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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Nova caderneta do continente - talheres

O continente tem uma nova caderneta, desta vez a coleção é de  talheres.

Cabe a nós divulgar a campanha, mas também há flyers, e cartazes espalhados pelo supermercado.

A maioria dos clientes gostaram da ideia e estão a fazer. Mas, surge sempre alguém que tem de deixar comentários negativos, do tipo "ah ainda se fosse panelas" ou "ah ainda me falta levantar uma faca", ou ainda "ah depois isso tem prazo nunca chego ao fim"! Respostas,  que bastaria responder um SIM ou um NÂO!

Faltava uns cêntimos a um cliente para fazer múltiplo de €20, já que o cliente recebe um selo,  por cada vinte euros, pergunto se quer juntar alguma coisa para levar mais um selo (porque é assim que funciona) e a pessoa responde: "não, não, você é que tem de me dar mais um, porque é assim que fazem em Lisboa!" Pois não dei, porque faltava dinheiro, pela arrogância e para a pessoa perceber que não é assim que funciona, disse-lhe "pois, mas aqui não é assim!"

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No supermercado: existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída

Estou a atender um jovem casal. A dada altura a senhora pergunta se pode colocar determinados artigos no tapete de saída e contabilizar dali. Digo que não. Quer saber porquê! Digo que para aquele lado só vão os artigos depois de registados. Continua a perguntar porquê. Respondo que são normas da empresa e digo onde está escrito que é assim o procedimento!

Responde que mesmo sendo normas da empresa, estando tantas pessoas na fila, eu tinha de facilitar para ser tudo mais rápido  (na perspectiva dela, da maneira dela, as coisas seriam mais rápidas)! Diz-me também que é promotora e que é ela quem trata do registo dos nossos furtos, e que nós não somos assim tão eficazes a evitar roubos.

Há ainda tanta gente que não entende que existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída e que cada um tem um propósito!

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Depois de fazer o pagamento, entrego-lhe os talões e os selos. Diz-me se posso registar-lhe uns copos que   já me dá a caderneta. Entretanto, vê que os copos estão perto e que eu estando envolta em acrílico não consigo lá chegar,  passa pelo cliente que já está com os produtos em cima do tapete, trás os copos. Quando peço a caderneta, diz que ainda tem de colar os selos. O cliente que tem os produtos no tapete ainda pergunta se não lhe posso registar os produtos, peço desculpa, digo para aguardar só um bocadinho. Porque estando ela lá, o outro cliente não podia avançar.

Era esta a pessoa que achava que eu tinha de quebrar regras para facilitar, porque estava muita gente à espera. Foi esta criatura que empatou  a fila, com as suas ideias, arrogância, e superioridade! Fez os outros esperar mais tempo ainda. Grande lição de moral! Calada, era o que devia ter ficado!

Quando ela saiu o cliente a seguir até disse " e é ela doutora"! E disse mais umas coisas nada abonatórias.

Realmente estas pessoas não se enxergam, não têm humildade alguma. É este tipo de clientes e de situações que me deixam indignada! Haja paciência!

Cada um sabe de si...

Estou a terminar o atendimento a um cliente, digo ao próximo para avançar. A cliente avança, mas não coloca logo as compras no tapete. Quando olho para o atapete já está todo molhado. A senhora tinha um frasco grande de spray na gabardina, e tal como um agente secreto ia dando ao gatilho do sray e deixando tapete todo desinfetado.  Perguntou se eu ia secar ou se queria que ela limpasse. Claro que eu disse que limpava. Já do outro lado, a senhora desinfectava as mãos, fê-lo umas duas ou três vezes. Reparei que tinha um crachá que dizia "distanciamento social de 2 metros"!

Há de tudo "neste " supermercado, pessoas que se estão nas tintas para o vírus e  que querem é despachar-se, e pessoas assim, de extremos! Também existe o meio termo, claro!

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O frantuguês está de volta

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Todos os anos é a mesma coisa, nem vale a pena pensar que este ano podia ser diferente. Os emigrantes, voltam ao seu país, para matar saudades, para descansar, estar com amigos e parentes. Saudades, mas não, de falar português! Costumam ir  ao supermercado, entre julho e  agosto, muitas famílias/grupos fazer as compras para as férias.

 

Será que em França, quando estão em casa e em família, não se fala português? Porque no emprego/trabalho, nas compras, ou em qualquer serviço é normal, pois estão em França! Não sei se o fazem de propósito, mas fica aborrecido, estarem falar francês, depois português, e depois ainda, as duas línguas na mesma frase! Eu, mesmo que os entenda, faço questão de responder em português!

 

A meu ver, é principalmente na língua francesa que este facto mais se faz notar!

 

Até o "obrigada", se esqueceram!?

A rama do abacaxi pesava muito

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Uma senhora vinha a queixar-se, porque lhe tinham tentado impedir de tirar a rama do abacaxi. Expliquei que a rama fazia parte do fruto e que não se podia separar. Entretanto, reparo que a rama vinha já separada no saco , e  diz-me: "Vá pese lá isso com a rama, mas depois fique aí com ela , que eu vou para um 3º andar sem elevador, não posso levar tanto peso!"

 

Num curto espaço de tempo é o 3º caso em que clientes querem  levar o abacaxi desramado*, não percebo, parece que se está a formar  um gang do abacaxi !

Nota: *não sei se a expressão existe, mas se não existir, acrescenta-se. Desramar = ato de tirar a rama

Vou ali e já venho

 

É uma tendência comum a alguns clientes, chegarem à  caixa colocarem os artigos e de seguida:

  • Vão imprimir os cupões de desconto;
  • Vão ao carro buscar os sacos;
  • Vão buscar mais algum artigo que se esqueceram;
  • Vão ao multibanco levantar dinheiro.
  • etc....

A mim incomoda-me, é certo, mas quem está na fila e tem de esperar, incomoda-se muito mais... E quando a mesma pessoa faz todos estes passos! Ui!

 

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A cliente mestra

Por vezes aparece um cliente ou outro, que acha que sabe mais que nós do nosso trabalho e que tem tendência para  nos lembrar a todo o momento como tudo funciona.

 

Foi o caso de uma cliente, que,  quando um artigo não passava, sugeriu, que eu marcasse o preço à mão, já que ela sabia quanto custava. Bem lhe lhe disse que nós não marcávamos os preços assim, tínhamos era de passar o código de barras, mas, ela não entendeu. Também questionou  porque tinha eu de pesar o pimento verde separado do pimento vermelho, se eram os dois pimentos, e se estavam ao mesmo preço. Expliquei que tinham códigos diferentes. Depois, deu-me  pela segunda vez, o cartão continente para eu passar, quando lhe disse que já tinha passado, ela respondeu que como passei no meio da conta, havia coisas que não tinham entrado para os descontos. 

 

Passou o tempo todo a meter-se  no meu trabalho, como se fosse uma grande perita, mas não acertou uma! Só me apetecia era dizer-lhe há quantos anos fazia este trabalho e que ela não entendia nada de nada daquilo!

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A mania da perseguição

Estava a acabar de atender um cliente e na  fila está um casal (de etnia cigana) com uma criança. Eu estava a olhar nem sei bem para onde, quando a mulher intervém e diz:" Está a olhar para o bolo que o menino está a comer, mas olhe que já está pago, é da pastelaria"! Eu na altura, não estava a olhar para eles e muito menos para o bolo. Se a mulher não falasse eu nem dava conta que a criança estava a comer, pois ainda estava concentrada no finalizar da conta do cliente que estava a atender. Porque será que reagiram assim? 

 

O palito na boca

Acontece com alguma frequência atender um cliente ou outro que trás um palito na boca! Aqui hás uns tempos uma outra cliente disse  ao ver a situação que "aquilo deve ser alguém que quer deixar de fumar"! Ainda há dias, vi um senhor a ser entrevistado na televisão, num noticiário, com um palito na boca também.

Ontem esteve lá no supermercado e na minha caixa um senhor, mas este nem era um palito, era um fósforo (no canto da boca).

Mas será que lhe dá algum prazer usarem estes acessórios em público? Ou será que acham que ficam bonitos!?

Enfim...

Desafio : manias/costumes

 

O autor do blog,  Um Breve Olhar  propôs-me um desafio que consiste em enunciar cinco manias  e nomear cinco bloguistas para participarem também no desafio.
 
Cada participante deve indicar este regulamento no seu blog e proceder em conformidade. Aviso desde já que não vou nomear ninguém, mas convido todos que queiram, a fazer este exercício. Também vos quero comunicar, que relacionei este desafio mais com ao meu trabalho do que com o lado pessoal, para não fugir muito ao universo do blog.
 
Mania ou costume de verificar sempre duas ou mais vezes se deixei o carro trancado;
Costume de verificar muitas vezes o meu horário de trabalho que está afixado no frigorifico, já que não tenho um horário fixo e corro o risco de me enganar,
Costume de levar sempre uma toalhita para o posto de trabalho (fica numa bolsinha), para passar nas mãos sempre que passo peixe ou queijo na caixa. São dois artigos dos quais, se o cheiro ficar nas mãos incomoda-me;
Ter sempre uma caixa com barritas de cereais no cacifo (do trabalho) para sempre que tenha nem que seja dois minutos, ir confortar o estômago;
Mania de tratar por você os chefes, mesmo que eles sejam mais novos, ou me digam para os tratar por tu;