquela pergunta "vai abrir?!"

Levanto-me e digo "está fechada!" Ao que ela,  com arrogância responde: "eu sei que está fechada, mas o que eu perguntei foi,  se vai abrir!" Com a minha cara de espanto respondo"não"!

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E a cliente lá seguiu caminho, mais feliz. Já eu fiquei a pensar, no porquê desta atitude.

Nestes últimos dias de dezembro, foi preciso ainda mais paciência, as pessoas andavam muito stressadas e apressadas , queriam tudo para já. Felizmente que são uma minoria!

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Não há necessidade de retirarem os artigos das nossas mãos

Acontece, por diversas,  vezes quando estou a atender, seja  um casal ou mesmo duas pessoas que estão juntas, uma ficar mesmo encostada a mim a retirar-me praticamente os produtos das mãos , para os empurrar para a outra pessoa. É uma situação enervante, pois chegam a arranhar-me. 

Além disso, há artigos que ou não passam à primeira ou tenho que os digitar, e já me estão retirá-los das mãos. Houve uma situação em que tive de quase implorar ao cliente para que me deixasse registar, porque porque estava praticamente debruçado sobre o tapete para alcançar mais depressa o artigo. Ás vezes dava jeito ter um escudo protetor.

É que não é necessário estas atitudes, porque depois de registar, eu própria,  empurro o artigos, pelos rolinhos, para o cliente. 

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Saber esperar...e ouvir

Estou a registar as compras a umas pessoas que levavam muitos artigos com super preço, ou seja, com desconto imediato. Mas, eu não sei de cor os descontos que estão a decorrer, pois felizmente está tudo no sistema.

 

À medida que vou registando os artigos, o preço que passa é o original, sem desconto. As pessoas estão a olhar para o ecrã, paradas, pasmadas. Nem arrumam os artigos, pois estão numa espécie de "estado de choque"! Uma começa abanar-se e a dizer "ai...em quanto é que a conta já vai!?" Diz a outra: "a como é que passou aquele detergente!?" E começam a discursar,  entre elas,  aflitas e eu a dizer, que se tinham produtos com desconto, a conta ia baixar. Mas elas, não me ouviam e estavam prestes a ter uma coisinha má, carrego no total e a conta reduz para metade, e digo qual  o valor da conta.

 

Lá respiram de alivio.

 

Eu sei, que o custo de vida está mau, que pode haver enganos, que desconfiar é natural, mas porque não têm  calma e não esperam até a operadora dizer o total. Tive de carregar no total, para as aclamar, antes de fazer todas aquelas perguntas obrigatórias, incluindo contribuinte na fatura, e depois voltar atrás.

 

E esta situação repete-se muitas vezes! 

 

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