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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Dia da segurança e saúdo no trabalho

Cá estou novamente para relembrar que este é o dia da segurança e saúde no trabalho. Agora, devido à pandemia, é ainda mais importante que se assinale este dia.  Mais do que nunca, a sensibilização para a adoção de práticas seguras no local de trabalho é importante e pode até salvar vidas.

Na minha perspectiva, de operadora de caixa, há medidas que são essenciais continuar a ter em conta, nomeadamente o levantamento e movimentação de pesos, o distanciamento social, o uso da máscara, a lavagem das mãos e o álcool gel ( medidas de higiene), o respeito pelos espaços (não invadir para além das barreiras acrílicas), o respeito pela sinalética .

Nós trabalhadores estamos na linha da frente, os clientes precisam de nós e nós precisamos dos clientes, por isso é uma missão em conjunto!

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O continente é considerado um sítio seguro

Estou a atender um casal, já está outro cliente com os artigos sobre o tapete do outro lado, quando mais um avança. Peço-lhe que aguarde. Pergunta porquê! Respondo: para manter o distanciamento!

Então responde-me: "ah mas no intermaché, já não ninguém faz isso!" Ao que eu respondo: "pois é coitados, mas o continente é um sitio seguro!" E depois mostrei-lhe o "nosso" selo covid safe e disse-lhe que o outro supermercado não o tinha conquistado!

«A marca “Covid Safe” é apenas atribuída a organizações que respeitem as orientações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e da Organização Internacional de Trabalho (OIT).»

Ainda esta manhã precisei de ir a um  intermaché, e constatei isso! A pessoa que estava atrás de mim, nem me deixou pagar em paz, nem retirar os artigos, veio logo encostar-se! E ninguém (funcionário) disse nada! Mas eu disse e olhei-a nos olhos!

Felizmente no continente o distanciamento é obrigatório! É uma luta todos os dias para que alguns clientes o façam, mas a maioria já sabe e cumpre!

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Este vírus é matreiro

"Este vírus é matreiro, só ataca as pessoas nas filas para pagar, nos corredores, não faz mal a ninguém!"

Já não é a primeira vez que ouço uma frase desde género,  muitos clientes implicam com o facto de só terem de fazer distanciamento nas filas. Certamente queriam um segurança por cada corredor a dar instruções para não estarem próximos.

Ou então, se calhar, o ideal era sempre que alguém entrasse no supermercado, ser-lhes colocado um chip, e sempre que uma pessoa se aproximasse demasiado da outra, aquilo apitava  ou dava choque!

Até parece que gozam connosco, porque acham incoerente que nas filas tenham de fazer o  distanciamento, e nos corredores ninguém faz. É pena que não percebam que o que estamos a fazer é o nosso trabalho,e que, se cada um fosse responsável, também tinham cuidado nos corredores. Eu, quando estou em modo cliente, se preciso de ir a um corredor onde estão  muitas pessoas, dou a volta, e volto lá depois. Já me faz confusão estar com muitas pessoas  à volta!

Tenho quase a certeza que quando a pandemia acabar, que há-de acabar, uma das primeiras coisas que as pessoas vão voltar a fazer livremente é estarem coladas umas ás outras. Roçadas! Aquela falta de privacidade para marcar o código do multibanco, que se conseguiu ultrapassar com a pandemia, vai voltar!

Mas aí eles que se entendam, porque esta luta cansa!

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O jogo do macaquinho do chinês

Saio um pouco da caixa para ir responder a uma questão à cliente que já tinha atendido. Ela tinha uma dúvida com um preço no talão.

Demorei um minuto, quando voltei para a caixa já tinha três pessoas com artigos no tapete. A princípio pensei que estavam juntos, mas depois vi uma cliente meio encolhida a desviar-se (esta sim consciente). Foi quando percebi que as outras duas se tinham aproveitado de um momento de distração   para  desrespeitarem o distanciamento. 

Parecia o jogo do macaquinho de chinês, em que olhamos não está ninguém, viramos e já está uma data de gente em cima.

As pessoas, muitas delas, só respeitam o distanciamento enquanto estamos a controlar, se nos descuidamos, elas avançam e não querem saber.

As pessoas não querem ou não sabem ser responsáveis sozinhas!?

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Uma espécie de glossário ilustrado

Desde o inicio da pandemia que têm surgido tantas palavras ou expressões novas ou anteriormente pouco usadas, relacionadas com o assunto.

Por exemplo: assintomático, coronavírus, confinamento, distância social, desconfinar, isolamento profilático, máscara, paciente zero, pandemia, quarentena, e mais uns quantos que agora não me recordo. Estas  palavras   têm um sentido  geral, mas em cada empresa, lugar, loja, serviço, também surgiram   novas palvras para  criar mecanismos de comunicação entre funcionários e clientes. E também para segurança!

No meu ponto de vista, as novas palavras ou mecanismos, até agora no supermercado são:

acrílico: um escudo protetor ente funcionários e clientes

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álcool gel: para desinfetar as mãos a cada atendimento

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distanciamento social: que se pede que seja de dois metros

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janela de pagamento do acrílico: espaço onde se faz o pagamento

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máscara: de preferência bem colocada

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sinalética: inclui todos os sinais e regras presentes no supermercado

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Em edição...

A importãncia do acrílico na pandemia

Devido ao covid-19, estamos num ponto da situação onde o acrílico é um dos nossos maiores aliados e protectores  nas lojas, hotéis, supermercados, serviços e até na praia!

Mas do que vale tanto investimento neste produto, se depois  os clientes não o  respeitam!? Dão encontrões, tentam contornar, invadir, seja à volta seja por cima. Parece que o produto para eles é invisível ou sem importância!

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O acrílico, tem importância semelhante ao álcool gel, à máscara e até ao distanciamento. Tudo isto junto forma um melhor escudo protetor!

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Tudo ao molho e fé na sorte

Estava eu a falar do Banco Alimentar a um casal de clientes, estava focada neles, não dei conta do aumento da fila, quando olho para o lado da fila, estava um monte de gente todos em cima uns dos outros, ainda perguntei se estavam todos juntos (apesar de se pedir para não virem em família, está sempre a acontecer), mas não,  estavam ali num empurra-empurra, para decidir quem tinha lá chegado primeiro. Pareciam uns miúdos da escola primária.

Um membro do  outro casal até disse em voz bem alta "não respeitam nada"! Ao que respondi : " infelizmente é o prato dia"! Ao ouvirem isto, lá dispersaram.

Quando esta pandemia começou, e vi as pessoas contidas a cumprirem, até pensei que, pelo menos, a pandemia, ia tornar as pessoas mais civilizadas, porque mesmo sem pandemia, as pessoas sempre gostaram de invadir o espaço do outro, inclusive no momento de marcar o código do multibanco. Mas foi sol de pouca dura, e quando a pandemia acabar, vão voltar a andar de novo todos a se encostarem uns nos outros. Parece que gostam!

Nessa altura, já não vou poder dizer, nem fazer  nada! Enfim... é triste que não se mude de hábitos nem com esta ameaça!

É frustrante, estar dia após dia,  sempre a bater nesta tecla, porque assim que apanham uma brecha, chegam-se logo. (Sim , há exceções)

Por vezes dá vontade de os deixar todos ao molho, se eles não se preocupam, se não querem saber, se só o fazem  porque está alguém a impor, é porque não se preocupam com a saúde deles, nem com a nossa, nem com a das pessoas com quem vivem!

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Falta de responsabilidade

Digo a uma cliente que estava literalmente encostada a outra , para se afastar só um bocadinho, ao que ela responde:  "pois mas só se preocupam com isso aqui, ali atrás estava um a bater com o carrinho dele no meu e não foi lá ninguém falar!"

Mas será que é preciso andar aí um policia de bastão na mão a controlar todas as pessoas? Será que as pessoas não sabem ser responsáveis!? Claro que isto do bastão, só pensei para mim, apenas disse que as pessoas também têm de ser responsáveis.

Entretanto uma senhora disse-me que numa localidade no Alentejo anda alguém a controlar a proximidade das pessoas no supermercado, quando alguém está muito próximo, pedem para que façam distanciamento.

Enfim, por vezes parecemos ovelhas que precisamos de um pastor, se não, ficamos desordeiras!

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