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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Mais uma ideia

Estava eu a atender duas senhoras que falavam comigo mal o português, entre elas, falavam, suponho, Ucraniano. Uma colega  da reposição depois de elas saírem pergunta-me se elas levavam amaciador da roupa. Respondi que sim, e quando lhe pergunto o porquê da questão, ela diz-me que  as viu a despejar o amaciador de um frasco para o outro,  e que quando  essa minha colega interveio, dizendo: " Desculpem, as senhoras não podem fazer isso"...elas deram um salto com o susto.

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Até posso adivinhar o porquê da atitude das senhoras. Então os frascos estavam mal cheios, e havia que encher um até acima, já que o iam levar! Ai se a moda pega!  Que lata!

Decidam-se

Acontece muitas vezes os clientes estarem na caixa e não se decidirem, se querem fatura, se querem sacos, se querem descontar do cartão, se têm cupões....

 

Era tão bom se não tivessem tantas hesitações e tivessem mais certezas. Ainda há pouco tempo fiz uma destas perguntas , o cliente não respondeu, repeti a pergunta e  o cliente respondeu "estou a pensar". e pensou, pensou...e a fila à espera!

 

E por vezes, depois da decisão tomada, ainda mudam de ideias e querem voltar atrás...

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Boas ideias

Hoje estive numa caixa da concorrência, mais propriamente de um Mini-preço. Admiro muito a disposição das caixas deste supermercado. O acrílico que separa a operadora do cliente é bastante alto e longo. Assim, o cliente não pode invadir o espaço da operadora. Não lhe tira os artigos das mãos, não lhe rouba a caneta, não lhe tira os sacos, não lhe atira as moedas para cima, não se debruça sobre o visor, tapado a visibilidade à operadora. Além disso o tapete do lado de fora tem um separador ao meio, o que faz com que o cliente que já foi atendido ainda tenha uns segundos para arrumar as suas compras, não impedido a operadora de começar logo a atender o cliente seguinte.

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Qual será a próxima ideia?

Aqui há uns tempos, atendi clientes, que separavam a rama do abacaxi porque  achavam que a rama tornava o abacaxi mais pesado. Nessa altura, o que nós tínhamos de fazer, era pedir a alguém para ir à frutaria buscar a rama separada do abacaxi ou dizer ao cliente que íamos pesar o abacaxi como ananás dos Açores (bem mais caro). O caso lá ficou resolvido...

Recentemente, uma cliente trazia uns tomates, para eu os pesar  tenho de saber qual a sua qualidade, e existem três de momento. A primeira, os tomates de cacho,  vêm ligados uns aos outros,  outros são os chucha,  e os últimos, são tomates redondos. Como esta cliente trazia os tomates sem o caule e sem estarem ligados eu registei-os como tomates normais, os redondos. Mas como os que a senhora levava estavam mais baratos, ela disse-me que aqueles eram os de cacho.  Eu digo: "mas estes não têm cacho!" Ao que a cliente responde: "pois é, mas o cacho não se come e pesa"!

Perante estes dois exemplos, estou à espera do dia...em que me vai chegar à caixa um cliente com bananas, mas sem a casca, já que a casca também não se come, mas pesa!

Uma espécie de tele-cartão

Há dias, quando pedia o cartão de cliente a um cliente, ele pediu-me para eu esperar um bocadinho. Eu vi-o a mexer no telemóvel e até pensei:" será que está a enviar uma mensagem e eu tenho de aguardar!?" Mas não, este cliente colocou no écran do seu telemóvel um código de barras preto num fundo branco, e deu-me o telemóvel para minha mão e disse para eu passar o código. E eu assim fiz, (pip duas vezes) e foi como passar o cartão continente.  Desconhecia completamente este método! Alguém conhece, ou alguém tem? O meu telemóvel é daqueles mais antigos nem deve de dar, mas é uma forma do cartão estar sempre connosco e de o mesmo não se desgastar, como aqueles que já têm o código todo apagado...

 

Sacos ecológicos: um padrão mais masculino

Há dias quando fiz este post, recebi um comentário que achei interessante:

 

"Pois, mas prós homens continua a não haver nada de jeito. Antes eram papoilas ou o que era aquilo, agora são flores estilizadas... Não há homem com pelo na cara que queira ser visto com aquilo..." Nuno Lagoa

 

Depois de ler este comentário, verifiquei que ele tinha toda a razão, os sacos que nós temos à venda no Modelo têm sempre padrões com flores ou algo do género.

 

Por isso, deixo o recado, para que os designers pensem no caso. Entretanto e até lá sugiro um modelo alternativo, que há de várias cores: azul, rosa, violeta, verde, laranja. Custa 1,20€ e é 100% poliéster.

 

Deixo um exemplo, é muito prático, parece um porta-chaves...

 

 

Pensamentos provocados pela caixa expresso...

 

Durante uma semana calhou-me ficar 4 dias seguidos na caixa expresso. Deve ter sido coincidência. Além de uma colega (que sabe o quanto eu adoro lá ficar) me ter questionado se eu tinha assinado um contrato com aquela caixa, só uma cliente me perguntou se eu estava de castigo... Nestes quatro dias houve sempre alguém a fazer-me nervos.
 
Pessoas a gozarem não só comigo mas também com os outros clientes, como foi o caso de uma senhora dizer que tinha duas contas, e vi-a contar os artigos dez para um lado, oito para outro. Esta senhora já de alguns cabelos brancos ouviu de um jovem que lá estava na fila, a expressão: falta de respeito pelas pessoas e pelas regras. Abençoado jovem, disse-lhe aquilo que eu gostaria de dizer, mas que não posso.
 
Nestes mesmos quatro dias, houve minutos em que enquanto as minhas colegas atendiam pessoas com carrinhos cheios eu estava sentada a fazer nada! Comecei a pensar em formas de melhorar este sistema da caixa expresso, e vejam as ideias tolas que eu tive:

 

- A placa a dizer 10 unidades que está pendurada no tecto e que força as pessoas a olhar para cima, devia de estar mais baixa para que as pessoas batessem com a cabeça nela;
- Haver um sensor com voz, e de cada vez que alguém se aproximasse (uma voz suave, como aquela das paragens das estações do metro), ouvia-se: "está a aproximar-se de uma caixa expresso, atendimento destinado a clientes até 10 unidades, sendo apenas UMA conta por cada cliente. Obrigada pela compreensão"!
 
E pronto é nisto que dá aturar a incompreensão dos clientes relativamente a esta caixa expresso.

Grandes ideias

Não sei se se lembram de um  post  que fiz há uns meses, em que eu falava sobre o facto de agora serem os clientes a passarem os seus cartões na caixa na fase do pagamento. Nessa altura os cartões com chip ficavam muitas vezes lá esquecidos. Hoje em dia isso já não acontece, felizmente alguém teve a excelente ideia de pôr uma espécie de alarme no pinpad . Agora ninguém sai de lá sem o multibanco, pois a operação só avança depois do cliente retirar o cartão!

 

Ora digam lá que não foi uma ideia de génio!? A informática está constantemente em evolução!

HELP

 

 

Corro o risco de me tornar repetitiva nos meus artigos, mas tenho de voltar a falar na caixa das 10 unidades! Sempre que tenho de lá ficar, já sei que alguma coisa vai correr mal. Hoje para além de vos contar as últimas cenas lá passadas quero fazer um pedido. Tenho andado a pesquisar uma solução para resolver de uma vez por todas este problema. A frase que avisa os clientes que esta caixa é só até 10 unidades está se calhar pendurada um pouco acima e há sempre quem não repare, mas se colocarmos a placa mais a baixo todos iam lá bater com a cabeça e a ideia seria rejeitada logo á partida.
 
Certo dia uma cliente disse-me que num supermercado CONTINENTE que ela conhece o próprio sistema bloqueia á 15º unidade (continente dá até 15 unidades), já pensei em sugerir essa ideia, mas temo que também gere controvérsia. Por isso se alguém tiver uma ideia eficaz para que os clientes respeitem esta regra digam-me por favor! Da última vez que estive nesta caixa uma jovem mulher com o seu carrinho aproximou-se, como notei o carrinho com muitos artigos eu disse " esta é uma caixa só até 10 unidades", ao que a cliente respondeu " não tenho mais"! Começou a colocar os artigos no tapete e eram muitos os artigos.
 
De novo eu disse " esta caixa é para clientes com 10 ou menos artigos" ela respondeu " pois mas já aqui estou e não vou para outra fila, se tiver mais é só um ou dois artigos"! Pois eram 22 artigos! Quando a mulher estava a sair os clientes que estavam na fila começaram a barafustar e com razão, mas compreenderam a minha situação e notaram que a cliente é que tinha falhado!
 
Como este caso muitos outros acontecem dia após dia nesta caixa. Sinceramente tem de haver uma maneira de travar isto. É uma falta de ética e de respeito... Considero-me uma pessoa muito pacífica, mas um dia ainda me salta a tampa por causa da caixa das 10 unidades, e depois quem fica a perder sou eu, já que o cliente tem de ter sempre razão!

 

Uma questão ambiental...

 

Pelo ambiente

 

As preocupações ambientais assumem cada vez mais um papel preponderante nas nossas escolhas do dia-a-dia. A pensar nisso uma conceituada designer britânica em conjunto com uma Organização não lucrativa criou uma alternativa aos vulgares sacos de plástico usados no supermercado. Produzido em algodão e com a frase “I’m not a plastic bag”. Pelo que li na notícia no Reino Unido parece ter resultado e ter de alguma forma diminuído o uso dos sacos de plástico.

 

É uma forma não só de ajudar o ambiente, como também de nos fazer sentir mais chiques quando vamos ao supermercado, não acha?
Por cá esta moda ainda não chegou, mas eu cá tenho umas ideias no sentido de também diminuir o consumo exagerado destes ditos vulgares sacos de plástico… em breve as publicarei aqui neste blog…