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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Pessoas que estudam como contornar regras, de forma legal

Um destes dias, presenciei uma situação, que me fez pensar em como as pessoas conseguem arranjar estratégias para contornar as regras, fazendo parecer, que afinal, não estão a fazer nada de errado!

Uma mulher ia a avançar com o seu carrinho de compras para as caixas self-service. As caixas (ditas rápidas/automáticas) que existem, supostamente para quem tem poucos artigos, está com pressa, ou até porque,  não lhe apetece falar com a operadora. Está lá uma sinalética que proíbe passagem de carrinhos. Vi uma colega dizer à senhora que ali não dava com carrinho.

Depois assisti lá do meu lugar à cena: a pessoa retirou as coisas do carrinho, levou os artigos , não sei como, lá para o chão ao lado da caixa self, deu a volta e estacionou o carrinho no lado da saída (corredor de passagem), ou seja, fora do espaço das selfs, encostado junto à última self. A disposição deste lugar no "meu" continente é diferente da imagem que aqui está, por isso não sei se o leitor me consegue entender.

Então, a pessoa ia registando e colocando os artigos diretamente no carrinho, fazendo várias contas. Várias vezes bloqueava o  sistema e lá tinha de chamar o assistente. Sem exagero, eu atendi uns 10 clientes, e aquela pessoa lá naquele compasso.

Fez bem a coisa:  várias contas com poucos artigos e  não passou lá com um carrinho de compras. O tempo que lá esteve a ocupar o lugar, não interessa nada, porque estava na vez dela, e a fazer tudo dentro dos conformes!

E eu a olhar para a situação, com vontade de lá ir chamar a senhora de chica esperta !

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E a saga continua...

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Era um casal na casa dos quarenta anos, que não queria fazer distanciamento, e tivemos uma troca de palavras. Quando respondi que este procedimento já durava há mais de um ano, eles disseram que agora já não era preciso tanta coisa. Voltei a dizer que, ainda assim eles tinham de cumprir as regras como os outros.

E o homem diz para a mulher: " Deixa estar que o covid está acabar!"

Parecia querer dizer, que "a minha diversão, estava a acabar!" Porque devia de achar que me diverte fazer os clientes cumprirem regras! Até parece que fui eu, e era a única, a exigir distanciamento! Porque eu faço o que me apetece e não o que a empresa manda!

Haja paciência infinita!

Faltava metade dos selos por colar

Uma senhora traz os copos para trocar pela caderneta. Só que na caderneta faltavam metade dos selos, e, ela não estava à espera que lhos desse da actual conta para colar, ela já os tinha, só que, não sei porquê, não os colou. Quando eu disse mas faltam selos, ela deu-me um montinho deles e disse. "estão aqui é só cola-los"! Estava a mandar-me colá-los!? Com filas de gente à espera!?

Ao ver a lata da senhora, respondi "mas nós só aceitamos a caderneta com os selos já colados!"

Ficou irritada, colou os selos , e meteu um completamente fora do sitio, só para me atingir.

Que vontade de a mandar pastar!

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