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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A estranha oferta na fila do supermercado

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Estou a atender uma senhora que tem um ligeiro sotaque, mas não identifiquei de que país. A seguir está uma outra cliente, que por acaso até é minha colega, mas está de folga e por isso foi às compras com o seu bebé que tem meses. Essa colega está a dizer a alguém que o seu bebé não está na escolinha mas está com a avó, e diz também,  que assim, é bom para o bebé, é bom para a avó e principalmente é bom para a sua carteira.

A dado momento a cliente do ligeiro sotaque pega num pacote de seis ou oito iogurtes bifidus activia e nuns bolos com creme (tipo lampreia) de doce de ovos e oferece à cliente que é minha colega. A minha colega fica bastante surpreendida e ainda tenta recusar a oferta, mas a senhora diz que é para o bebé e para outra criança que ela lá tem em casa. Completamente embaraçada, a minha colega lá aceita e agradece a estranha oferta. Estranha porque aqueles iogurtes e bolos não são o mais indicado nem para crianças nem para bebés.

Quando a senhora se foi embora, a minha colega perguntou-me se eu achava que ela (a minha colega) estava mal vestida ou com cara de necessitada, porque não entendeu a oferta.

Realmente ninguém entendeu qual seria a intenção da senhora. E isto não é estar a achar que quem recebeu, poderia estar a ser  mal agradecida, é só mesmo porque foi estranho!

Mas enfim, nem tudo tem de ter um explicação, não é?