Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A 500 metros do "meu" Continente há um Pingo Doce

versus.jpg

Logo pela manhã os clientes que chegavam ao Continente, contavam o que se passava no Pingo Doce que era mesmo ali ao lado. Contavam que lá em  compras acima de 100 euros davam  um desconto de 50%. Uma cliente mostrou-me mesmo o talão onde vinha escrito oitenta euros de desconto imediato. À partida é uma promoção bombástica, e nesse aspecto o grupo está de parabéns. O problema são mesmo as consequências: muitas pessoas, empurrões, discussões, brigas, filas, horas de espera, falta de produtos nas prateleiras, falta de carrinhos para tanta gente, falta de lugares no parque de estacionamento. Uma cliente contou que lhe chegaram a oferecer dinheiro pelo seu carrinho vazio.

 

Alguns clientes tiveram a lata de me pedir sacos para ir à concorrência. Houve até uma situação em que um cliente roubou  dois carrinhos do parque do continente para ir ao Pingo Doce, e indo a pé aquilo ainda é um bom bocado.

 

Uma cliente disse-me que tinha entrado lá, mas quando viu o estado caótico em que o supermercado estava, resolveu sair, pois aquilo parecia que vinha aí a guerra; uma outra cliente dizia que era pobre mas não era maluca; outra cliente dizia que já lá tinha estado mas que estava ali (no continente) porque lá já não havia açúcar. Soube também que na falta de carrinhos, os clientes colocavam os artigos em caixas e até aos montes no chão! Contaram-me também que as quantidades estavam racionadas, mas que havia batota. Soube que também lá esteve a polícia.

 

Se calhar, este  Pingo Doce é pequeno demais para tanta gente,  ou  possivelmente não pensaram que a adesão fosse em tão grande número, e o civismo nestas horas é esquecido, e o vale tudo assustou algumas pessoas e as fez recuar.

 

De tanto ouvir falar no PD, resolvi ir lá espreitar, mas dei uma volta ao parque e não encontrei estacionamento, havia automóveis estacionados em tudo quanto era lado, pessoas à porta. Demorei imenso até conseguir sair do parque e não cheguei a entrar, aquilo estava mesmo confuso.

 

Esta promoção vai ficar na história do grupo como a mais bombástica de sempre e nos tempos que correm, a malta agradece! Só há a lamentar os danos colaterais.

 

Nota: mesmo com toda esta promoção, o continente não esteve vazio!

     

Post com recorte no {#emotions_dlg.happy}

Sr. Cão identifique lá o seu dono, por favor!

Como todos sabem, é proibida a entrada animais no supermercado, aliás está o sinal à entrada.

 Então, por vezes, os clientes amarram os cães à entrada. Desta vez assim foi, um cliente deixou lá o seu cão . Só que quando o ia desamarrar, aparece um outro senhor a dizer, que aquele cão não lhe pertencia. Gerou-se uma grande confusão, e foi necessário a intervenção do segurança. O barulho era muito, e já lá estavam muitas pessoas em redor. Eu estava no balcão de informação porque já ia de saída e pude ver o filme quase todo.

 

O senhor que alegava que aquele cliente não era o dono do cão, dizia que tinha visto um casal a prendelo ali. Entretanto um outro senhor, dizia que o dono era mesmo o dono porque o tinha visto a deixar lá o cão. Gritos, empurrões e  muita confusão. Até que se chegou à conclusão que o dono era mesmo o dono, e que o outro senhor tinha feito confusão.

 

Na altura mem me lembrei , mas certamente até lá passou algum casal que fez uma festa ao cão, e que levou este senhor a julgar que o cão seria do casal!

 

Eu até disse no momento se seria possível alguém roubar um cão, ao que o segurança respondeu, que sim, que ali se rouba de tudo!

Ela saiu pela saída sem compras com artigos na mão

Uma senhora já de certa idade, mas aparentemente bem informada, chega à minha beira do lado da saída das caixas, com uns pacotes de amêndoas. Sim, ela saiu pela saída sem compras e ninguém deu por ela. Perguntou-me se eu a podia atender já ou se tinha de dar a volta! Eu fiquei a olhar para ela e disse-lhe: " dar a volta...mas a senhora de onde veio"!? E ela aponta o local, pois então! Eu disse-lhe:" Mas a senhora, não pode sair com os artigos por aí!" Sabem o que ela respondeu: " sabe o que foi? É que eu pensava que a minha filha estava aqui à minha espera, porque nós já cá tivemos mas eu esqueci-me disto. Mas então tenho de dar a volta ou não?!"

 

Como não havia maneira da mulher entender que tinha feito algo errado, e como havia fila, sugeri-lhe que pedisse a alguém para lhe dar a vez. Ela ainda disse: " eu é que peço?" Mas será que ela queria que fosse eu? A minha colega da frente olhava para trás indignada e ria-se. Entretanto atendi a senhora, e quando esta saiu, a minha colega voltou-se para mim, e comentou o facto. A senhora que eu estava a atender e que entendeu o que ali se tinha passado disse-nos (a mim e à minha colega): "mas vocês até se divertem com estas situações, não?" A minha colega ainda disse que era bom para quebrar a monotonia, e eu pensei logo: "vou blogar isto!"

A caixa do costume

Sei que vou tornar-me repetitiva, mas ultimamente os casos mais caricatos acontecem na caixa das 10 unidades. Parece perseguição, calha-me sempre ficar lá. Mas se reclamo corro o risco de ficar ainda mais vezes lá. No outro dia chega lá um senhor com a filhota sentada no carrinho. Como o senhor tinha o carrinho cheio, disse-lhe que tinha de se dirigir a outra caixa, pois aquela era só até 10 unidades. Resposta do senhor: " mas eu tenho um baby"! A minha pergunta: "onde?" E ele aponta para a menina de 4 ou 5 anos. Eu sorri e disse: "mas esta é uma caixa expresso , e mesmo a outra caixa é para bebés de colo". Ele saiu de lá a reclamar e foi grosseiro! Os outros clientes da fila até ficaram indignados também, um até disse: "não sabem ler"!

 

Hoje mesmo lá fiquei na dita caixa, e quando disse a um casal que a caixa era só para dez unidades, o homem disse : " então se é assim ficam aqui as compras para você arrumar e eu vou a outro lado"! Felizmente a esposa, reconheceu o erro e pediu desculpa. Passei na mesma as compras num total de quinze. O marido ficou do outro lado a barafustar. No final das compras era ele que tinha o dinheiro. Ela pediu-lhe a carteira e ele grosseiramente disse :" agora não devia de te dar o dinheiro, tratam nos mal e tu ainda te rebaixas!" Houve um senhor que lhe chamou um nome bem feio. Eu pensei que aquilo ainda ia dar confusão! Acredito, que o homem nem deve ter percebido que aquele nome era para ele, pois  estava tão convencido que estava com razão, que nem ouvia ninguém!