Por vezes surgem-me algumas ideias, que no meu ponto de vista, que apenas vale por um, seriam ideias de melhoria. Claro que isto é em contexto de um Continente modelo, que não é muito grande.
Um sensor para fazer um RX ao carrinho e aos sacos que vão lá dentro quando as pessoas passam para o tapete de saída, tipo como no aeroporto, e nós víamos por um ecrã à nossa frente. Ou então um mini túnel onde os sacos tivessem de passar. Uma medida universal e não só no continente.
O sistema permitir ver se o saldo do cartão cliente tem validade, devido aos cupões de 15%.
Quando determinado artigo, não estiver cadastrado ou for artigo desconhecido, o som do bip, ser diferente, mais agudo, para darmos conta logo.
Haver uma sinalização no chão, para que o cliente que está a ser atendido, tenha privacidade para embalar as compras e fazer o pagamento, e o cliente seguinte, não esteja "em cima", deste.
1 metro de Acrílico à nossa frente, para nossa saúde e proteção.
Um aparelho para o cliente passar a aplicação ou o cartão.
Um cartaz a advertir os clientes para não entregarem pesos em braços pela frente, porque prejudica a saúde e segurança do trabalhador. Há sempre a hipótese de levantarem os artigos do carrinho no tapete de saída, e assim é o cliente que faz esse esforço, o mesmo que faria pela frente.
Uma placa, a dizer "saída sem compras" em vez de "obrigado pela sua visita", evitava que as pessoas saíssem pelas caixas, a empurrarem, quem está a ser atendido.
Um tapete rolante, que se auto limpe com um compartimento para onde vá a sujidade. É que para os celíacos, o pó do pão, por exemplo, é muito prejudicial, e nem sempre conseguimos remover esse pó.
Uma caixa lenta, para quem precisa e carece de mais tempo, para embalar, para colocar questões, para quem, até, quer conversar um pouco com a operadora. Há clientes, para quem a operadora, é a única pessoa, com quem pode comunicar naquele dia.
Uma mensagem de voz e luz vermelha ou verde, que avise que a caixa número X vai fechar ou que a caixa Y vai abrir.
Que o sistema de pagamento venha com multibanco na primeira opção, porque as pessoas com mais idade, ficam sempre confusas por estar primeiro o pagamento, que para elas é a debito.
Um lugar próprio para ficarem os troleys, para não os levarem para dentro da loja, ou os deixarem em qualquer lado.
Um lugar com cacifos para as pessoas não entrarem com mochilas ou artigos de trazidos de outros lugares.
Os cupões do combustível, deviam de sair um por cada €30, assim não se perdia tempo, a fazer várias contas.
Para descontar o saldo do cartão o sistema devia de perguntar "tem mesmo a certeza que é para descontar?", porque quando o valor da compra é igual ou superior ao saldo, podemos, por lapso, tocar na tecla e descontar sem querer, e depois já não se pode voltar atrás, e o cliente fica insatisfeito. É só tornar esse processo um pouco mais difícil, com duas etapas, por exemplo.
O sistema permitir devolução do dinheiro para o multibanco. Por exemplo, há clientes que dizem para pagar uma parte com o um multibanco, nós descontamos essa parte e depois a outra parte é com outro cartão ou dinheiro, entretanto falta esse dinheiro , e já não dá para por a conta em espera, porque uma parte já foi paga em multibanco e não dá para devolver. Perde-se tempo, para arranjar soluções.
São apenas algumas ideias, certamente vão achar algumas sem jeito, e outras, que até poderiam resultar. Em breve pode ser que me surjam, mais algumas.
Obrigada a quem teve a paciência de ler tudo até ao fim.
De vez em quando, há situações, onde os clientes se recusam, ou ficam ofendidos por pedirmos para ver os sacos vazios que trazem de casa e que estão dentro do carrinho. Bastava que os levassem dobrados ou os mostrassem, mas alguns clientes levam-nos em formato balão, no fundo do carrinho, de forma suspeita, pendurados na frente, ou até, já pendurados nos braços pelas asas, e depois, com um braço esticado, e a outra mão vão arrumando os artigos. Foi assim, que surgiu uma situação de roubo, como também, quando vão pendurados no puxador.
Não tem conta, as vezes que levam "brindes" escondidos propositadamente , mas depois, quem parece ficar mal visto, é quem apanha as situações. Também surgem situações, que logo se percebe, que foram involuntárias.
Deveria haver uma forma, comum a todos os supermercados, onde os clientes fossem convidados a passar os sacos, por um túnel, que fizesse RX do interior dos sacos, assim, movidos pela vergonha, de certo que seria um investimento, que daria lucro, tinha era de ver universal!
Qualquer coisa do género da imagem que apresento neste artigo, em vez das malas, seriam os sacos, e no ecrã via-se o interior!
Se calhar vão achar que é uma medida muito drástica, mas não é fácil lidar com o público, nestas situações!
Nos primeiros tempos da minha vida e até aos meus 20 anos de idade, sonhei ser professora de primeiro ciclo. Em miúda, sempre que iam crianças à minha casa, incluindo os meus primos mais novos, eu dava papel e lápis e punha-os a escrever. Mas tudo não passou de um sonho, que não foi possível concretizar!
Entretanto, com esta profissão de contacto com o público, e quando surgiram os livros, algumas pessoas me aconselharam a fazer uma formação em sociologia, porque tinha jeito.
No meu imaginário, eu vou para a universidade, que foi algo que sempre quis, faço sociologia, mas volto para o supermercado, crio uma caixa especial, " a caixa da socióloga", uma caixa , onde não há pressa, onde atendo quem tenha tenha vontade de conversar um pouco. Uma caixa mais lenta, mais virada para a humanidade, para os mais velhos, para quem tiver tempo, e juntava esta minha capacidade, ou dom, com estudo e formação!
Deu nas noticias que, em virtude desta pandemia que é o covid-19, o continente poderia vir a abrir só ao meio dia e fechar ás 20 horas, mas cada loja poderia tomar a decisão mais adequada. Essa decisão seria para cada loja ter um “serviço razoável e ajustado às necessidades atuais da população, minimizando eventuais riscos de operação".
Com esta medida tenho algum receio que o aglomerado de gente se torne ainda maior, visto que as pessoas só terão aquele tempo, mas até pode ser que corra bem.
Na minha modesta opinião, de operadora de caixa, que vale apenas por uma, além de se implementar esse horário, sugeria que, tal como nas clínicas médicas particulares, houvesse uma marcação, pelo telefone de "visita ao supermercado" com data e hora marcadas, onde, dependendo do tamanho do supermercado, não estivessem mais de 10 ou 20 clientes ao mesmo tempo dentro do supermercado. Para isso funcionar teria de estar alguém na porta de entrada a controlar as entradas e saídas.
Também haveria um menor número de funcionários dentro da loja, teria de haver um plano onde nos fossemos revezando, e já agora, sem mexerem muito nos ordenados, porque as nossas despesas matem-se iguais.
Talvez assim, as pessoas só se deslocassem se a necessidade dos artigos fosse mesmo importante e urgente. Talvez também comece a haver necessitar de racionalizar alguns artigos.
Claro que seria uma situação temporária! Porque este coronavírus há de passar e havemos de voltar à normalidade.
Este artigo, à venda no supermercado, é hilariante! São pequenos "cocòs" brilhantes com olhos e têm no interior, slime, uma coisa pegajosa..
Um dia uma menina pedia á mãe que lhe comprasse. "Mas isto parece um cocò"! Ao que eu respondi "e é mesmo"! Vai a mãe diz "já inventam tudo, um cocò com olhos!" Quando digo o preço, esta mãe fica ainda mais admirada!
Vai a menina dá a explicação que faz todo o sentido e deixam-nos muito mais elucidados: "Sim é cocò, mas é cocò de unicórnio"!
Estava eu a atender duas senhoras que falavam comigo mal o português, entre elas, falavam, suponho, Ucraniano. Uma colega da reposição depois de elas saírem pergunta-me se elas levavam amaciador da roupa. Respondi que sim, e quando lhe pergunto o porquê da questão, ela diz-me que as viu a despejar o amaciador de um frasco para o outro, e que quando essa minha colega interveio, dizendo: " Desculpem, as senhoras não podem fazer isso"...elas deram um salto com o susto.
Até posso adivinhar o porquê da atitude das senhoras. Então os frascos estavam mal cheios, e havia que encher um até acima, já que o iam levar! Ai se a moda pega! Que lata!
Acontece muitas vezes os clientes estarem na caixa e não se decidirem, se querem fatura, se querem sacos, se querem descontar do cartão, se têm cupões....
Era tão bom se não tivessem tantas hesitações e tivessem mais certezas. Ainda há pouco tempo fiz uma destas perguntas , o cliente não respondeu, repeti a pergunta e o cliente respondeu "estou a pensar". e pensou, pensou...e a fila à espera!
E por vezes, depois da decisão tomada, ainda mudam de ideias e querem voltar atrás...
Hoje estive numa caixa da concorrência, mais propriamente de um Mini-preço. Admiro muito a disposição das caixas deste supermercado. O acrílico que separa a operadora do cliente é bastante alto e longo. Assim, o cliente não pode invadir o espaço da operadora. Não lhe tira os artigos das mãos, não lhe rouba a caneta, não lhe tira os sacos, não lhe atira as moedas para cima, não se debruça sobre o visor, tapado a visibilidade à operadora. Além disso o tapete do lado de fora tem um separador ao meio, o que faz com que o cliente que já foi atendido ainda tenha uns segundos para arrumar as suas compras, não impedido a operadora de começar logo a atender o cliente seguinte.
Aqui há uns tempos, atendi clientes, que separavam a rama do abacaxi porque achavam que a rama tornava o abacaxi mais pesado. Nessa altura, o que nós tínhamos de fazer, era pedir a alguém para ir à frutaria buscar a rama separada do abacaxi ou dizer ao cliente que íamos pesar o abacaxi como ananás dos Açores (bem mais caro). O caso lá ficou resolvido...
Recentemente, uma cliente trazia uns tomates, para eu os pesar tenho de saber qual a sua qualidade, e existem três de momento. A primeira, os tomates de cacho, vêm ligados uns aos outros, outros são os chucha, e os últimos, são tomates redondos. Como esta cliente trazia os tomates sem o caule e sem estarem ligados eu registei-os como tomates normais, os redondos. Mas como os que a senhora levava estavam mais baratos, ela disse-me que aqueles eram os de cacho. Eu digo: "mas estes não têm cacho!" Ao que a cliente responde: "pois é, mas o cacho não se come e pesa"!
Perante estes dois exemplos, estou à espera do dia...em que me vai chegar à caixa um cliente com bananas, mas sem a casca, já que a casca também não se come, mas pesa!