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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Aquela birra, foi horrível

No passado sábado, a manhã esteve caótica, cheia de clientes, fim de mês é natural.

No meio de tanta gente, está na fila atrás de mim, uma mãe, uma avó e um menino ai dos seus 3/4 anos. Estava com uma birra descomunal, gritava alto, esperneava, a avó tentava em vão o assoar, pois a cara dele era ranhoca, era lágrimas!

O barulho era tanto que eu não conseguia ouvir o pip da máquina ao passar os artigos, nem os clientes me ouviam a fazer as perguntas habituais , nem eu ouvia as respostas.

Uma senhora na minha fila com um rapaz adolescente e uma bebé no carrinho, dizia "espero que a minha nunca faça uma birra destas"!

Não sei qual o motivo da birra, julgo que também não tenha sido fácil para aquelas pessoas verem toda a gente a observar e a tecer comentários.

O momento foi longo, e valeu a muita gente, eu incluída, uma grande dor de cabeça!

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Queixas dos pais

É habitual haver perto das caixas de saída, artigos atrativos para as crianças. E claro eles pedem aos pais para comprar! Depois os pais queixam-se, dizendo que fazemos de propósito!

 

É verdade são muitas tentações, e sim, se calhar é uma boa estratégica! Mas também é uma forma de educar. Não é só ali que eles fazem birra, se os pais conseguem fugir do corredor dos brinquedos e são apanhados ali, há que usar o dialogo e tentar não fazer do momento uma tortura!

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Ternura entre irmãos

Estou a atender uma jovem mãe com os seus dois filhotes: o mais velho devia ter cinco anos e o mais novo três.

 

O menino mais novo chorava, chorava, dizia "mas eu queria", e a mãe dizia, "este não é para ti, é para o Vicente". Era um jogo. Então, eu perguntei ao menino se o pai natal se tinha esquecido de deixar algum brinquedo, ao que a mãe respondeu: "tem a sala cheia de brinquedos novos, tantas coisas, e quer sempre mais alguma coisa"!

 

O choro do menino era tão alto que chamava a atenção das pessoas que estavam tanto na minha fila como nas filas próximas.

 

A mim, o que me comoveu, foi que enquanto o menino mais novo soluçava de choro, o mano mais velho fazia-lhe festinhas na cara, que ternura. Tão bom de ver!

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Imagem copiada da Internet

As crianças são a nossa maior fonte de alegria

Estava a atender uma senhora com os seus dois filhotes, um devia de ter aí uns 8 anos e o outro era mais velho. O mais novo quis conversa comigo. Ia me fazendo perguntas eu ia respondendo. Achei-o um miúdo tão castiço, curioso e educado.

 

No final eu despedi-me deles, e ele respondeu-me  com um tchau e acenou-me. Eu disse-lhe "porta-te bem". E ele respondeu : "e tu também!" Não estava nada à espera desta resposta tão ousada, mas se calhar merecia-a ! Fez-me rir e a mãe dele também sorriu.

 

Que miúdo tão querido. Alegrou logo  o meu dia!

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As crianças entretêm-nos tanto...

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Uma avó passa um brinquedo ao netinho, depois de estar registado. Esta criança devia de ter no máximo três aninhos.

 

Netinho: É pra mim!?

Avó: Sim!

Netinho: Pra levar?

Avó: Sim...

Netinho: Posso? Levar pra casa!? E não é caro!?

 

É neste momento que todas as pessoas que estão assistir, sorriram. A avó disse: "pois, estamos sempre a dizer que é tudo caro, e ele ficou preocupado."

 

Mas não deixou de ser ternurento  Quantas vezes nós dizemos aos nossos filhos que as coisas são caras, e mesmo assim eles insistem, sem se preocuparem com preços. Esta criança tão pequenina, preocupada já com estas questões... é caso para dizer que é de pequenino que se torce o pepino.

 

Dia ganho

É tão bom estar no trabalho e aparecer uma criança tão simpática, conversadora, inteligente, e principalmente tão educada...

 

Nem precisou da ajuda da mãe na conversa, já sabia a data de quando as aulas iam começar, também pensei que ia para o 1º ano, mas disse-me logo que já ia para o segundo...

 

E é assim que se ganha o dia...

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A pinta do miúdo

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Estou a atender um senhor acompanhado do seu filho, que terá cerca de 10/11 anos. Levam uma guloseima. O pai está a fazer o pagamento com multibanco, e o filho pergunta se já pode abrir a embalagem e comer a sua guloseima. O pai não responde. O filho repete a pergunta, mais duas ou três vezes, o pai continua calado. O miúdo olha para mim, sorri, encolhe os ombros e diz "o meu pai ás vezes, fica surdo"!

 

Lá nos rimos...Este miúdo, tão natural na sua atitude,  teve a sua graça!

Ai que medo!

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Hoje uma miudinha pequenina, mas cheia de pelo na venta, disse-me a franzir o sobrolho, e de mãos postas na cintura: " porque estás tu a mexer nas minhas coisas, hã!?"

 

Nunca tinha visto tanta pujança em tão tenra idade. A mãe lá lhe explicou que eu estava a registar as coisas e que não ia ficar com elas e obrigou-a a pedir desculpas, ela fê-lo, mesmo contrariada. Nesta idade chega a ser até engraçado, mas quando crescer, vai ser uma menina rezinga, ai isso vai!

 

Tome lá a casca da banana

Uma avó com o seu netinho querido e lindo, chega á minha caixa , coloca os produtos sobre o tapete, e entrega-me em mão uma casca de banana e diz: "olhe tive de dar uma banana ao Francisco, mas está aqui a casca se quiser pesar junto com as outras!"  Por cinco segundos, não reagi, mas depois disse: "deixe estar isso, não há problema"! Peguei na casca e meti no lixo!

 

Moralmente, se calhar foi uma boa decisão, mas, a senhora colocou-me numa situação um pouco incomoda. Sou empregada, e não posso andar para aí a dar coisas que não me pertencem, que não são minhas. Imaginem que a moda pega! O patrão não ia gostar. Mas, pronto, talvez tenha sido uma vez sem exemplo! E era uma criança! Se bem que é de pequeninos, que os devemos ensinar que só se pode comer as coisas, depois de as pagarmos.

 

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Cobras de plástico nos chupas

Não sei que ideia peregrina tiveram os senhores da chupachups, para meterem umas cobras pegadas aos chupas. No continente onde eu trabalho, os chupas estão em cima do tapete ao lado da operadora, e eu sempre que me calhava ficar ao lado de uma caixinha com esses chupas, tinha de retirar de lá a caixinha dos chupas, para a caixa atrás, aquilo faz-me impressão. Uma vez, até foi um cliente que me fez esse favor, e uma senhora até disse:" nem quero imaginar uma criança com o chupa na boca e uma cobra pendurada, que mau gosto"!

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Não acham isto feio!?