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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Nota segura!

 

Quando são os velhotes a ir comprar qualquer coisa, quase sempre acontecem episódios engraçados, tipo:
  • Não ouvirem o total da conta ou a pergunta "tem cartão modelo?" e nós termos de repetir e subir o som, chamando a atenção de outras pessoas;
  • Vê-los a tirar sacos, convencidos que nós não reparamos;
  • Há uma senhora que tenho quase a certeza que não sabe contar o dinheiro.
Enfim, há sempre um ou outro episódio comum. Penso que por haver  um Lar lá por perto, há sempre a visita destes simpáticos velhotes. Só que um destes dias um cliente, suponho que deste grupo, estava a dar-me um nota de €20, mas não a largava. E estivemos ali uns largos segundos os dois a puxar pela nota. Não sei se ele já estava arrependido de a estar a gastar, ou se estava a pensar que eu ia ficar com ela para mim. Uma cena que só vista. Eu dizia:" com licença, com licença!" e  foi um custo o cliente largar a nota!
 
  Imagem tirada da internet

Recado ao cliente...

 

 

Quando os clientes chegam á linha de caixa, para que se efectue o registo das compras, alguns  têm por habito deixar os artigos mais pesados no carrinho e depois entrega-los á operadora pela frente. Não sei se expliquei bem, mas o que eu queria dizer é que não os colocam sobre o tapete rolante. É exemplo disso artigos como o detergente para a maquina da roupa ( muito pesado por vezes), a saca da ração para o cão ( chega a pesar 20Kg), grades com cerveja, e mais produtos deste género. Ora, para nós é um esforço muito maior ter de elevar esses artigos da mão do cliente até ao scanner, do que simplesmente puxar o tapete e passar o artigo na frente do scanner.
 
Acredito que muitas vezes o cliente faz essa operação, pensando que está a facilitar o nosso trabalho e também a diminuir o tempo que está na caixa. Mas acredite que quando isso acontece muitas vezes no mesmo dia, ao fim do meu turno, as costas doem-me mais do que se passar os artigos pelo tapete rolante. Da mesma forma para si, cliente, o esforço é menor.