Como operadora de caixa de supermercado, sou muito grata, porque os clientes, são gentis comigo. Deixo alguns exemplos:
- Por vezes mesmo quando alguma cliente não vai à minha caixa, passa lá só para desejar um bom fim de semana, ou para deixar um cumprimento, uma palavra amiga, um sorriso, um elogio.
- Há uma senhora, que foi auxiliar na escola primária do meu filho há mais de 15 anos, costuma ir sempre me perguntar por ele.
São gestos pequenos mas de grande significado, por isso tento sempre retribuir e ser gentil com todos os clientes, mas principalmente, com aqueles que mais precisam de ajuda!
Devemos ser sempre gentis, e tornar uma ação num hábito, num costume. Mas ainda bem que existe um dia, para lembrar e reforçar, a importância da gentileza!
É muito reconfortante, o carinho, a compreensão e a atenção que alguns clientes me dispensam.
Uma senhora, que esteve na minha caixa no dia em que o sistema esteve lento, e me viu preocupada e stressada, quando voltou à minha caixa, perguntou se eu estava bem, se estava tudo mais tranquilo que naquele dia. Esteve ali comigo a dar-me conselhos para que eu tenha mais calma.
Além desta cliente, também outros dois senhores, quando vão à minha caixa brincam com a situação, eles também tentaram que a situação fosse levada, com mais leveza, naquele dia.
Pessoas raras, porque não se importaram de esperar, não reclamaram, foram pacientes, compreensivos e tolerantes, no meio de muitos que protestaram!
Não atendo apenas clientes. Também atendo, pessoas abençoadas, que melhoram o meu dia!
Há dias bons, mesmo bons. Clientes compreensivos , pessoas prestáveis. Hoje foi um desses dias, que só tenho a agradecer aos clientes!
Uma tarefa, que a empresa nos pede, é que nos certifiquemos se os sacos que os clientes trazem de casa, estão vazios, e nem sempre é fácil ter uma abordagem eficaz nessa matéria. Tento sempre pedir educadamente, e com toda a leveza possível!
Facilita-nos muito o trabalho se o cliente os mostrar de livre vontade ou se os trouxer de forma que dê para perceber que estão vazios. Se estiverem dobrados ajuda mais, do que os trazerem no fundo do carrinho, em formato balão, uns dentro de outros. Esta é mesma a pior forma, a meu ver.
Eu até nem gosto de me armar em fiscal, mas tenho de fazer o meu trabalho. Sinto que é uma tarefa não só do segurança, mas também nossa. E já vi tantos "brindes" a serem desviados.
Há clientes mais difíceis, mas são uma minoria. Os clientes habituais e os mais compreensivos, talvez porque também trabalham, eles próprios fazem questão de mostrar os sacos vazios e até algum saco que traga alguma coisa de fora. É uma atitude de louvar a qual eu sempre agradeço.
Se eu for ás compras, seja no supermercado onde trabalho, ou em outro, faço questão de mostrar os sacos vazios, e se não tiver como deixar alguma coisa que traga de fora na receção, também mostro com todo o gosto. Faz parte da minha boa educação e formação!
Uma senhora chega à minha caixa com o carrinho de compras e o marido já estava do outro lado á espera para a ajudar a ensacar.
Diz ele: "vimos aqui a esta menina porque ela é muito serena!" Ao que a senhora também diz: "é uma das nossas preferidas, por isso a escolhemos, gostamos de tranquilidade!" Agradeço o elogio, pois acredito ser sincero, e até me emociono, porque o que mais me dizem, e eu sei que até é verdade, é que sou muito stressada!
Já atendo este casal há tantos anos e nem fazia ideia que gostavam assim de mim, e que lhes transmitia serenidade!
Posso dizer, que com este elogio logo pela manhã, até o dia me correu melhor. Alguns clientes são tão especiais e têm o poder de nos alegrar o dia!
A minha caixa registadora, se assim lhe posso chamar, estava lenta quando era necessário fazer uma fatura completa. E, por vezes, não é possível resolver logo o problema de raiz, então a solução era haver um pouco de paciência e esperar um ou dois minutos.
A dada altura comecei a ficar stressada, porque não gosto de ver a fila a aumentar, e não conseguir despachar o serviço. Ter de deixar os clientes à espera, mesmo com pouco movimento, é algo que me custa. Sabem que por vezes um minuto, parece meia hora.
Não eram muitos os clientes que queriam fatura completa, mas quando algum pedia, eu já sabia que ia demorar um pouco mais!
Eu pedia desculpa. Não é fácil haver ali um impasse, e não conseguir resolver, fico mesmo enervada! Mas, tenho a dizer, que todos foram compreensivos. Chegaram ao ponto de me dizer para eu ter calma , que tudo se resolvia. E isso é algo que me faz ter esperança nas pessoas, na humanidade, e estou muito grata!
Já lá tinham ido à minha caixa duas colegas, já tinha reiniciado a caixa, mas o problema, continuava!
Somente quando lá foi uma terceira colega e me deu uma dica importante, o processo das faturas começou a resultar melhor e a ficar mais rápido!
Na semana do Natal, uma senhora, perguntou-me se me podia oferecer aquela caixa de bombons que eu própria tinha registado! Não estava nada à espera, nem era uma cliente daquelas quase diárias com quem já tenho alguma confiança, apesar de não me ser de todo uma cara estranha! Como já aqui referi, apesar de ali trabalhar há quase 20 anos, não é a minha terra, não conheço os clientes, a não ser dali, e também sou um pouco tímida! Daí ainda ter maior significado!
Fiquei comovida! Por vezes, os clientes nem imaginam, o quão importantes são para nós estes miminhos. Agradeci-lhe imenso a atenção! Para mim, naquele momento, foi muito mais que uma caixa de bombons!
Podem achar, que por eu partilhar, em maioria, as situações mais caricatas ou menos boas que surgem com os clientes, sejam essas as que mais acontecem, mas não! Não é assim! Há muito mais situações positivas, normais, só que por serem tão comuns e vulgares, eu não lhes dedico tanto tempo antena!
Mas, quero dizer que sou muito grata, pela forma como a maioria dos clientes me tratam, pelo respeito, pela valorização, e pelas palavras amigas, que tantas vezes me salvam o dia.
Todos os dias quando saio do trabalho, tenho plena consciência que dei o meu melhor, e que fiz de coração. Claro que o dinheiro no fim do mês também me dá jeito e também trabalho por ele, mas também gosto muito de fazer o que faço!
Ontem, faltou a luz. Numa hora com alguma afluência de pessoas.
Havia pouca claridade, o gerador não devia de estar a cem por cento. Na minha caixa, o tapete não andava e o scanner não lia os códigos de barras. Até que a situação se resolvesse, ia digitando o código de cada produto. Pensei que seria situação de uns minutos, como era habitual. No entanto, continuava assim. Comecei a stressar, pois queria ir mais rápido, mas não conseguia, e, com a pressa, digitava mal os códigos e tinha de repetir! Penso que não era a única, mas havia caixas em que o scanner funcionava.
Posso dizer que perante esta situação, os clientes foram super compreensivos e prestáveis. Chegavam a acender a lanterna dos telemóveis para ilumirem e assim eu digitar melhor os códigos, porque, como já referi, não havia quase luz. Diziam-me que não fazia mal a demora que entendiam. Uma senhora, não sei se era psicóloga, mas a conversa com ela, acalmou-me bastante. Outra senhora até me agradeceu o tempo que estive a passar aqueles produtos todos um a um, disse-me que me ia deixar um café pago na cafetaria.
Eu pedia sempre desculpa aos clientes pela demora, e eles diziam que não havia problema. Estou tão, mas tão grata a estas pessoas que naqueles longos minutos me ajudaram e confortaram. Tão bom, quando é assim! Muito obrigada a todos!
Hoje estou aqui para agradecer. Porque nem sempre é momento de criticar, de apontar. Também existem clientes que cumprem as normas, desde sempre, que perguntam educadamente se podem avançar, que esperam no sitio certo que os chame, que são atenciosos, simpáticos, cordiais, connosco. Muitos tem apoiado desde o inicio. Muitos dizem que ali se sentem seguros devido ás medidas, que muitos outros, desvalorizam! É importante sentir isto.
Saber que também há quem nos valorize. Pode parecer que só publico as situações menos boas, e que essas são a maioria, mas também há clientes que nos fazem sentir que vale a pena!
Alguns clientes mesmo não indo à minha caixa, tem a amabilidade de por lá passar, só para desejar "Boas Festas", isso é um conforto muito grande, justamente nestes dias de luta para manter as regras, principalmente a do distanciamento.
chamar apoio quando algum artigo não passa ou o preço não corresponde
perguntar se tem cupões
oferecer e divulgar a revista continente magazine
perguntar se quer fatura com contribuinte
ouvir e marcar o número
dizer o total
perguntar se quer descontar o saldo
explicar todo o funcionamento da caderneta de descontos (e esta parte não é fácil, por vezes tem de se explicar mais que uma vez, e arranjar maneira de o cliente entender)
se o pagamento for em multibanco, pedir ao cliente para inserir e confirmar o valor
se o pagamento for em dinheiro, pedir trocos, caso seja preciso
despedir do cliente e desejar um bom dia
Parece que somos uns grandes chatos, mas isto, faz tudo parte do nosso trabalho!