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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Deu objecto por cima do acrílico

Uma cliente, queria que eu visse o preço de um creme facial, e como tinha o acrílico à frente, teve a ideia de se colocar em bicos de pés e atirar o creme pela frente. Depois de perceber o meu olhar e recuo, percebeu que tinha feito asneira,  e pediu desculpa!

Esta situação até se pode considerar uma distração, um desconhecimento, mas ao mesmo tempo demonstrou uma falta de noção, uma certa falta de civismo...

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Recebeu três chamadas e ainda fez mais uma

Continuo a achar que devia ser proibido atender e fazer chamadas desde que começam a colocar os artigos no tapete até ao pagamento e retirada dos artigos/sacos do tapete de saída, a não que seja alguma coisa urgente, ou apenas para dizer à outra pessoa que está do outro lado, que agora não pode atender.

Um destes dias, uma senhora ia colocando os artigos no tapete com uma mão e com a outra segurava no telemóvel e falava descontraidamente com alguém. Avisou-me que tinha três contas. Termina uma conversa desliga, paga uma das contas, novamente o aparelho toca e a senhora volta à lentidão. Começo a stressar e pergunto se posso colocar as coisas no saco, diz que não, porque tem se separar as coisas. É que ainda se dá ao luxo de andar com picuinhiches a arrumar as coisas. Quero avançar para a outra conta, mas ela continua ao telemóvel e a ignorar-me. Lá desliga, mas logo a seguir, faz ela uma chamada.

Uma pessoa perde a paciência, desta vez ninguém se queixou na fila, mas uma vez, numa situação igual (só não estávamos em pandemia) um senhor me disse que a empresa não devia permitir que atendessem o telemóvel, até falou num país que tinha mesmo um sinal de proibido.

No continente, há vários procedimentos onde se tem de usar o telemóvel, tais como a aplicação, cupões, o continente pay, por isso é complicado proibir o uso, mas podiam proibir as chamada e/ou a utilização para outros fins.

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Gente que faz birra no supermercado!

Há dias mesmo complicados, exaustivos. Há momentos em que parece que estamos numa escola, onde as crianças são muito rebeldes e temos de estar constantemente a chamar a atenção pelas asneiras que estão a fazer ou pelas atitudes que deviam tomar e se esquecem. Mas faz parte das minhas competências, zelar para que todas as medidas sejam tomadas de forma a minimizar o risco de contágio!

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Aquele dia até me estava a correr bem, as pessoas estavam a ter as atitudes corretas, a conversa com os clientes estava animada e simpática. Entretanto, estava a meio do atendimento de uma cliente, quando chega um casal, aí na casa dos quarenta anos. A esposa começa a colocar as compras no fim do tapete e diz ao marido para ele passar para o outro lado, onde ainda estava a cliente do momento. Quando ele pergunta se pode passar eu respondo que não convém passar por ali. Pergunta e atitude escusada, pois para ele passar, ia quase roçar na cliente que estava a ser atendida, a mesma teria de desviar o carrinho, e não ia respeitar o espaço de afastamento. O senhor foi dar a volta mas a esposa ficou lixada comigo, vi logo pelo olhar e pela atitude.

Quando chegou a vez deles comecei o registo, quem conhece os nossos tapetes de saída sabe que têm aqueles rolinhos para as compras deslizarem para o fundo. Estava eu muito bem a rolar os artigos, quando a madame diz: "ou você passa as minhas coisas devagar ou eu deixo cá tudo!" Respondi que não tinha percebido. Fiz-me de tonta, mas a minha vontade era dizer " acha que eu me ralo com isso, não sou eu que preciso das coisas, por mim pode ir e deixar aí tudo, fica na sua consciência!"

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Haja paciência para esta gente intolerante, que não aceita nada, não respeita nada e anda sempre com duas pedras na mão. As birras dos adultos são muito piores que as das crianças, porque as crianças aprendem, estes são demasiado casmurros para isso!

Dois tipos de abordagem, duas reacções diferentes

Um destes dias, depois de sair do trabalho, voltei a entrar no supermercado para fazer umas compras. Nunca o faço fardada, porque disseram-me que não o devíamos fazer, e para meu próprio descanso, porque se me vissem fardada, os clientes iam fazer perguntas, e nem sempre estou com tempo e gosto de tranquilidade para escolher as minhas coisas.

Então, nessa ocasião, andava eu com o meu carrinho e ouço uma pessoa a dizer:  “olhe, está ouvir, ouça lá”, não respondi à primeira, mas a criatura insistia, então virei-me, com cara de isso é comigo? E a senhora diz:  “Então? Não trabalha aqui!?”. Como quem diz, “estás disfarçada, mas eu sei que trabalhas aqui, por isso tens de me servir, agora e já”!

Noutro dia, noutro supermercado, encontro um velhote, que ao ver-me diz: “ desculpe menina, sei que não trabalha aqui, não deve poder me ajudar a encontrar uma coisa”. Ao que eu respondi “mas diga lá, pode ser que eu saiba”. "É que não sei onde está o pó talco"! Disse ao senhor que devia de estar na secção dos bebés e acompanhei-o até lá . Agradeceu-me imenso e foi de uma humildade e simpatia sem igual. Fiquei tão confortada de o ter podido ajudar.

O que falta muitas vezes ás pessoas é educação, civismo e humildade, porque  com essas três coisinhas, a vida corre  um pouco melhor!

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Ingenuidade ou falta de civismo?

Ainda uma cliente não tinha feito o pagamento, já o cliente seguinte, tinha estacionado o seu saco à minha frente. A senhora fica admirada, mas não diz nada. então eu digo "olhe pode dar licença que termine de atender esta senhora, ela tem de usar essa maquineta para  colocar o multibanco!" Ao que o senhor responde, continuando encostado á dita maquineta :  "Faça favor e não tenha medo que eu não sou da policia judiciária!" Volto a intervir dizendo: " Mas a senhora precisa de privacidade, pois tem de marcar o código!" Lá se afastou uns centímetros!

 

Isto faz-me nervos, nos bancos as pessoas respeitam o espaço do outro, porque que é no supermercado não respeitam!? É preciso uma sinalética no chão para que o cliente seguinte, deixe o cliente que está a ser atendido, tenha o direito de pagar e arrumar os produtos, sem a observação  dos outros!?

 

Falta informação porque até pode haver pessoas que o façam por ingenuidade, mas a maioria é mesmo por falta de civismo!

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O gosto em quebrar as regras

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Depois de ler um post da Marta Elle, que estava numa fila do continente para pessoas que pretendiam que as suas compras fossem entregues ao domicilio, e onde pessoas que não estavam nessa categoria estavam lá a empatar, fez-me pensar no porquê de as pessoas terem tanta aptidão para quebrar regras no supermercado. Resolvi enumerar algumas.

  • Quando as pessoas querem entrar no supermercado, pelas caixas, que é local de saída;
  • Quando há uma caixa para 10 unidades e as pessoas querem passar com um carrinho cheio;
  • Quando a saída sem compras é pelo local onde entraram e elas querem sair pelas caixas, onde há carrinhos e pessoas a serem atendidas, que têm de fazer ginástica, para as deixar passar;
  • Quando a pessoa que está a ser atendida ainda não terminou, e já o cliente seguinte está praticamente em cima deste;
  • Quando está escrito que nas caixas self service não é permitido passar com carrinhos e mesmo assim, querem passar por lá;
  • Quando as pessoas entram pela saída das caixas self service;
  • Quando sabem que os cestos de rodinhas não podem ir á rua, e mesmo assim, estão sempre a tentar fazê-lo;
  • Quando sabem que não devem de entrar com os trolleys para dentro da loja e entram;
  • Quando sabem que não é para levar compras, produtos e outras coisas ou  sacos, para dentro da loja, mas sim deixá-los entregues na entrada, e mesmo assim, algumas pessoas levam tudo consigo, e depois nem mostram ou avisam a operadora.

Acredito que existam até mais, e muitas vezes não se entende porquê! Será apenas para dar trabalho aos  seguranças!? Eles já têm que fazer!

 

Mais uma situação de falta de civismo

Na caixa atrás da minha, estava a ser atendida uma senhora grávida. Vai daí, uma velhota que estava com a filha na fila , decide passar pro outro lado, onde ainda estava a tal senhora grávida, só que ao passar empurra a barriga da senhora grávida contra o balcão, e a senhora grávida, assustada, grita. Vai a filha da tal velhota diz: "cuidado mãe, a senhora está grávida"! Depois pede desculpa à senhora, e a própria grávida, pede também desculpa por ter gritado, e a filha da tal senhora, diz que compreende, sabe que foi o instinto de proteção!

 

Só me apeteceu dizer: "mas porque é que as pessoas não respeitam a fila? Porque raio a mulher tinha de ir pro outro lado se ainda não estava na vez dela!? Que falta de respeito! É preciso por ali um sinal sonoro a impedir que as pessoas passem pro outro lado, quando a outra pessoa ainda lá esta!? É que mesmo que a senhora não estivesse grávida, não tinha nada que a empurrar!"

 

Falta de civismo!

 

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Ela não largava o telemóvel

Já aqui comentei várias vezes, o facto de estar a tender um cliente, que está a falar ao telemóvel, e nem se dá conta, do que está a fazer,  do tempo que demora, e da falta de civismo que essa acção é!

 

Uma vez, uma cliente emigrante, disse que lá onde vive, nas caixas há um sinal que proíbe o uso do telemóvel, deve ser como nós temos nas bombas de combustível. Claro que cá em Portugal e atualmente, o uso do telemóvel, faz falta, pois há aplicações, para uso do cartão cliente, para pagamento, não daria por isso, para proibir o seu uso. No entanto, um cartaz a pedir gentilmente que não falassem ao telemóvel, quando estão a ser atendidos, seria uma boa opção.

 

Claro que há chamadas e situações urgentes, e que têm de ser atendidas.

 

Um destes dias, uma senhora atendeu o telemóvel, quando estava a colocar as compras no tapete. Pelo que percebi, eram aquelas chamadas a oferecer cartões de credito, ou operadoras de televisão. Então a senhora falava alto e dizia "então faça lá a proposta, que depois eu vejo se me convém" e o "blábláblá", continuava. Parecia estar a dar uma lição ao pessoal de como se desenvencilhar dos chatos dos senhores que nos ligam para oferecer coisas. Mas, despachar as coisas no tapete, estava em câmara lenta. As pessoas olhavam, mas não comentavam.

 

Quando desligou olha para mim  e diz: "ai estes parvos só ligam para atrapalhar"! Olhei-a,  nem respondi, porque se respondesse era para dizer: "parva é a senhora, que lhes deu conversa, em vez de arrumar as suas compras e fazer os outros esperar"!

 

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As placas estão ali, mas não devem de ser, para ler

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Por vezes, para que nós consigamos fechar a caixa, coloca-se uma placa semelhante à desta imagem, para que os clientes vão para outra caixa e não para esta.

 

Aconteceu, que tendo eu esta placa na minha fila, os clientes contornavam-na ou empurravam-na e punham-se na mesma na fila!

 

Foi até, o cliente que eu estava a atender, que surpreendido com o facto, tomou a palavra e falou para as pessoas: "então não estão a ver a placa?!" Uma senhora disse :" vi isto, mas nem reparei pro que era"!

 

Inacreditável!

Onde pára o espirito natalício, na ida ao supermercado?

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Nos últimos dias, tenho notado as pessoas muito stressadas, apressadas, impacientes. Parece que andam numa correria enorme para chegar não sei onde. E os dias de maior afluência ainda não chegaram...

 

Uma senhora, depois de colocar alguns artigos no tapete, pega na sua grande carteira aberta e coloca-a em frente ao scanner onde eu tenho de registar os artigos. Digo:" olhe deixou aqui a sua carteira, e assim, não consigo registar", lá a tirou... Deixa-me indignada este abuso do espaço da operadora de caixa que já é tão pequeno!

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Não quero parecer desconfiada, mas uma vez, eu tinha os selos dos copos à minha frente e um senhor estava debruçado em cima do meu ecran, com as mãos quase a chegar aos selos, e a tapar-me a visão para o ecran.

 

De outra vez,  uma senhora estava ainda a arrumar os seus produtos, já uma das clientes seguintes estava a colocar sacos abertos, no tapete de saída.

 

De outra vez ainda, estava uma senhora a querer marcar o código do multibanco e tinha um senhor mesmo colado a ela , de forma que a senhora estava só a enganar-se no código, tive de pedir ao senhor que se desvia-se um pouco, ficando este todo ofendido!

 

 E um senhor que levou literalmente com o carrinho de outro nas costas, pois o outro vinha de costas a empurrar o carrinho e não viu que a pessoa ainda não tinha saído dali!?

 

Faz tanta falta umas marcas no chão para que o cliente que está a ser atendido fique protegido quer dos encontrões, quer da privacidade no pagamento e embalamento das suas compras, bem como, um novo sistema de caixas onde as operadoras não sejam invadidas pela ocupação indevida dos clientes incivilizados, que mexem nas nossas coisas, e invadem o nosso espaço!