Está a chegar à minha caixa uma família habitual, mãe, avó e um menino muito esperto, conversador, educado, com quem adoro falar!
Eu: Olá, então como estás!?
Menino: Mallll!
Eu : (risos) Agora parecias um velhote a falar!
Mãe: Ai ai, rapaz
Eu: Então, pediste alguma coisa que não te deram, foi!?
Menino: Não é isso!
Eu: Então, mas até estás quase férias!
Menino: Quase!? Mas ainda faltam duas semanas!
Eu: Pois , está quase...
Menino: Mas o meu irmão está na secundária e já está de férias, é por isso!
Suponho que este menino esteja no terceiro ano do ensino básico. Recordo-me do tempo em que ele gostava da escola, também me recordo, que depois, passou a não gostar tanto.
Quando ele se despediu de mim desejei-lhe que ele ficasse bem. A avó disse que ele se não existisse tinha de ser inventado!
O que é certo é que ele me animou, e tornou o meu dia mais leve , sempre que me lembrava dele, apetecia-me sorrir!
Como já devem ter reparado, junto ás caixas há alguns produtos, como por exemplo, as torres de chupas para as crianças.
Estava a atender uma jovem mãe, com um menino , pequenino, devia de ter uns 4 anos no máximo. Ao ver os chupas, começou a pedir à mãe para comprar. Pedia de uma forma doce e carinhosa. Dizia que queria um de coca-cola. E a mãe perguntou "mas tu gostas de coca-la?" Ele respondia que sim. Depois dizia "Vã lá mãe, compra" e argumentava.
Mas de todos os argumentos, usou um, que eu nunca tinha ouvido, que me fez sorrir e admirar este cliente de palmo e meio " Vã lá mãe, compra, não faz migalhas!"
Este menino, será com certeza, um ainda melhor argumentador, no futuro!
Estou a atender uma família já habitual. Uma mãe, uma avó e um menino, o netinho. É o menino da família!
Das últimas vezes, que os atendi , o menino não estava. Por isso quando o vi disse-lhe "olá , já algum tempo que não te via por cá!" Ao que ele me contou que esteve doente, tinha sido operado a um apêndice.
E ali fui conversando com o menino, enquanto atendia as senhoras. O menino estava a olhar fixo para o ecrã, e diz-me "estou a ver quantos selos a mãe vai ganhar", digo o total, que por acaso era 190€, ele olha para mim, e pergunta-me quantos selos dá, eu que sou zero a matemática, fico em silêncio por uns segundos e ele responde: "9 selos"! Impressionante porque é um menino bastante novo. "És bom a matemática", digo-lhe. Pergunto se vai para o quarto ano, ao que ele responde: "vou para o segundo, só tenho 7 anos!" Respondo admirada: "só tens 7 anos?" E ele diz "então que idade pensavas que eu tinha!? " Respondo: "Pensei que tinhas mais, tens uma maturidade tão grande, és tão inteligente, pensei que tinhas mais!" E a mãe confirmou a idade!
A nossa conversa continua. Ele conta-me que já tem uns quantos pratos, uns quantos copos. Então digo-lhe: "Ena já tens enxoval, já podes casar, tens namorada"! Responde de imediato: "Tenho sim, dança comigo no racho! " E depois ainda conta mais alguma coisa, sobre a namorada.
Diz a mãe a sorrir : "conta a vida conta"! E continuou a falar, a falar. Foi uma lufada de ar fresco que eu tive naquele dia, naquele momento. Há crianças mesmo especiais, e tenho tido a sorte, e o privilegio de poder de socializar com elas!