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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O talão de compras é um comprovativo da deslocação

Como estamos em estado de emergência e em confinamento, ir ao supermercado, é uma das situações que é permitido fazer.

No entanto, a ida ao supermercado é para que se façam as compras de bens essenciais, como sabem, até há artigos que agora não estão disponíveis no supermercado, por não serem bens essenciais, e, para que as outras lojas que estão fechadas, não fiquem prejudicadas.

Mas, até para ir ao supermercado, pelo que ouvi nas noticias, as pessoas têm de andar com  um comprovativo de morada e até guardar o talão das compras.

Alguns clientes que antes dispensavam os talões, agora preferem guardá-los. Também já aconteceu um ou outro cliente não querer o talão e depois se lembrarem desta medida, e voltarem lá a buscá-lo. Eu própria agora já questiono se não querem mesmo o talão, devido a esta medida.

Quem tem fatura electrónica, provavelmente terá de abrir o email, se tiver internet no momento, e mostrar, ou então  mostrar as compras, julgo eu!

No primeiro confinamento, pelo menos um cliente contou-me  foi abordado e teve mostrar o talão!

Por isso, pelo sim, pelo não, o melhor é guardarem o talão!

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Aceitar aceitam, mas depois...esquecem-se!

Estou a atender um casal, e, como eles já estão do lado lá, chamo o cliente seguinte para que vá colocando as suas compras no tapete. O senhor, já de alguma idade vem e a primeira coisa que faz  é empurrar as coisas do outros casal para ter mais espaço para as dele. É uma mania que nem a pandemia tirou, esta de uns mexerem nas coisas dos  outros, e neste caso, até era desnecessário, pois o tapete anda e faz esse trabalho.

O homem do dito casal ao ver aquilo, resolveu ir falar com o velhote que lhe havia mexido nas coisas e disse-lhe para ele não fazer  isso porque, ele, por exemplo,  trabalhava num hospital e  podia não ser bom ele estar a tocar nos seus produtos.

O velhote lá aceitou a dica do outro senhor, mas logo a seguir em vez de esperar atrás da sinalética, avançou demasiado ficando quase colado ao outro senhor. O outro senhor encolheu os ombros e disse-me: "não vale a pena, não entendem!" Ou seja, estar colado aquele senhor ainda era pior que estar a mexer nos seus artigos!

É que isto é tão repetitivo e mesmo assim é difícil de assimilar, porque a maioria das pessoas até parece compreender e aceitar, mas depois...esquecem-se!

E depois existem aqueles que como eu insistem e persistem para que tudo seja cumprido, mas há outros colegas, que resolvem, muitas vezes, fazer a vontade aos clientes. Não é uma critica porque até entendo que por vezes seja mais fácil, menos cansativo, mas assim torna-se mais difícil chegar a bom porto!

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Mulher precavida

Um dia destes uma senhora dizia-me que se sentia mais segura em ir ao continente, porque ali, mantínhamos as normas de segurança. Fiquei satisfeita de ouvir um "elogio", porque ultimamente não tem havido espaço para muitos .

Também me contou que pouco sai de casa, porque está muito preocupada com a pandemia. Depois, disse-me que sempre que vem ás compras, ao chegar a casa coloca as compras todas sobre uma  mesa que tem no quintal, borrifa tudo com álcool, deixa lá ficar cerca de meia hora. Nessa meia hora, e antes de entrar em casa,  descalça os sapatos que ficam na rua, borrifa-os também com álcool spray. Entra em casa despe a roupa, mete a lavar na maquina de lavar, toma banho logo de seguida.

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A velhice não tem ser assim...

Costuma lá ir um senhor que me recordo de o ver lá como alguém bem disposto e de saúde. Mas agora, com o avançar da idade, ou apanhado por alguma doença, apesar de fisicamente parecer bem, noto que está debilitado. Atrapalhado, esquecido, mas se me ofereço para ajudar a embalar as compras não aceita, deve achar que me ofereço por ele estar a demorar , mas não é isso, nós ajudamos mesmo, seja quem for.

 

Tenho de ir pelo passo dele, devagar, devagarinho, mas é mesmo assim, eu tenho paciência (este senhor faz-me lembrar alguém muito próximo, que já não está entre nós), quem está na fila tem de compreender. Quando o senhor finalmente saiu da minha caixa, uma senhora que o conhece disse que aquela debilitação lhe chegou de um dia para o outro, e disse, que ainda por cima, tem a esposa acamada. Outra pessoa da fila, disse que mesmo assim ele ainda conduzia e que já o tinha visto fazer uma rotunda ao contrário!

 

É triste assistir a estas situações, saber das dificuldades destas pessoas, a velhice não tem de ser assim!

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O juízo aumenta quando aumenta a idade!?

Estava a atender um casal já na terceira idade, que estavam só às turras, discutiam, pelo que tinham comprado, pelo que faltava , e disputavam quem era o mais guloso, entre coisas do género.

 

Cumprimentei-os, só um respondeu. Continuei, o registo, e a zaragata continuava também. Até que o velho manda um berro à velha, que me faz assustar e digo "ai" (é certo que eu também me assusto facilmente).

 

Nada os fez parar, mesmo depois  de saírem dali, ainda iam zangados.

 

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Ela não largava o telemóvel

Já aqui comentei várias vezes, o facto de estar a tender um cliente, que está a falar ao telemóvel, e nem se dá conta, do que está a fazer,  do tempo que demora, e da falta de civismo que essa acção é!

 

Uma vez, uma cliente emigrante, disse que lá onde vive, nas caixas há um sinal que proíbe o uso do telemóvel, deve ser como nós temos nas bombas de combustível. Claro que cá em Portugal e atualmente, o uso do telemóvel, faz falta, pois há aplicações, para uso do cartão cliente, para pagamento, não daria por isso, para proibir o seu uso. No entanto, um cartaz a pedir gentilmente que não falassem ao telemóvel, quando estão a ser atendidos, seria uma boa opção.

 

Claro que há chamadas e situações urgentes, e que têm de ser atendidas.

 

Um destes dias, uma senhora atendeu o telemóvel, quando estava a colocar as compras no tapete. Pelo que percebi, eram aquelas chamadas a oferecer cartões de credito, ou operadoras de televisão. Então a senhora falava alto e dizia "então faça lá a proposta, que depois eu vejo se me convém" e o "blábláblá", continuava. Parecia estar a dar uma lição ao pessoal de como se desenvencilhar dos chatos dos senhores que nos ligam para oferecer coisas. Mas, despachar as coisas no tapete, estava em câmara lenta. As pessoas olhavam, mas não comentavam.

 

Quando desligou olha para mim  e diz: "ai estes parvos só ligam para atrapalhar"! Olhei-a,  nem respondi, porque se respondesse era para dizer: "parva é a senhora, que lhes deu conversa, em vez de arrumar as suas compras e fazer os outros esperar"!

 

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Foi ao carro buscar sacos e nunca mais voltou...

Estou a atender uma senhora, pergunto se precisa de sacos, e ela responde que o marido foi buscá-los ao carro.

 

A senhora tinha um carrinho de compras bem cheio. O tapete começa a ficar sem espaço, e o marido nunca mais regressa. A pessoa que está a seguir começa a ficar preocupada, e diz à senhora se ela não pode ir colocando as compras no carrinho. A senhora tenta telefonar ao marido e ele não atende.

 

Como o marido continua sem aparecer, a dona das comparas e a cliente que está a seguir, vão colocando as compras a granel no carrinho, apesar de a dona das compras estar a dizer que vai ter dois trabalhos, referindo-se ao facto de depois ter voltar a colocar as compras nos sacos.

 

O que é certo é que atrapalhou ali um bocado o atendimento, e o dito marido, nem depois de tudo pago,  colocado no carrinho, apareceu.  

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Olha o espírito natalício no supermercado

Até na troca de turno, onde deveria limpar o meu posto de trabalho, os clientes não deixam, não são capazes de aguardar um minuto, mesmo nós a pedirmos, com receio que alguém lhes passe à frente, atiram com as coisas para cima do tapete...

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Vá lá, não stressem... Já andamos o ano inteiro a correr, calma, afinal é Natal!

Boas compras!

Sacos? Confirmado! Cupões? Confirmado!

Há situações que podem acontecer a uma pessoa, uma ou duas vezes, depois, a pessoa muda de atitude, porque percebe que não está correta, e que está a prejudicar os outros.

 

Refiro-me aquela pessoa, que só se lembra que tem de ir buscar os sacos ao carro, quando está a colocar os artigos no tapete, e lá vai a correr, depois quando pergunto se tem cupões, lá vai a correr tirá-los à maquineta, porque se esqueceu de o fazer antes.

 

E se, ao estacionar o carro,  se lembrasse, que ia entrar num supermercado para fazer compras, e que, por isso, tinha de levar os sacos. Entretanto, também não trouxe cupões de casa , e também não tem a aplicação, mas, está a passar por aquela maquineta à entrada, que imprime uma segunda via dos cupões, o melhor era imprimi-los já!

 

Assim já ia mais bem preparada e não iria atrasar a fila!

 

Não imaginam as vezes que esta situação acontece. As pessoas bem que podiam ser mais pro-ativas neste aspecto, não custava nada! É tudo uma questão de organização e de civismo!

 

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