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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Falta de humildade e de educação

Um senhor chega à minha caixa começa a colocar as compras no tapete e diz "vocês enganaram-me"! Nem perguntei o porquê daquelas palavras, porque ele disse logo a seguir: "estava no site que tinham água da marca y, cheguei cá , não tinham!"

Pergunto se precisa de saco, diz que não! Digo-lhe que o cesto vermelho não vai à rua, e ele responde com audácia " Ah não!? E como é que quer que eu leve as coisas, às costas!?" Respondo: " pois não sei, isso o senhor é que sabe, só  o estou a informar que esses carrinhos só circulam cá dentro, os grandes é que vão ao parque"! Ao que ele me responde: " pois , mas os grandes são muito pesados e eu sou doente ontológico, já lhe vou mostrar o papel!" Respondo: "não precisa de mostrar papel nenhum, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra, só o estou a informar de uma regra, que nada tem a ver com prioridade ou doença." Insiste que vai levar o carrinho, e eu respondo: "olhe faça como entender, eu não sou fiscal!"

Há pessoas que não vale mesmo a pena, gastar energia. Não são humildes, nem educadas!

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"Eles" não dormem, andam sempre por aí...

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Continua esta invasão de espaço, esta falta de respeito pelo acrílico, os fura-acrílicos, não nos dão descanso! Já não sei onde esconder o meu álcool gel. Porque será que está ali um acrílico? Porque será que a empresa investiu na colocação de barreiras acrílicas? Para ficar bonito!? Não! é para não ser transposto!

Até para passarem o cartão continente enfiam-se por ali a dentro, quando podiam passar do lado de fora. É que assim, prefiro passar eu o cartão do que ter de levar com a invasão.

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Faltava metade dos selos por colar

Uma senhora traz os copos para trocar pela caderneta. Só que na caderneta faltavam metade dos selos, e, ela não estava à espera que lhos desse da actual conta para colar, ela já os tinha, só que, não sei porquê, não os colou. Quando eu disse mas faltam selos, ela deu-me um montinho deles e disse. "estão aqui é só cola-los"! Estava a mandar-me colá-los!? Com filas de gente à espera!?

Ao ver a lata da senhora, respondi "mas nós só aceitamos a caderneta com os selos já colados!"

Ficou irritada, colou os selos , e meteu um completamente fora do sitio, só para me atingir.

Que vontade de a mandar pastar!

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Um aplauso para um cliente!

Uma cliente trás dois cestinhos daqueles vermelhos com artigos. Está a colar os produtos sobre o tapete, quando pergunto se precisa de saco. É quando se lembra que não tem sacos, mas também não quer comprar, e pede para ir à rua buscar um carrinho - os carrinhos estão no parque.

Como aparentemente, não estava muita gente,  lá foi buscar. Eu ia chegando os artigos para o fundo, para dar espaço. Chega um senhor, que percebe que eu estava sozinha. Entretanto a senhora lá chega, começa a colocar os artigos, o telemóvel toca. Pensei que como estava atrasada não ia atender, mas atendeu. E a partir daí, começou a arrumar as compras mais devagar. Eu já tinha registado tudo, aproveitei para limpar o tapete de receção de artigos.

Como percebi que a conversa não era urgente e para ver se a pessoa percebia que já estava a empatar demais, perguntei pelo cartão continente. Mas nem me respondeu. Perguntei em voz mais alta. Ela diz à outra pessoa que já lhe liga. Olha para mim e para o outro senhor e diz : "é impressionante como é sempre nestas alturas que os telefones tocam!" E a resposta do outro senhor, foi de louvar e  até de aplaudir:

O mais impressionante não são as alturas em que os telemóveis  tocam, o que impressiona é as vezes que as pessoas,   mesmo assim, os atendem!

Se pudesse tinha aplaudido de pé!

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No supermercado: existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída

Estou a atender um jovem casal. A dada altura a senhora pergunta se pode colocar determinados artigos no tapete de saída e contabilizar dali. Digo que não. Quer saber porquê! Digo que para aquele lado só vão os artigos depois de registados. Continua a perguntar porquê. Respondo que são normas da empresa e digo onde está escrito que é assim o procedimento!

Responde que mesmo sendo normas da empresa, estando tantas pessoas na fila, eu tinha de facilitar para ser tudo mais rápido  (na perspectiva dela, da maneira dela, as coisas seriam mais rápidas)! Diz-me também que é promotora e que é ela quem trata do registo dos nossos furtos, e que nós não somos assim tão eficazes a evitar roubos.

Há ainda tanta gente que não entende que existe o tapete de receção de artigos e o tapete de saída e que cada um tem um propósito!

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Depois de fazer o pagamento, entrego-lhe os talões e os selos. Diz-me se posso registar-lhe uns copos que   já me dá a caderneta. Entretanto, vê que os copos estão perto e que eu estando envolta em acrílico não consigo lá chegar,  passa pelo cliente que já está com os produtos em cima do tapete, trás os copos. Quando peço a caderneta, diz que ainda tem de colar os selos. O cliente que tem os produtos no tapete ainda pergunta se não lhe posso registar os produtos, peço desculpa, digo para aguardar só um bocadinho. Porque estando ela lá, o outro cliente não podia avançar.

Era esta a pessoa que achava que eu tinha de quebrar regras para facilitar, porque estava muita gente à espera. Foi esta criatura que empatou  a fila, com as suas ideias, arrogância, e superioridade! Fez os outros esperar mais tempo ainda. Grande lição de moral! Calada, era o que devia ter ficado!

Quando ela saiu o cliente a seguir até disse " e é ela doutora"! E disse mais umas coisas nada abonatórias.

Realmente estas pessoas não se enxergam, não têm humildade alguma. É este tipo de clientes e de situações que me deixam indignada! Haja paciência!

Falta de civismo - take 1001

Estou ainda a atender uma cliente, quando a cliente seguinte empurra o seu carrinho vazio até tapar a janela de pagamento do acrílico, espaço  que era necessário para a outra pessoa fazer o pagamento. Peço-lhe para  afastar um bocadinho e ela responde: "ah é só o carrinho que está aí , acho que não faz nenhum mal!" Virei-me pro outro lado, respirei fundo, chamei-lhe um ou dois nomes feios. Com a máscara e falando baixinho, ninguém percebe, mas alivia !

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Entretanto atendo um senhor que quer ser ele a decidir como eu lhe registo as compras, porque já foi empresário e sabia muito bem a melhor forma de facilitar o cliente.

Mas será que esta gente acha que nós estamos ali só para implicar!? Acham que nos dá algum prazer ter de chamar atenção!?

Se cumprissem as normas, se lessem cartazes, respeitassem sinalética, distanciamento. Está tudo sinalizado e escarrapachado, nós não estamos a inventar nada. São normas não só da empresa, como também governamentais. Mas as pessoas gostam mais de questionar tudo, do que  respeitar.

Se cada cliente fizesse a sua própria lei, isto seria a República das Bananas!

Dias positivos e dias cansativos

Há dias positivos, tranquilos, onde tudo até corre bem, na medida do possível, mas há outros com situações e pessoas que nos cansam...

O nariz fora da máscara, o teimar em não fazer o distanciamento, o não respeitar o acrílico e a sinalética, o estar ao telemóvel no momento de finalizar o atendimento ou mesmo durante o mesmo, o passar pela linha de caixas, sem compras e incomodando quem lá está,  enfim...

Exemplos:

Estava ainda a atender uma cliente, quando uma outra passa pro outro lado, digo-lhe que não pode passar enquanto ainda ali está uma pessoa, ao que me responde: "Não vou passar, vou só deixar os sacos"! Ao que eu digo: "Pois,  mas não  pode!"

O tapete de recepção dos artigos, nem sempre o consigo limpar a tempo, mas o tapete de saída, limpo quase  sempre, a não ser que esteja limpo e não seja necessário desinfetar. Então, eu tinha-o limpo antes de uma cliente chegar. Quando acabo o atendimento, havia lenço de papel amassado e senhas de quando as pessoas vão ás secções, padaria e charcutaria. Digo à  senhora "olhe deixou ali uns papeis" Ao que ela responde "isso não é meu". Respondi:  "curioso,  que eu limpo sempre o tapete antes do cliente chegar e não estava aqui nada!" Ainda assim, foi embora e não tirou de lá aquilo. Lá fui pegar naquilo com um saco transparente a servir de luva para colocar no lixo!

Um cliente, na fase do atendimento, quando o telemóvel toca, desce a máscara para falar. Digo-lhe que tem de colocar a máscara. Por acaso este, até se desculpou e disse que se distraiu...

Noutra situação, uma senhora, sem compras, saiu pela linha de caixas, deu um encontrão ao senhor que eu estava atender, nem "com licença", nem um pedido de desculpas. Não tinha nada que sair por ali, ainda a chamei, e a resposta foi: "Que é foi!? Não levo nada!" Vale a pena!? O senhor que eu estava atender até disse: "É o país que temos, ninguém respeita nada!" Sim, porque há pessoas que respeitam e que também ficam indignadas com estas situações!

Depois de dias assim, precisamos de mais do que dois dias de folga e seguidos, mas, claro, não é possível! Era preciso sim, mais pessoal!

Felizmente, o que temos direito,  dá para descomprimir e regressar de novo pronta para esta "guerra"!

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Por vezes ficamos sem palavras

Um senhor está ao telemóvel, e vai colocando as compras com uma mão e segurando o aparelho com a outra, levando mais tempo, além de não me responder se quer saco, e, aparentemente não tendo onde colocar as compras. Já estão outras pessoas na fila.

Prossigo e pergunto se tem cartão continente. O senhor tapa o som do telemóvel, pisca-me o olho e diz "espere terminar só esta chamada porque o cartão continente está na aplicação!"

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Ler antes de mexer...

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Este cartaz com estas informações, existe um em cada caixa, colado no fundo do tapete. Uma vez, um cliente achou que aquilo era o separador do cliente seguinte, e arrancou-o de lá depois de puxar com toda a força! Quando eu disse que não podia tirar aquilo dali, teve a lata de responder que já estava a descolado!