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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O aproveitamento do direito à prioridade

Um dia de muito movimento e filas, um senhor de cadeira de rodas, pede licença para passar e passa à frente de todas as pessoas. É legitimo, é um direito, o direito da prioridade!

No entanto, o sr estava acompanhado da mulher e filha e foram elas que lhe colocaram os artigos no colo, deram a volta e ficaram à espera dele no lado da saída. Além disso passou à frente de um casal de  velhotes, onde um deles dele, tinha  um joelho com mazelas de uma queda e até marcas na cara. E quando a esposa deste senhor  questionou da sua atitude, ele imediatamente levantou a voz e começou a discursar, o discurso da praxe!

Foi atendido, mas todas as pessoas viram a sua atitude, a sua falta de bom senso e o seu aproveitamento da situação, e não deixaram de comentar uns com os outros e até comigo!

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A falta de respeito pelo distanciamento

Não  consegui ficar indiferente, a um episódio que aconteceu em Rio Tinto, devido à questão do distanciamento.

A briga começou na fila, e foi entre um senhor já alguma idade e outro na casa dos cinquenta. Ao que parece, um dos senhores pediu ao outro distanciamento, e o outro disse estando ambos de máscara não era preciso. A discussão começou e resolveram ir continuar a mesma no parque. Já no parque um com um machado de cozinha e outro com  uma garrafa de azeite, começaram a agredir-se e tiveram de ser separados. A noticia está aqui e tem até vídeo e reportagem!

É como eu digo, a pandemia não melhorou em nada os hábitos das pessoas, se já eram incorretos, assim continuam. O que custava respeitarem o espaço do outro.

Ainda há pouco tempo, chamei a atenção a alguém, porque a pessoa precisava de privacidade para marcar o código. A pessoa ainda questiona "mas porquê?", digo que é porque a pessoa tem de marcar o código e a senhora está a ver. E a pessoa ainda tem o desplante de dizer " Mas e que veja o código! Posso ver o código, mas não tenho o cartão! Que mal tem!?"

Enfim, isto cada vez está pior. Haja paciência infinita!

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A falta de civismo aumentou, com o aliviar das medidas

Desde o início de outubro, que trabalhar no supermercado ao fim de semana,  tem momentos que é um verdadeiro pesadelo!

Já não há limite de pessoas no supermercado, algumas  pessoas já não querem fazer distanciamento , outras acusam-nos de não haver distanciamento. As pessoas estão mais impacientes, mais conflituosas, mais arrogantes. É uma falta de civismo e de respeito uns com os outros e para connosco!

Chegam a entrar sem máscara, algumas pessoas por distração, outras porque achavam que já não era preciso, outras dizem que "vão agora comprar"!

Hoje houve um problema com a  minha impressora, era preciso tempo para arranjar. As pessoas viam que estávamos lá a tentar solucionar, mas ainda assim, perguntavam se demorava muito, se ia abrir outra caixa. Imaginem o que é estarem com um problema e ainda estarem a fazer perguntas, a pressionar!

Entretanto a caixa reabriu, as pessoas vieram a correr, já tinha três ou quatro clientes com as compras no tapete, veio outro cliente que pediu a vez aos outros, e passa com os produtos na mão do lado de fora, em vez de estarem sobre o tapete. Se não estivesse atenta, passava no meio da confusão, sem pagar!

Parece que o aliviar das medidas, ainda veio trazer mais falta de civismo!

Não entendo porque há tantas pessoas a terem estas atitudes! As pessoas estão sempre com tanta pressa!

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Falta de humildade e de educação

Um senhor chega à minha caixa começa a colocar as compras no tapete e diz "vocês enganaram-me"! Nem perguntei o porquê daquelas palavras, porque ele disse logo a seguir: "estava no site que tinham água da marca y, cheguei cá , não tinham!"

Pergunto se precisa de saco, diz que não! Digo-lhe que o cesto vermelho não vai à rua, e ele responde com audácia " Ah não!? E como é que quer que eu leve as coisas, às costas!?" Respondo: " pois não sei, isso o senhor é que sabe, só  o estou a informar que esses carrinhos só circulam cá dentro, os grandes é que vão ao parque"! Ao que ele me responde: " pois , mas os grandes são muito pesados e eu sou doente ontológico, já lhe vou mostrar o papel!" Respondo: "não precisa de mostrar papel nenhum, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra, só o estou a informar de uma regra, que nada tem a ver com prioridade ou doença." Insiste que vai levar o carrinho, e eu respondo: "olhe faça como entender, eu não sou fiscal!"

Há pessoas que não vale mesmo a pena, gastar energia. Não são humildes, nem educadas!

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"Eles" não dormem, andam sempre por aí...

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Continua esta invasão de espaço, esta falta de respeito pelo acrílico, os fura-acrílicos, não nos dão descanso! Já não sei onde esconder o meu álcool gel. Porque será que está ali um acrílico? Porque será que a empresa investiu na colocação de barreiras acrílicas? Para ficar bonito!? Não! é para não ser transposto!

Até para passarem o cartão continente enfiam-se por ali a dentro, quando podiam passar do lado de fora. É que assim, prefiro passar eu o cartão do que ter de levar com a invasão.

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Faltava metade dos selos por colar

Uma senhora traz os copos para trocar pela caderneta. Só que na caderneta faltavam metade dos selos, e, ela não estava à espera que lhos desse da actual conta para colar, ela já os tinha, só que, não sei porquê, não os colou. Quando eu disse mas faltam selos, ela deu-me um montinho deles e disse. "estão aqui é só cola-los"! Estava a mandar-me colá-los!? Com filas de gente à espera!?

Ao ver a lata da senhora, respondi "mas nós só aceitamos a caderneta com os selos já colados!"

Ficou irritada, colou os selos , e meteu um completamente fora do sitio, só para me atingir.

Que vontade de a mandar pastar!

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Um aplauso para um cliente!

Uma cliente trás dois cestinhos daqueles vermelhos com artigos. Está a colar os produtos sobre o tapete, quando pergunto se precisa de saco. É quando se lembra que não tem sacos, mas também não quer comprar, e pede para ir à rua buscar um carrinho - os carrinhos estão no parque.

Como aparentemente, não estava muita gente,  lá foi buscar. Eu ia chegando os artigos para o fundo, para dar espaço. Chega um senhor, que percebe que eu estava sozinha. Entretanto a senhora lá chega, começa a colocar os artigos, o telemóvel toca. Pensei que como estava atrasada não ia atender, mas atendeu. E a partir daí, começou a arrumar as compras mais devagar. Eu já tinha registado tudo, aproveitei para limpar o tapete de receção de artigos.

Como percebi que a conversa não era urgente e para ver se a pessoa percebia que já estava a empatar demais, perguntei pelo cartão continente. Mas nem me respondeu. Perguntei em voz mais alta. Ela diz à outra pessoa que já lhe liga. Olha para mim e para o outro senhor e diz : "é impressionante como é sempre nestas alturas que os telefones tocam!" E a resposta do outro senhor, foi de louvar e  até de aplaudir:

O mais impressionante não são as alturas em que os telemóveis  tocam, o que impressiona é as vezes que as pessoas,   mesmo assim, os atendem!

Se pudesse tinha aplaudido de pé!

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No supermercado: existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída

Estou a atender um jovem casal. A dada altura a senhora pergunta se pode colocar determinados artigos no tapete de saída e contabilizar dali. Digo que não. Quer saber porquê! Digo que para aquele lado só vão os artigos depois de registados. Continua a perguntar porquê. Respondo que são normas da empresa e digo onde está escrito que é assim o procedimento!

Responde que mesmo sendo normas da empresa, estando tantas pessoas na fila, eu tinha de facilitar para ser tudo mais rápido  (na perspectiva dela, da maneira dela, as coisas seriam mais rápidas)! Diz-me também que é promotora e que é ela quem trata do registo dos nossos furtos, e que nós não somos assim tão eficazes a evitar roubos.

Há ainda tanta gente que não entende que existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída e que cada um tem um propósito!

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Depois de fazer o pagamento, entrego-lhe os talões e os selos. Diz-me se posso registar-lhe uns copos que   já me dá a caderneta. Entretanto, vê que os copos estão perto e que eu estando envolta em acrílico não consigo lá chegar,  passa pelo cliente que já está com os produtos em cima do tapete, trás os copos. Quando peço a caderneta, diz que ainda tem de colar os selos. O cliente que tem os produtos no tapete ainda pergunta se não lhe posso registar os produtos, peço desculpa, digo para aguardar só um bocadinho. Porque estando ela lá, o outro cliente não podia avançar.

Era esta a pessoa que achava que eu tinha de quebrar regras para facilitar, porque estava muita gente à espera. Foi esta criatura que empatou  a fila, com as suas ideias, arrogância, e superioridade! Fez os outros esperar mais tempo ainda. Grande lição de moral! Calada, era o que devia ter ficado!

Quando ela saiu o cliente a seguir até disse " e é ela doutora"! E disse mais umas coisas nada abonatórias.

Realmente estas pessoas não se enxergam, não têm humildade alguma. É este tipo de clientes e de situações que me deixam indignada! Haja paciência!

Falta de civismo - take 1001

Estou ainda a atender uma cliente, quando a cliente seguinte empurra o seu carrinho vazio até tapar a janela de pagamento do acrílico, espaço  que era necessário para a outra pessoa fazer o pagamento. Peço-lhe para  afastar um bocadinho e ela responde: "ah é só o carrinho que está aí , acho que não faz nenhum mal!" Virei-me pro outro lado, respirei fundo, chamei-lhe um ou dois nomes feios. Com a máscara e falando baixinho, ninguém percebe, mas alivia !

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Entretanto atendo um senhor que quer ser ele a decidir como eu lhe registo as compras, porque já foi empresário e sabia muito bem a melhor forma de facilitar o cliente.

Mas será que esta gente acha que nós estamos ali só para implicar!? Acham que nos dá algum prazer ter de chamar atenção!?

Se cumprissem as normas, se lessem cartazes, respeitassem sinalética, distanciamento. Está tudo sinalizado e escarrapachado, nós não estamos a inventar nada. São normas não só da empresa, como também governamentais. Mas as pessoas gostam mais de questionar tudo, do que  respeitar.

Se cada cliente fizesse a sua própria lei, isto seria a República das Bananas!