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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A antevéspera do dia de Natal

Estamos numa época que poderia ser de paz, amor, empatia, mas parece que outras coisas que se sobrepõem, principalmente, a pressa, a correria.

É todos os anos a mesma coisa , parece que estou na plateia de um teatro,  a assistir anualmente à mesma peça, até podem mudar os actores, moldar os textos, mas no fim de contas, o final não surpreende!

É  o consumismo, a pressão social e familiar, a logística das compras, para as festividades, porque no dia 25 o supermercado está fechado!

A situação que hoje mais me custou, foi quando estava a atender uma senhora de idade e um artigo não estava a passar. Tento digitar, não dá, Através do telefone que tenho ao meu lado, ligo para o apoio. Antes, do colega me atender, já a cliente seguinte está a dizer "ela que vá buscar outro igual à prateleira", ao que respondo,  que outro igual, teria o mesmo problema, diz-me  "pois mas eu não posso estar a perder tempo, tenho outras coisas para fazer!" Eram só 10 horas da manhã. Enquanto o colega resolve a situação  esta mulher apressada que tem outra pessoa a seguir a ela, ou seja,  ela está no meio do tapete, começa a tirar os artigos do tapete a a atirá-los para dentro do carrinho. Pergunto o que está a fazer e ela diz que não pode esperar e que vai para outra caixa. Todas as filas tinham gente. Não meti logo a conta em espera, porque estava a tentar entender se ia demorar, e não ia, mas a outra senhora, foi uma querida e disse "deixe, que eu espero,  o meu autocarro é só daqui a meia hora!" Lá atendi a apressada, e foi a outra senhora que depois teve de esperar, porque o assunto foi logo resolvido! 

Depois da apressada se ir embora,  pedi desculpa à senhora por ter sido ela a esperar e ela respondeu "não faz mal menina, as pessoas não têm é  paciência nenhuma!"

Mesmo assim, e porque estavam todas as caixas abertas, o tempo de espera não era muito, não havia necessidade desta falta de empatia. 

O que me deixa stressada nesta época é mesmo esta azáfama, as brigas nas filas, por um minuto a mais ou a menos!

Boas festas

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