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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

No dia seguinte, já estou pronta para outra!

Preciso de clarificar aqui uma situação, devido a um comentário que recebi.

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Mesmo que por vezes aparente  que são tantas as situações negativas que acontecem que parece que  a qualquer altura vou cair, não é bem assim! Ao fim de tantos anos nisto, já estou vacinada . Apenas fico sentida no momento, mas depois venho para casa, se tiver, tempo e vontade ainda partilho as ocorrências.  Contudo,  no dia seguinte já estou fresca e  pronta para outra!  É tipo uma fénix, que renasce das cinzas.

Se partilho as situações não é só para meu desabafo, mas também para que sirva de lição e exemplo a que me lê, ou para quem passa pelo mesmo! Isto porque agora tenho umas quantas colegas que me lêem na página do Facebook, e é tão bom!

Por isso eu não preciso de ficar na retaguarda, porque,  como disse alguém, aquilo que não nos mata, fortalece-nos!

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Este blogue completa hoje 13 anos de existência

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O número 13 para mim, não é número de azar, por isso espero que para o blogue também não seja!

É inacreditável como já passaram treze anos desta escrita, desta partilha. Ultimamente os acontecimentos em tempo de pandemia têm sido difíceis para mim enquanto operadora de caixa, mas ricos em histórias para a  blogger,  em desabafos, muitos deles tristes, mas que têm de ser partilhados, nem que seja para que as pessoas vejam como esta pandemia os está a tornar, para que reflictam nas figurinhas que andam a fazer. Pode ser que pelo menos alguns repensem os seus comportamentos!

Obrigada aos leitores, críticos, apoiantes, clientes, e, principalmente colegas de trabalho que têm paciência para esta leitura!

Obrigada também à Sapolândia pela estadia!

Parabéns LUPA!

Devia de ser proibido falar ao telemóvel durante o atendimento

No dia 30, um cliente ia colocando os seus produtos no tapete ao mesmo tempo que ia falando ao telemóvel. Uma conversa de pura cusquice e nada urgente. Mesmo assim, foi empatando, porque, não se consegue fazer as duas coisas bem, ao mesmo tempo.

Depois continuou no mesmo ritmo do outro lado, enquanto arrumava as compras. Comecei a ficar preocupada, pois foi num momento em que eu nem conseguia ver o fim da fila, tal não era o aglomerado de gente.

Quando peço o cartão continente para dar continuidade ao atendimento, faz-me sinal para que espere, como quem diz " não vê que estou ocupado", ignorando os sinais do senhor, repeti em voz amais alta "o cartão continente tem?", ele tapa a parte da voz do telemóvel e responde "estou ao telemóvel" ao que eu respondo" pois, mas  isso é que não pode ser! Há pessoas à espera" É quando ele diz à pessoa que já lhe liga. E ainda vai ativar a aplicação para chegar ao cartão continente. A pessoa que estava a seguir reparou nisto, e abanava indignada a cabeça.

Quando este senhor saiu, não podemos deixar de comentar o facto de como as pessoas são incivilizadas e egoístas!

No dia 31, quando chegou a hora de trocar de turno com uma colega, novamente filas enormes,  eu queria terminar o atendimento, e o senhor (novamente um homem) ao telemóvel na maior das descontrações. A minha colega, só dizia, "não estou a creditar nisto"!

Estas pessoas não tem noção que não é só a operadora de caixa que tem de esperar, são todas as pessoas da fila. Falta de educação e de civismo!

Haja paciência!

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Uma palavra que desconhecia: magnânima

Os dias que correm, neste contexto de pandemia, não são fáceis no supermercado. Há clientes que não aceitam bem as regras. Por isso já esperamos tudo a nível de reclamações e criticas.

Entretanto um cliente diz-me. " Há funcionários e funcionários, uns merecem 50 outros nem 20 merecem." Fico a olhar para o senhor sem perceber e ele prossegue:" já não é a primeira vez que me atende, e você é sempre magnânima"! Julguei que era uma critica, porque não estava a entender, então disse ao senhor "porque diz isso?" Então o senhor diz-me que eu merecia a nota 50, porque limpo desinfeto, vou aqui , vou ali, e tenho sempre tudo organizado, e que há outros que nem se mexem. Foi então que percebi que era um elogio. Agradeci ao senhor e até fiquei emocionada. Assim que pude fui ao Google ver o significado da palavra, até pedi opinião a uma pessoa amiga.

Também sabe bem receber elogios, faz nos sentir valorizadas, principalmente nestes dias. Claro que por vezes também me sento um bocadinho, porque o corpo também precisa, mas para mim, ter o tapete sempre limpo e o local organizado, é um ponto essencial, daí andar sempre a "correr" a um lado e ao outro!

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Respeitar sinalética

Já passaram cerca de nove meses das novas medidas, do distanciamento, do uso da máscara, do acrílico, da sinalética,  e, ainda há quem não perceba que quando um cliente já está no tapete de saída, o que está no tapete de recepção dos artigos, tem de colocar os artigos na zona demarcada a verde, ou seja, o mais atrás possível (as coisas depois rolam e chegam sozinhas à operadora) e aguardar atrás da sinalética que está no chão!

Mesmo que não concordem, devem de cumprir o que é pedido, e o que está sinalizado! Cada cliente quer ter as suas próprias regras, muitos não querem aceitar estas, mas ao estarem sempre a refutar,  estão também a desgastar quem trabalha ali!

Se existir um pouco de tolerância, paciência e compreensão, o dia corre melhor para todos!

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Nem sempre interpretamos bem os sinais

No supermercado onde trabalho, houve uma grande preocupação com a nossa segurança, daí  estarmos tão acrilicados. O problema principal é fazer os clientes respeitar o acrílico e o distanciamento, mas sobre esse  tema já escrevi tanto, ainda assim, voltarei a escrever outro dia. Hoje o tema é a audição! O acrílico dificulta a nossa comunicação com os clientes. Por vezes os clientes estão a falar, mas eu não estou a perceber o que estão a dizer, faço sinal, peço para falarem do topo. Enfim lá nos vamos mais-ou-menos, entendendo.

Perguntei a uma cliente se queria descontar o saldo do cartão continente, ela abana a cabeça a dizer que sim. Pelo menos foi o que entendi. Então descontei o saldo e a senhora pagou o restante, sem protestar. Saiu, olhou para o talão e foi lá ter comigo de novo, dizer porque é que lhe tinha descontado o saldo. Quando eu lhe disse "então a senhora abanou a cabeça", ao que ela respondeu "mais eu disse: fica, fica!" Ou seja o "fica, fica", tem o mesmo sinal que o  "sim, sim", mas afinal significava, daquele modo, um  não!

Lá pedi imensa desculpa à senhora, e o caso ficou resolvido, mas não deixa de ser caricato!

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O Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

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Estava a atender uma cliente que cismava em entregar artigos em mão, porque lhe dava mais jeito. Obrigava-me a fazer um grande esforço físico e a aproximar-me demasiado. Disse-lhe que visse as cores no tapete, para que ela colocasse os artigos na zona verde, seguindo as normas da empresa.

Pergunta-me se sigo sempre as normas da empresa. Disse-lhe que uma vez que a empresa está a fazer um tão grande investimento, em regras, para nossa segurança, só tinha era que respeitar. Até seria uma grande falta da minha parte, ignorar as normas da empresa!

Quando fizeram esta sinalética, disseram-me como eu tinha de fazer, e além de ter concordado porque fazia sentido, era mais correto, também era mais seguro, pensei, se eu não cumprir e tiver algum azar, a culpa será minha. Por exemplo, dizem para não aceitar artigos em mão, e eu vou aceitar uma caixa de cervejas pesada como é, dou um jeito ás costas, lesiono-me, vou ter de ir para o seguro. Mas eu é que não usei as normas de segurança impostas pela empresa, como fica a situação!? E quantas caixas destas passam-me pelas mãos durante o dia!? O tapete rolante existe para facilitar a vida, porque rola!

«O objetivo deste dia é chamar a atenção das empresas e dos trabalhadores para a importância de tomar medidas preventivas que garantam a segurança no trabalho.

Prevenir acidentes de trabalho é uma responsabilidade de todos, assim como a prevenção é um direito transversal a todos os trabalhadores.

A prevenção de riscos profissionais é uma preocupação a consolidar pelas empresas que exige também o esforço dos trabalhadores, dos cidadãos em geral, dos inspetores e das instituições de autoridade. »

Por tudo isto eu me esforço para fazer a minha parte!