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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

É mais fácil apontar a falha e culpar os outros

Uma senhora assim que começa a colocar os artigos no tapete,  fala sozinha primeiro qualquer coisa que não entendi e depois diz-me que a sua conta não pode passar dos €20 porque não trouxe o multibanco.

 

A conta já está quase a chegar aos €30, mas com os descontos imediatos nos produtos dá pouco mais de €18, fico descansada, achando que assim a senhora ainda levava troco. No entanto, a senhora diz-me que assim não pode ser. Depois mostra que tem um cupão de €5 para usar em compras de €20. Concluo, que afinal, ela não podia gastar mais de vinte euros não só porque tinha ou  não queria, mas também porque queria usar o dito cupão.

 

Então pergunta-me:

 

Cliente: - E agora o que é que eu vou levar para chegar aos €20?

 

Eu: - A senhora é que sabe o que precisa. Eu ponho a conta em espera e a senhora vai ver!

 

Cliente: - Eu apanho já aqui alguma coisa, não é  preciso por a conta em espera!

 

E no espaço de um minuto, chega com um frasquinho de água micilelar!

 

A conta chega aos €21 euros. Usa o cupão, acumula cinco euros no cartão. Quando lhe entrego o talão, diz-me:

 

Cliente: - Pois, fez-me ir buscar uma coisa à parva, que eu nem uso!

 

Fiquei a olhar e nem lhe respondi, porque se respondesse era para lhe chamar alguma coisa feia! Esta senhora quando chegar a casa se o marido lhe perguntar porque comprou aquele artigo, é bem capaz de dizer que foi a operadora de caixa que a obrigou a comprar!

 

Haja paciência!

 

caixasclientes.jpg

Tão novinhos, mas tão responsáveis

Olá a todos, espero que este Novo Ano seja pleno de alegria, paz, amor, saúde,  emprego, dinheiro, equilíbrio e tudo de bom para vós!

 

 

A história que hoje conto, ainda se passou no ultimo dia do passado ano de 2010. O dia 31 foi novamente um dia de muito movimento, apesar das filas não terem ficado tão grandes como as da véspera de Natal. Estava a atender um grupo de jovens, que certamente iam passar o réveillon juntos e tinham decidido fazer as compras juntos e a meias. Achei graça porque um deles ficou a ver o écran, e  ia dizendo em quanto ia a conta. Duas raparigas embalavam os artigos, e outros dois iam colocando as coisas no tapete. Pareceu-me que iam colocando primeiro as coisas mais necessárias e depois consoante o valor da conta iam colocando os artigos menos necessários. Estavam tão animados e felizes. No final da conta, estavam a ver com os telemóveis quanto é que ia calhar a cada um. Depois um deles pagou e disse que iam fazer depois as contas. Ainda os observei a juntarem e repartirem o dinheiro. Achei tão bonito este episódio. Tão novinhos, mas ao mesmo tempo tão responsáveis.

Que falta de nível...

Lá estava eu atendendo um casal média idade com o seu carrinho de compras bem recheado. A mulher ia colocando as compras e o marido perguntava " para que é isto?" esta situação repetiu-se algumas vezes. No final da conta entreguei o talão á senhora. O marido num gesto quase brusco tentou tirar-lhe o talão e a esposa segurava com força. Começavam a ralhar e a chamar nomes um ao outro. O homem disse " se pagasses as compras com o teu ordenado, não gastavas tanto..." Cheguei a temer que se iam agredir, pelo menos um empurrão levaram! Gostava de ter filmado aquela cena e colocá-la no youtube, mesmo que fosse com as caras tapadas.

 

Anda tudo doido neste supermercado!