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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O tapete rolante é para trazer o artigo até à operadora

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Há três dias atrás, um cliente depois de ter colocado todos artigos no tapete deixou  os pesados, para me entregar em braços, afim de os arrumar no fundo do carrinho. 

Entrega-me um pack 6 garrafas de 1,5L água de Monchique. Nem me deu tempo, de lhe pedir para me entregar os pesos do lado do tapete de saída, que é uma estratégia que já uso e que me tem ajudado imenso. O gesto que tive de fazer para apanhar o artigo provocou-me uma lesão no pescoço e ombro. São dores horríveis e dias e dias a por pomadas, spray, etc. Há uma diferença no esforça de desligar um artigo que está em cima do tapete para o outro lado, daquele em que o temos de o apanhar,  esforçando a coluna, braços e pescoço.

Claro que esta situação agride  mais a quem já faz este trabalho há anos e já chegou pelo menos aos 40 e tem algum problema de saúde, como eu tenho a fibromialgia e hérnias. Mas tento ter cuidado e disciplina para que ainda possa trabalhar mais alguns anos.  Antes os funcionários nem pensam no mal que fazem, estes gestos repetidos, vezes sem conta.

Nestas alturas é que eu desejava que fosse possível um cartaz destes!

Proteger os funcionários pode evitar baixas médicas

Aqui há uns dias estava com um problema no ombro direito, devido a um esforço, ao ter de pegar um artigo pesado que um cliente [cliente lesiona] me atirou pela frente, sem me dar tempo, de fazer o registo de outra forma.

Estava a atender uma jovem que percebeu que eu estava com esse problema, e prontamente se mostrou recetiva ao problema, dizendo que entendia, que aquela tarefa era prejudicial à saúde.

Como tenho fibromialgia, sou mais sensível, mais fraca de músculos. Há dias em que consigo contornar este obstáculo, pedindo ao cliente, já que o mesmo, não quer colocar os artigos, normalmente no tapete,  que levante  o artigo no lado do tapete de saída, mas nem sempre o cliente entende, e só quer entregar justamente os artigos pesados pela frente, estando o tapete já todo ocupado, porque quer arrumar os pesos no fundo do carrinho, pensado só em si, e achando que é só um pacote de detergente, só uma grade de cervejas, não vai lesionar ninguém. Seria tão mais simples colocar o artigo sobre o tapete e pronto!

Hoje essa mesma jovem esteve lá, e pegou num artigo pesado e disse  "hoje já parece estar bem, pode me registar aqui estas coisas mais pesadas"!? Pensei:   "afinal ela não entendeu  nada!" Então isto é conforme os dias, ou deveria ser uma regra a seguir sempre!? Mesmo que um dia esteja bem, ao repetir o esforço, claro que a lesão vai voltar!

Existe no meu supermercado um colega que tem uma condição especial, onde ele praticamente não usa o braço direito, e ainda assim, sendo o problema dele bem visível, já vi, lhe darem os artigos pesados pela frente,  em braços! Onde está o respeito, a inclusão!?

Seria tão mais fácil, se houvesse uma forma diplomática de fazer os clientes entenderem  esta situação. Talvez um cartaz, talvez um artigo  na televisão, algo que os fizesse considerar, pensar, consciencializar.   Proteger os funcionários pode evitar baixas médicas!

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O "meu" continente , por vezes, parece uma aldeia

Já tinha notada a ausência daquela cliente, que era praticamente uma cliente diária. Isto porque há clientes que vão diariamente, outros  têm um dia fixo da semana, outros que são de sábado, outros de domingo, e esta cliente ia durante a semana, nos dias mais tranquilos!

Quando lhe digo "já há tanto tempo que não via por cá!" , achando que apenas nos tínhamos desencontrado, ela conta-me  que esteve quatro semanas sem poder sair de casa, porque não podia conduzir, devido a ter partido um braço!

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O "meu" continente , por vezes, parece uma aldeia!

Ossos do ofício

Os  movimentos repetidos de passar artigos de um lado para o outro, pode parecer tarefa fácil, e até é, mas ao fim de alguns anos, começa a fazer mossa, seja nos pulsos, pescoço ou costas.

O facto de ter fibromialgia também não ajuda. Desta vez é do pulso direito que me queixo. 

 Há-de passar, e conto com esta ajuda, acho que se chama  pulso elástico!

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Dia da segurança e saúdo no trabalho

Cá estou novamente para relembrar que este é o dia da segurança e saúde no trabalho. Agora, devido à pandemia, é ainda mais importante que se assinale este dia.  Mais do que nunca, a sensibilização para a adoção de práticas seguras no local de trabalho é importante e pode até salvar vidas.

Na minha perspectiva, de operadora de caixa, há medidas que são essenciais continuar a ter em conta, nomeadamente o levantamento e movimentação de pesos, o distanciamento social, o uso da máscara, a lavagem das mãos e o álcool gel ( medidas de higiene), o respeito pelos espaços (não invadir para além das barreiras acrílicas), o respeito pela sinalética .

Nós trabalhadores estamos na linha da frente, os clientes precisam de nós e nós precisamos dos clientes, por isso é uma missão em conjunto!

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Usar a máscara suja e com o nariz de fora

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Num destes dias um velhote que tinha a máscara bastante suja e ainda o nariz de fora, pediu a uma senhora se o deixava passar só para pagar o pão. Ela acedeu.

De seguida perguntou-me onde estava o segurança para lhe perguntar porque deixou o senhor entrar com a máscara naquele estado. Disse também que a máscara devia de estar cheia de baterias, e que além de ser prejudicial para a própria pessoa também contaminava os outros com quem se cruzava!

É uma verdade, aparecem montes de vezes pessoas com as máscaras sujas, já para não falar do nariz de fora. Certa vez, disse a uma velhota para que tinha o nariz de fora e ela respondeu que era asmática, e fiquei sem saber o que responder; outra vez disse a um velhote, e ele olhou-me com ar de zangado!

Também já uma senhora disse que os velhotes já lhes falta o dinheiro para medicamentos e comida quanto mais para máscaras. No entanto, creio que em alguns casos, seja mesmo desleixo, falta de cuidado, falta de informação!

Realmente é mesmo preciso tomar conta deste assunto, fazer-se alguma coisa porque a circulação destas pessoas com as máscaras neste estado é mesmo preocupante! É um perigo de saúde publica!

Aqui somos privilegiados

Quando peço a uma senhora para esperar só um bocadinho atrás da linha, porque já tinha um cliente do lado de lá do tapete e outro do lado dela, ela começou a barafustar e a dizer disparates.

Quando me diz "tanta coisa , isto é só aqui!" Eu respondo: "Isso é verdade somos uns privilegiados. Trabalho numa empresa que se preocupa com a saúde  dos seus colaborados e com a dos clientes. Há que dar valor!" Porque aqui, não faltam medidas, regras, o que falta é o cumprimento das mesmas por parte de alguns clientes!

E depois ouvi os clientes a falarem que nem todos os supermercados têm esta segurança!

A dita senhora não mais se pronunciou!

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Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

 

«Anualmente, no dia 28 de Abril é  comemorado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

Como vem sendo hábito nos últimos anos, demonstrado o seu compromisso com a segurança e saúde no trabalho, a SONAE associa-se a este dia e promove a reflexão no que respeita a prevenção; segurança e saúde no Trabalho.»

                                                                                (folheto)