Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Os cupões anuais do continente

cupoesanuaiscontinernte.jpeg

Estes cupões são atribuídos em função das compras do ano inteiro. Não sei se todos os clientes recebem, eu por exemplo, não recebo, talvez por ser colaboradora. São uma boa ajuda. O valor fica no cartão e disponível logo no dia a seguir á entrega! Fiquem atentos à caixa do correio ou imprima-os do dispensador, ou ainda, atente à aplicação!

Veja aqui as instruções!

Missão continente no combate à solidão e ao isolamento social

microsoftteams-image-14.png

Começou mais uma campanha solidária no continente, que se destina a ajudar os idosos em isolamento social. Há dois vales um de 1€, outro de 5€, que estão na caixa,  pode ajudar antes do pagamento das suas compras,  quando a operadora de caixa pedir, ou mesmo tomar essa iniciativa, uma vez que já tem conhecimento da mesma!

«A Missão Continente decidiu desafiar os portugueses a trazer mais Luz a esta grande Causa, através da campanha “Luzes com Presença”.

Além de ajudar instituições, acenderá uma luz numa região onde o isolamento social faz parte do dia a dia dos habitantes.»

Mais informações aqui .

Água continente

Estou a atender um senhor, que levava um garrafão de água da marca continente no carrinho, como é hábito já sabermos o código, o senhor apenas me informou que levava lá a agua. Mas eu disse-lhe que aquela água era diferente e que não tinha o código.

O senhor insistiu "mas é da marca continente" Eu digo: "mas essa é diferente, é alcalina"! Ao que ele responde: "mas não é para beber"!?

aguascontinente.jpg

O dispensador de cupões do continente

Na entrada do supermercado está uma máquina a que chamamos dispensador de cupões, serve para que os clientes possam imprimir uma segunda via dos cupões de descontos que receberam pelo correio em casa, mas que se esqueceram de os trazer. Repito, está mesmo à entrada, passam por ela. Ela está lá sempre! Até podem tirar as senhas para outras secções.

No entanto, a maioria das pessoas parece não a ver. É sempre no momento em que os clientes estão a colocar as compras no tapete,  a arrumar as compras ou quando perguntamos se o  têm cupões, que se lembram. Mesmo vendo que vão fazer outras pessoas esperar, mesmo percebendo que estão a empatar todo o atendimento, não se inibem de os ir imprimir no momento errado!

dispensadorcupoes.jpeg

O melhor era mesmo a máquina os chamar à entrada, tipo fazer um "psst, pst você aí, imprima aqui"!

cupaocontinente.jpeg

E o oscar vai para...

Deixo aqui um testemunho de alguém que esteve no "meu" continente e que ficou muito agradado.

«Estive no teu continente e fiquei muito surpreendido, pela positiva. Vocês estão numa espécie de fortaleza. Não só nas caixas como nos balcões, destaco a peixaria, também muito segura, embora estivesse lá um sujeito a  invadir o espaço, mas foi logo posto no lugar! Assim dificilmente o vírus passa! O vosso patrão investiu muito na vossa proteção. O continente é o melhor a esse nível! E a pessoa que me atendeu na caixa tinha o tapete limpinho.

Também estive no PD, e não tem nada a ver, só tinham cerca de um metro de acrílico à frente do operador, não tinham o cuidado de desinfetar o tapete, na altura que lá estive, até  estava com receio de lá colocar as minhas coisas, pois estava muito sujo, por isso esperei ficar vazio na esperança que o limpassem, mas não o fizeram!

Estive antes em outros supermercados, e parecia tudo normal, como se não existisse o covid, ninguém fazia distanciamento, estava tudo ao molho, muita gente dentro, uma grande confusão!

Se existisse um prémio para o supermercado que mais protege os seus funcionários, e até os clientes, o continente estaria em 1º lugar!»

e-o-oscar-vai-para.jpg

É mesmo verdade, sempre disse isso aqui, o continente tem uma exelente proteção, o problema é mesmo fazer com que os clientes respeitem e aceitem as normas.

O continente tem vales do Banco Alimentar

17053501_8eTLq[1].jpg

Em tempos de pandemia, desta vez o banco alimentar não conta com os voluntários á porta dos supermercados. Existem nas caixas, uns vales, com artigos de bens essenciais para que os clientes possam ajudar. Somos nós que perguntamos aos clientes se querem contribuir.

A adesão, no meu ponto de vista, não tem sido muita, mas há sempre quem queira ajudar.

Por vezes, os clientes dão respostas tortas, o que era desnecessário, bastava apenas responder sim ou não! Ninguém é obrigado, apenas é sugerido.

Por isso deixo aqui a informação e o apelo. Há a produtos de apenas 0,48€.

Obrigada a todos os que entendem, contribuem e não dão respostas tortas!

Bem hajam!

SquarePic_20201126_08580214.jpg

 

A quexinhas...

 

rolinhoscaixza.jpg

Como podem ver nesta imagem, existe no tapete de saída de artigos, estes rolinhos, que servem de ajuda para que os produtos desçam  para o topo, onde está o cliente e assim se manter o distanciamento entre funcionária e cliente. É um facto que objetos cilíndricos fazem um certo barulho, mas não se estraga nada, nem estraga outro tipo de produtos.

Eu passo o dia a fazer este movimento, tanto que por vezes ao fim do turno até me doem os braços. Felizmente a maioria dos clientes percebe a utilidade dos rolinhos, e alguns, em jeito de brincadeira, até acham graça ao nosso movimento, e até dizem que estamos como se fosse num ginásio a ganhar músculos!

Já tive há uns meses uma senhora que me pediu para lhe passar os artigos com mais cuidado e mais devagar, porque aquele barulho a incomodava.

Mas hoje, a situação foi diferente. Uma cliente não gostou que passasse assim os artigos e pediu-me que não os passasse dessa forma e que os passasse mais devagar. Respondi que sim, fui passando os artigos, mas a dado momento e devido a este hábito já estar tão vincado em mim, esqueci-me e passei uns ambientadores cilíndricos pelos rolos. Ela sai da caixa, dirige-se ao balcão, e vai fazer queixa  .  Chega acompanhada de alguém superior, para me advertir que passasse  as coisas mais cuidadosamente. Então passei o resto dos artigos em câmara lenta, ao gosto da madame.

Confesso que senti pena da senhora, coitada, tanto azedume, deve ser alguém com algum problema e com necessidade de atenção!

No entanto, com tantos clientes implicativos, birrentos, indisciplinados, mal educados, incivilizados, começo a achar que esta empresa ainda tem de criar um gabinete de psicologia para ajudar os funcionários que atendem ao público!

Hoje o dia no supermcado esteve estranhamente, calmo

Uma vez que hoje o supermercado fechava ás 13 horas, ia  preparada para a um dia complicado. Mas logo quando passei pela porta às 7:45h só la estavam dois clientes. "Ainda é cedo", pensei! Entretanto ás 8 horas entram algumas pessoas. Com a continuidade do dia, tudo calmo, gente calma, ordeira, civilizada. Pensei " isto quando chegar ás 10 horas, começa a azafama!" Mas não, o dia esteve tranquilo, sem confusões, tudo a cumprir as normas.

Tive uma situação aborrecida com uma cliente implicativa, mas a situação não teve nada a ver com regras ou distanciamento.

Não sei se esta situação foi igual nas outras zonas do país que também estavam com recolher obrigatório ás 13 horas.

Hoje só tenho a agradecer e a elogiar os clientes, conseguiram surpreender pela positiva, obrigada!

Amanhã, logo se verá!

imginertye.jpg

Já passaram seis meses do covid-19

Já passaram 6 meses da chegada deste malvado vírus, já passei por varias fases.

Logo no inicio, a minha maior preocupação era levar o covid-19 para casa, já que era a única que tinha de continuar a trabalhar. Andava muito preocupada e cheia de receios, tinha 1001 cuidados. Mas depois, quando vi as medidas que a empresa implementou, e depois de perceber que os clientes estavam solidários connosco, consegui alguma tranquilidade.

A primeira semana que a máscara foi de uso obrigatário, foi horrível para mim, sentia-me a sufocar, tinha pesadelos. Felizmente tive conhecimento de um outro tipo de máscara, que não a cirúrgica, e  mais uma vez, consegui alguma tranquilidade.

Também me fazia alguma confusão estar cercada de acrílico, mas depois adaptei-me e até já conseguia esquecer que estava ali, prisioneira, porque me sentia mais protegida e segura.

Entretanto, o tempo vai passado, e a desilusão com o comportamento de alguns clientes foi crescendo.

Passado o susto inicial e o estado de emergência, muitos clientes relaxaram, convenceram-se que não havia mais perigo, ou que o mesmo, já tinha passado.

Começou a tornar-se uma espécie de luta todos os dias. Os clientes não querem fazer distanciamento, tiram a máscara ou andam com o nariz de fora, não respeitam a sinalética que está no tapete, no chão, querem entregar artigos em mão, querem, muitos deles, ter as suas próprias regras.

respeitarsinais.jpg

Os clientes saturam-nos a paciência, acham que algumas medidas não fazem sentido, questionam tudo. Não entendem que uma vez que entram naquele supermercado têm de seguir as normas nele imposto, e não aquilo, que em seu ponto de vista, lhes parece mais correto. Estão constantemente a ignorar as regras, quando está tudo tão bem sinalizado, escrito, com cartazes, sinaléticas, etc.

Por exemplo, um destes dias, disse a uma cliente que estava mesmo encostada a outra, para se afastar um pouco e ela respondeu " pois aqui na fila querem distanciamento, mas nos corredores anda tudo ao monte". Mas será que era preciso andar algum segurança atrás das pessoas nos corredores a impor que se distanciem, será que as pessoas não são capazes de ter  essa responsabilidade!? Como é possível que em 6 meses não tenham aprendido nada, não tenham mudado nada!?

Mais uma vez digo, que a empresa tem boas medidas, e que o problema são os clientes que não as querem cumprir, aceitar, que as questionam, que implicam com tudo! Não percebem que as ditas regras são para o bem deles e nosso!

condicoes.jpg

Os que falam por falar

Um cliente habitual, um senhor que deve ter algum problema com a água e com o sabão, chega à minha caixa e diz que precisa de dizer uma coisa. Normalmente nunca tem nada de simpático a dizer, mas desta vez resolveu implicar com a minha máscara, dizendo que a mesma era falsa. Isto porque eu não estava a usar a cirúrgica, mas sim outra * comprada no continente, e certificada. Sinto-me melhor com esta!

mascaras.jpg

Começou a falar alto e a dizer que a máscara dele é que era boa.

Eu: Pois é a sua opinião!

Cliente: E tenho razão!

Eu: Mas deixe lá que a sua máscara no estado em que está, também não lhe vale de muito!

Cliente.  Porquê !? O que tem a minha máscara? (Eu ia dizer que estava sebosa, mas contive-me)

Eu: Essas máscaras só têm duração de 4 horas, e pelo estado dela, tem muitas mais horas em cima!

Ele baixou a altivez e disse: "Eu até acho que nem deviam obrigar a usar a máscara"!

Por aqui se vê o incoerência do discurso; primeiro a minha máscara é falsa, depois , já acha que não deviam obrigar o seu uso!

É cada situação, haja paciência!

*as máscaras de proteção Happo são  uma solução segura, ecológica e reutilizável.

happomask.jpg