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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O carrinho, não marca vez, na fila do supermercado

Um casal deixa o seu carrinho na fila junto ao tapete, e vai buscar alguma coisa. Chegam umas pessoas, com um carrinho, e como não viram por ali os donos do tal carrinho, encostaram-no ligeiramente para poderem passar com o deles. Já o tapete, estava meio de artigos, chega o casal, dono do outro carrinho, que teria aparentemente ficado a marcar lugar.

 

Assim que chegam, começam a reclamar de  terem tirado o carrinho deles do sitio. Só que as pessoas que estavam a colocar os artigos, cheias de razão, disseram logo, que o carrinho não marcava vez, e que sendo eles dois, se não queriam perder a vez, teria ido apenas um deles. Mas estes, sempre a reclamar, e diziam "não tinham nada que tirar o nosso de onde ele estava". Durante uns momentos, estiveram ali numa troca de palavras. Não me meti...Porque se falasse era para dizer que "O CARRINHO NÃO MARCA VEZ!" E, teria de dizer também,  que a operadora de caixa não poderia estar ali, parada, à espera deles, quando havia clientes para atender!

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Terão os diabéticos prioridade num supermercado?

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«Diz a lei que grávidas, acompanhantes de crianças até 2 anos, seniores com limitações e pessoas com deficiência ou incapacidade, têm prioridade. E a lei é para cumprir, sob pena da entidade infratora arriscar uma multa que vai desde os 50 até aos 1000 euros.»

 

Já por duas vezes que alguém, estando na fila me perguntou, se o facto de ter diabetes, lhe dava prioridade.

 

De qualqer forma, sei que nos hospitais, os diabeticos têm prioridade. Andei a pesquisar, e o que encontrei nem foi em sites de Portugal, por isso não se se aplica à nossa realidade, mas aqui fica a dica.

 

«Pessoas portadoras de diabetes que forem insulinizadas ou que possuam problemas crónicos em função da doença também poderão utilizar as filas preferenciais em estabelecimentos comerciais, de serviços e repartições públicas.(...)Para ter direito ao benefício, a pessoa terá que apresentar documento que comprove a condição de diabético.»

Se não fosse cómico, seria trágico

Hoje de manhã, havia filas. Na minha fila estava a pessoa que eu estava a atender, a seguir estava uma senhora já com alguma idade, depois outra e mais trás uma outra senhora, bem mais jovem.

 

Termino a pessoa que estava a atender e quando vou para  atender a pessoa que estava a seguir, a senhora que estava atrás desta, diz: "Sou eu, porque tenho prioridade". Vai a senhora da frente pergunta porquê, ao que esta responde: " Porque sou idosa, e a nova lei, agora é assim"! Vai daí, a senhora que estava à frente responde:" Eu conheço bem a nova lei, e não é só ser idosa, é preciso ter alguma coisa, e eu fui operada a um joelho!"  Começo então, a atender a pessoa que estava à frente.

 

A senhora que se considerava idosa, até tinha poucos artigos, e se, ao invés de invocar a nova lei, tivesse pedido com jeitinho, esta senhora até tinha deixado passar, mas como teve uma atitude de arrogância, perdeu...

 

Sabem  o mais cómico disto tudo, é que esta senhora que dizia ser idosa, apenas tinha mais três anos que a senhora que atendi à frente. Foi a senhora mais jovem que averiguou as idades.

 

Por fim, quando ambas já tinham saído, tivemos de nos rir do caricato da situação...

Estar do outro lado

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Hoje quando estava numa fila de supermercado para pagar umas compritas, a situação, fez-me refletir  sobre o trabalho.

 

A pessoa que estava à minha frente, virou-se para mim e disse: " é sempre a mesma coisa, tanta gente e poucas caixas abertas". Não respondi. Depois disse-me para eu apalpar o frango dela e dizer-lhe se eu achava que aquilo alguma vez podia ter saído do forno há dez minutos, como lhe tinham dito...para ela aquilo estava quase frio e assado há muito mais tempo...respondi :  "Pois, não sei". Porque não sabia mesmo, o que lhe responder.

 

Eu no lugar de cliente, e porque normalmente estou do outro lado, tento não reclamar, cumprimento sempre quem me atende, agradeço, peço por favor, tento facilitar no troco quando pago em dinheiro. Talvez porque entendo e sei dar o valor a quem está do outro lado...

O carrinho sem dono

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Estava um carrinho cheio de produtos no início da fila. Apenas o carrinho, não havia cliente. Os clientes que iam chegando iam se colocando atrás deste. E eu num impasse, sem artigos para registar. Digo: "podem passar, o carrinho mão marca vez." Mas as pessoas pareciam estar receosas. Resolvi sair do meu posto e ir à fila e puxar o dito carrinho para o lado. As outras pessoas começaram então a colocar os produtos no tapete.

 

Quando o dono do carrinho abandonado chegou, já eu tinha atendido uma pessoa e já estava a começar a segunda. Mas não houve qualquer problema, o dono do carrinho não se queixou. Mas se o fizesse eu já saberia o que dizer, assumia que tinha sido eu e diria o porquê!

 

Carrinho de compras não marca a vez, a não ser que já tivesse colocado algumas ou todas as  compras no tapete e tivesse apenas ido buscar um artigo esquecido, e mesmo assim, não poderia demorar o que muitas pessoas demoram nestes casos. Penso que é uma questão de bom senso e de respeito pelos outros.

Esperem só um bocadinho que eu já chamo

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Alguns clientes não tem noção, do stresse que é, para nós quando vamos abrir caixa, virem atrás de nós, a dizer: "vai abrir?" ou "para que caixa vai?" É que nós precisamos de dois minutos, para abrir a caixa, abrir os sacos das moedas e colocar tudo em acção para iniciar o nosso turno em condições. Além disso, nós temos de chamar as pessoas por ordem de fila, ou seja, as pessoas que já estão à espera noutras filas, tem de ser atendidas em primeiro lugar!

 

Bem sei, que todas as pessoas estão sempre atrasadas e cheias de pressa, mas há procedimentos que têm mesmo de ser feitos, tudo tem de estar bem organizado para funcionar bem!

 

Por isso, peço um pouco de calma e compreensão!

 

Os padres também vão ao supermercado, até os giros!

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Estava a atender uma cliente habitual, uma senhora sempre simpática e cordial. Repara que estão dois padres na fila e diz-me :" Deus está connosco"! Eu ainda não os tinha visto e perguntei porque dizia ela aquilo, e ela apontou para eles, eles tinham aquela fita na camisa, desculpem, não sei o nome especifico. Só vi um, e digo: "é  jeitoso" ao que ela  me diz:" sim, um deles é muito bonito , e são muito novos"! 

 

Continuamos a apreciar os senhores, descontraidamente. Até que ela me diz: "Ai, que Deus nos perdoe" e começamos a rir. Mas depois diz: "Ah, mas eles não se importam"! Espero que nem tenham percebido (pensei eu). Entretanto , abre uma nova caixa e os senhores saem da minha fila !

 

São estes momentos, de um pouco de descontracção, e que não prejudicam ninguém, (porque, nem eu  demorei mais a registar por causa da conversa, nem a cliente se demorou mais a arrumar os produtos) que fazem com que o trabalho não se torne tão monótono!

Quem espera, desespera...

Da minha experiência neste trabalho, consigo entender uma coisa: o cliente tem mais pressa quando está na fila, parado,  do que quando está do outro lado. Na fila o cliente está sempre a olhar para o relógio, está impaciente, fica nervoso! Do outro lado, o cliente, gosta de ter tempo para arrumar os seus artigos de forma organizada, por exemplo, produtos de limpeza para um saco; mercearias para outro. Gosta de fazer o pagamento com alguma tranquilidade, e gosta, até depois de confirmar o talão...

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Só que quem espera, desespera!

A Nobreza e o Povo

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Tinha na fila duas senhoras, que não se conheciam, mas que a propósito de um artigo meteram conversa uma com a outra e eu fiquei só na observação.

 

A cliente que eu estava a atender levava uma caixinha com uns frutos vermelhos do tamanho dos mirtilos mas da cor das uvas red glob só que os bagos eram bem mais pequeninos, não sei o nome dos ditos frutos.

 

Cliente do Povo: Olhe desculpe, sabe me dizer se esses frutos são doces ou ácidos?

 

Cliente da Nobreza: Aí não sei, eu não os como, são só para enfeitar os pratos!

 

Cliente do Povo: Ahhhh está bem, está bem!

 

A cliente da Nobreza sai e diz-me a cliente do Povo: "Então aquela caixinha minúscula, tão cara, é só  para enfeitar e não se come!? Não sabem o que fazer ao dinheiro!"

Queria ser a primeira da fila

Estou a dirigir-me á minha caixa, levando a gaveta de baixo do braço. Há filas com três a quatro pessoas. Sou atropelada por uma cliente que vem a chegar à zona das caixas e me diz: " vai abrir?" Respondo: "sim, mas vou chamar por ordem de fila"! Ao que a senhora, mesmo vendo as filas, responde: "então se é por ordem de fila, sou eu a primeira"! Gerou-se logo ali uma pequena discussão, e a senhora acabou por ir para outra fila. O primeiro cliente que atendi disse: " olha a esperteza "!

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