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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Não deixem o rapaz envergonhado

Estava a atender um casal de velhotes, que já são habituais. São simpáticos, a senhora é sempre muito amável. Nisto chega à fila um jovem casal. O velhote reconhece o rapaz como um menino que a esposa cuidou enquanto criança. Quando a senhora olha pro rapaz diz:  "ah é mesmo ele,  dá cá um beijinho!" O rapaz envergonhado, dá um passo atarás, e ela insiste: " não fujas, então tu dormias comigo"! Muitas pessoas a ouvirem, a olharem, porque a velhota falava bem alto, e contava como ele era, e o que fazia em criança, e mesmo vendo que o rapaz só queria um buraco para se esconder, continuava o seu discurso.

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Claro que a velhota não fez por mal, antes pelo contrário, só que deixou o rapaz completamente atrapalhado e constrangido...

 

Uma situação destas, numa fila de supermercado, apesar de ser engraçada para quem está de fora, deve mesmo embaraçar quem é o destinatário!

Não é preciso saco, é para usar já...

Não sei se já vos disse que sou um bocado envergonhada. Esta parte de conservar imenso com os clientes, nem sempre foi assim. Aliás este emprego ajudou-me a ser mais comunicativa e tornou-me menos tímida. Esta introdução para vos contar que por vezes acontecem situações que me deixam embaraçada. Foi o caso que conto a seguir. Um rapaz meio lunático, trazia uma caixa de preservativos, daquelas bem grandes. Eu estava a abrir um saco para colocar a caixa, e o rapaz disse-me: "não é preciso saco, é para usar já"!

 

Eu não consegui dar resposta alguma, fiquei atrapalhada, e o rapaz disse aquilo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Só depois de ele sair é que me ri.