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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Uma caixa lenta no supermercado

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Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria  mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que dria  mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos, para colocar questões,  ou simplesmente, para conversarem. 

Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.

As moedas e velhotes

Despejam a carteira e lá está, um monte de moedinhas, para contar. Certamente não têm dinheiro para pagar de outra forma, ou querem apenas se livrar de tantas moedas de baixo valor.

O problema é que as moedas pequenas e pretas, dão trabalho e empatam um pouco a fila. Mas tento sempre contar, ponho em montinhos de €1, mas por vezes a pessoa engana-se e tem que voltar ao início.

É preciso calma, e quem está na fila, ter um pouco de paciência!

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Na fila os mais velhos podem ser: pacientes ou impacientes

Há, no meu ponto de vista, dois grupos das pessoas mais velhas, muitas delas, já reformadas, que vão maioritariamente ao supermercado logo pela manhã.

Os pacientes: Vão cedo, ao o supermercado, para  fazerem as compras tranquilamente e ainda poderem interagir com outros na fila,  e com os funcionários!

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Os impacientes: Vão cedo, para encher o supermercado e reclamarem que estão poucas caixas abertas. Têm muita pressa, e pouca tolerância ao tempo de espera!

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Falta de empatia

Há uma senhora, já com alguma idade e muito debilitada que vai, creio, uma vez por semana, fazer as suas compras. Vai com o filho que conduz, mas que não pode estar de pé, então fica a aguardar no parque. È uma senhora extremamente,  simpática, agradecida, educada, atenciosa. Gosto dela!

Ela vai tirando os artigos do carrinho para o tapete, se tiver garrafões de água ou outros artigos pesados, ela sabe que vou lá eu,  os tirar. Depois , para que seja mais rápido vou embalando as compras, porque a senhora não se consegue mexer muito. 

Da última vez,  que a estava a atender,  e a fazer este procedimento, não o cliente seguinte, mas outro que estava na fila,  diz em voz bem  alta "É pah  isso assim, tem de ser mais caro!" É inacreditável como as pessoas são, esta falta de empatia! Será que esta criatura, não entende, que se  fosse a própria senhora a embalar as suas compras, ele ainda tinha de esperar mais tempo!? Coitada da senhora, que,  se ouviu e percebeu a indireta, deve ter ficado triste!

Lá porque uns andam sempre atrasados, os outros não têm,  que levar com as suas pressas!

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Luzes com presença e missão sorriso

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Ainda sobre a missão continente e os vales "luzes com presença", queria dizer, que não tem sido uma campanha fácil, pelo menos na  minha zona, que se localiza mais para o interior. Talvez resulte melhor nas grandes cidades, como por exemplo em em Lisboa ou Porto. E também há muitos clientes já idosos, eles próprios a precisar desta missão, fico sem coragem para lhes pedir.

Logo no primeiro dia de campanha, quando divulgava a campanha, as pessoas colocavam questões, que eu sempre tentei, dentro do que sabia, responder e clarificar. Não sei se é porque têm dúvidas, ou se mesmo porque a situação financeira de cada um nesta altura do mês/ano, não está fácil.

No entanto, houve quem perguntasse pelos bolinhos ou canecas da da Leopoldina, o que me leva a acreditar, e isto é só uma opinião, e vale por uma, que se existisse um artigo palpável que custasse , por exemplo €3 e €1 fosse para a missão, as pessoas aderissem mais.

Também acho que faz falta mais informação  nas lojas, um cartaz grande, para ver se as pessoas liam. Junto às caixas um expositor com os vales pendurados, para serem as pessoas a retirar e a entregar. Haver promotores com uma tishrt alusiva á campanha.

Na televisão, tem passado o apelo pelo Ruben Rua e pela Maria Cerqueira Gomes, passou ontem após o jornal das 8. Deveria passar mais vezes.

É que as pessoas ouvindo só o nosso apelo, não resulta muito, a maioria das vezes nem nos deixam acabar a frase, e é logo "Não"! E ainda há pessoas que dizem também precisar de ajuda e que ninguém as ajuda. Mesmo assim, as pessoas mais novas, têm aderido mais.

É uma causa que, pela sua natureza, me sensibiliza e que   gostaria de poder ajudar mais, mas estar a pedir, e nem nos quererem ouvir, e duvidarem, torna tudo mais difícil.

Esta contribuição será usada para promover projetos e ações de proximidade/integração, tais como chamadas telefónicas, visitas domiciliárias, apoio psicológico, animação cultural, entre muitas outras formas de ajuda.

Existem dois tipos de vales um de €1 e outro de €5. Qualquer dúvida perguntem ou vejam aqui .

Missão continente no combate à solidão e ao isolamento social

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Começou mais uma campanha solidária no continente, que se destina a ajudar os idosos em isolamento social. Há dois vales um de 1€, outro de 5€, que estão na caixa,  pode ajudar antes do pagamento das suas compras,  quando a operadora de caixa pedir, ou mesmo tomar essa iniciativa, uma vez que já tem conhecimento da mesma!

«A Missão Continente decidiu desafiar os portugueses a trazer mais Luz a esta grande Causa, através da campanha “Luzes com Presença”.

Além de ajudar instituições, acenderá uma luz numa região onde o isolamento social faz parte do dia a dia dos habitantes.»

Mais informações aqui .

Levar as compras sem pagar, não pode ser...

Há dias, um casal de idosos quando ia pagar as suas compras com o cartão multibanco, aparece a mensagem de cartão expirado.

Vejo que o cartão tinha acabado em abril e já estávamos no meio de maio. Perguntei se não tinham recebido um cartão novo. O senhor queixa-se do carteiro que agora só lá vai uma vez por semana. Pergunto se não nem outra forma de pagar, diz que não!

Começa a ver o dinheiro que tem e está longe de chegar. Explico o caso à minha colega, porque parecia que os clientes achavam que o problema era nosso e que nós é que tínhamos de o resolver.

Entretanto, a minha colega pergunta aos senhores que querem que guardemos as compras enquanto vão a casa buscar dinheiro. E o senhor responde imediatamente: " ir a casa e voltar, isso é que não!" E continuam ali à espera! A minha colega diz-lhes: "pois mas assim, como deve compreender, levar as compras sem pagar, também não pode ser!"

Foi nessa altura que o senhor deixa lá a esposa com as compras e vai ao carro, e não sei como arranja o dinheiro!imagineJPG56.jpg

Questões que alguns clientes colocam

Uma cliente perguntou-me se aqueles carrinhos/cestos estavam desinfetados. Ora eu sei que são desinfetados, mas também sei, que seria impossível desinfetar cada cesto, a cada cliente, então respondi : "Sim são desinfetados!"

Mas um conselho que já me deram é pegar no puxador com luvas ou com um lenço papel ou como agora cada um de nós anda com álcool gel ou spray colocar um pouco na pega.

Também me perguntaram se podiam pagar em dinheiro, porque achavam que não se podia. Expliquei que não era questão de não se poder, mas que apenas era mais aconselhável usar cartão, por causa do manuseamento das moedas e das notas e porque as mesmas andam em muitas mãos. Uma coisa que me ensinaram mesmo antes da chegada desta pandemia é que o dinheiro é a coisa mais suja que existe!

Uma cliente também perguntou se agora não podia levar a filha ao supermercado, porque já a tinham criticado. Eu respondi que não era proibido, mas que era aconselhável. Até disse à senhora que também não era aconselhável, irem pessoas idosas, pessoas com doenças de risco, mas, nada é proibido. Temos é de ser responsáveis e consistentes. Até lhe disse, que se ela tivesse  onde deixar a  filha, pelo menos enquanto isto estiver assim, era preferível. Aparentemente concordou... 

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Quando estamos a cumprir, não há que ter medo das queixinhas

Estava a atender um senhor, que ainda tinha o tapete cheio, a seguir estava um casal,  pessoas aí com uns 70 anos de idade.

O marido da senhora passou pelo corredor onde estava o cliente a ser atendido, e quase roçou neste. Eu disse que não podia passar assim, e o senhor respondeu que era para ir para o outro lado, o mal já estava feito,  ainda expliquei a noção do espaço, mas o senhor ignorou. Entretanto a esposa deste chegou-se para o tapete e já ia começar as por os artigos, mesmo não havendo espaço.  Disse-lhe que tinha de esperar um pouco. A senhora ficou ofendida e começou a falar de forma agressiva. Não respeitou o espaço, não esperou as instruções da colaboradora para avançar como faz a maioria das pessoas. Ainda me pediu o nome,   que eu lhe dei com um sorriso, escreveu num papel e disse que ia fazer queixa!

Tremi de medo! Ela é que foi  mal educada, não teve civismo algum, nem respeito pelas regras!

Tenho sentido este problema nas populações com mais idade, esta dificuldade em aceitar e respeitar. Os mais velhos criticam a "rapaziada" mais nova por isto e por aquilo, mas nesta matéria, os mais novos, e até as crianças, estão uns pontos à frente!

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