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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O continente tem vales do Banco Alimentar

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Em tempos de pandemia, desta vez o banco alimentar não conta com os voluntários á porta dos supermercados. Existem nas caixas, uns vales, com artigos de bens essenciais para que os clientes possam ajudar. Somos nós que perguntamos aos clientes se querem contribuir.

A adesão, no meu ponto de vista, não tem sido muita, mas há sempre quem queira ajudar.

Por vezes, os clientes dão respostas tortas, o que era desnecessário, bastava apenas responder sim ou não! Ninguém é obrigado, apenas é sugerido.

Por isso deixo aqui a informação e o apelo. Há a produtos de apenas 0,48€.

Obrigada a todos os que entendem, contribuem e não dão respostas tortas!

Bem hajam!

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Queria gastar mais...

Estou a concluir o atendimento a uma senhora, digo o total que era €80,90. Então ela diz " só oitenta, nem chegou ao menos aos cem, quanto é que acumulou o cupão dos 15%?"

A maioria das pessoas acharia caro, mas esta senhora queria ter gasto mais, praticamente reclamou do baixo  valor. E para quê!? Para ficar com mais saldo no cartão!

Há com cada uma!

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Porque tiram alguns clientes a máscara na caixa do supermercado

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Estou a finalizar o atendimento a uma casal de clientes na casa dos sessenta anos. Vejo o senhor colocar a máscara no pescoço. Peço-lhe educadamente que coloque a máscara. Responde-me "já ponho"! Pega num maço de notas que tinha na carteira, lambe os dedos para contar o dinheiro, entrega-me. Põe a máscara correctamente e diz-me "pronto já estou mascarado"! Se eu não tivesse máscara, ele  teria reparado, na minha cara de nojo, por ter de pegar nas notas, por ele salivadas! Fiz questão que ele visse a quantidade de álcool gel que utilizei em seguida!

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Numa outra ocasião, aconteceu com uma senhora da mesma faixa etária, uma situação semelhante. Só que esta senhora a colocação da máscara no pescoço não foi para contar as notas, mas para lamber os dedos e abrir os sacos. Quando lhe pedi para colocar a máscara, respondeu que tinha deixar de ali ir, porque a estavam sempre a chatear com a máscara, quando aquilo a sufoca!

E assim acontece dia sim, dia sim!

Birras de adultos

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Estava a atender uma cliente, outra já tinha as compras no tapete até ao fim do mesmo, chega um cliente e atira com os seus artigos para cima dos artigos da outra senhora. Digo que tem de esperar um bocadinho e afastar-se um pouco.

Ficou tão ofendido e amuado que resolveu  desviar-se aí uns 10 metros. Depois da outra cliente sair e começar a atender a cliente actual, digo ao senhor que agora já podia colocar as compras, vai ele responde: "Agora não vou, só vou quando essa senhora sair, não vá eu pegar-lhe a peste!"

A rádio continente e os sons da natureza e animais

Quem frequenta o supermercado continente, quer como cliente, quer como colaborador, de certo que já reparou que a rádio continente, está diferente. Agora há sons da natureza, animais, e até musica clássica.

As opiniões dividem-se. Já houve quem me dissesse que os sons eram relaxantes, já houve quem dissesse que aquele barulho  afugentava os clientes. Há quem nem tenha reparado  na mudança ou quem nem se deixe afetar. São basicamente sons do mar, pássaros, cães, rãs...

Mas o reparo que mais achei graça foi um senhor que me disse que nós tínhamos ninhos de pardais no teto, e que andava um pássaro ali a cantarolar e a esvoaçar. Será que foi a imaginação do senhor através daqueles sons que o levou para um pomar com árvores e pássaros!?

Bem que eu queria que o som do mar também me levasse para outro lugar, mas não consigo essa proeza!

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Os que falam por falar

Um cliente habitual, um senhor que deve ter algum problema com a água e com o sabão, chega à minha caixa e diz que precisa de dizer uma coisa. Normalmente nunca tem nada de simpático a dizer, mas desta vez resolveu implicar com a minha máscara, dizendo que a mesma era falsa. Isto porque eu não estava a usar a cirúrgica, mas sim outra * comprada no continente, e certificada. Sinto-me melhor com esta!

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Começou a falar alto e a dizer que a máscara dele é que era boa.

Eu: Pois é a sua opinião!

Cliente: E tenho razão!

Eu: Mas deixe lá que a sua máscara no estado em que está, também não lhe vale de muito!

Cliente.  Porquê !? O que tem a minha máscara? (Eu ia dizer que estava sebosa, mas contive-me)

Eu: Essas máscaras só têm duração de 4 horas, e pelo estado dela, tem muitas mais horas em cima!

Ele baixou a altivez e disse: "Eu até acho que nem deviam obrigar a usar a máscara"!

Por aqui se vê o incoerência do discurso; primeiro a minha máscara é falsa, depois , já acha que não deviam obrigar o seu uso!

É cada situação, haja paciência!

*as máscaras de proteção Happo são  uma solução segura, ecológica e reutilizável.

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Os brindes que vão dentro dos sacos

Pedi a um simpático e já habitual casal de velhotes que colocasse o saco vazio em cima do tapete, era um saco de ráfia que ia aberto no carrinho e que tinha sacos de plástico dentro. A velhota, muito atrapalhada, diz-me que o saco já foi pago, eu "sim, mas tem de passar aqui por cima do tapete como está aqui (apontei para um escrito)!" Ela, meio a tremer, tira o saco vira para baixo, tira os de plástico e cai uma laca para o cabelo, que se apressou a dizer, que a mesma tinha caído para ali! Daquelas pessoas que não esperava nada, esta atitude.

Noutra ocasião, uma senhora levava um saco de pano pendurado no braço, peço para passar o saco ali, e ela "porquê o saco é meu!" Lá lhe mostro o escrito, e ela diz "espere aí que me falta uma coisa". Vai pelo corredor da alimentação e chega com um pacote de laminas de barbear que fica para o outro lado e que seria quase impossível em pouco  tempo, lá as ter ido buscar!

De outra vez uma senhora levava dois sacos dobrados naquele sítio dos carrinhos onde sentam as crianças, dava perfeitamente para ver que não tinham nada, não os pedi, mas arrependi-me, porque a pessoa a seguir levava-os em balão, perguntou porque pedi a ela e não pedi à outra pessoa, expliquei, mas não entendeu a diferença e ainda ficou a pensar que estava a desconfiar...

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Percebem o porquê e a importância de os sacos passarem por cima do tapete!?

Quem não deve, não teme

Não sei o porquê de alguns clientes ficarem surpreendidos, ofendidos ou até indignados,  por  nós pedirmos para que coloquem os sacos vazios que trazem de casa, e que vão no  fundo do carrinho,  em cima do tapete, para que passem pelas nossas mãos.

Hoje então em poucas horas tive três situações destas, e pelas três vezes, foi desgastante.

Uma senhora depois de colocar os artigos ia passar para o outro lado com vários sacos daqueles de ráfia todos em balão, fazendo volume. Quando lhe fiz o pedido, olhou para mim e disse que nunca lhe tinham pedido tal coisa, que era uma vergonha, pedi que olhasse para um aviso que estava lá a fazer o pedido, e, como estava escrito, lá aceitou.

Outra senhora reclamou, disse que nós é que perdíamos e que ia começar a ir à concorrência. Esta senhora, reclamou de outras coisas, foi uma chata, injusta nas afirmações, mesquinha mesmo.

Por último um senhor, só tinha um saco que ia aberto no carrinho, pedi para passar o saco pelo tapete, reclamou, e, mesmo depois de ler o aviso disse "era o que faltava sobem os preços e depois ainda desconfiam dos clientes!"

É isto todos os dias, não sei como ainda me surprendo. Não sei porque as pessoas têm tanta dificuldade de aceitar coisas tão simples. E neste caso, quem não deve não teme. 

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"Se passar pro outro lado fico em cima dela!"

Tinha acabado de atender uma senhora, mas essa senhora ainda não tinha tirado os sacos do tapete. Do outro lado, no tapete de recepção de artigos estava um senhor com os seus produtos.

Impaciente já estava outro a querer avançar. Esse senhor impaciente diz ao que estava a aguardar: " importa-se de passar para o outro lado!?" Vai ele responde (e bem) "Se  passar pro outro lado fico em cima dela"!

Lá se aclamou e percebeu que tinha mesmo de esperar... A pressa, sempre a pressa!

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