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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

As notas de cinco euros

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Talvez porque são raros os terminais de multibanco que dão notas de €5, haja sempre falta delas. Quem tem lojas, ou algum negocio, sabe do que falo.

 

Eu sei que nós (loja) é que temos de ter as ditas notas, mas olhem que há dias que até me custa, estar sempre a pedi-las ao balcão de informação. E por vezes, os clientes até as têm, mas não as dão, dizem que precisam delas...ou seja, andamos todos ao mesmo! Por vezes até para pagarem um pacote de pastilhas entregam uma nota de €20 e  dizem que é para trocar e ficarem com notas de cinco.

 

Se ao menos os senhores que vão colocar as notas no multibanco, colocassem lá algumas...mas parece que só metem notas de €10 e de €20!

 

Uma cliente chegou a dizer-me  que sabia de uma aldeia em que o multibanco dava notas de cinco euros, e que as pessoas faziam lá fila, para as apanharem!

 

Enfim...

O lado positivo das obras

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Estão a fazer obras no continente onde trabalho. Já assisti a algumas, mas estas são de maior dimensão.

 

É claro que mesmo tentando e fazendo os possíveis para que os clientes não fiquem afetados, nem sempre é fácil, há sempre um pouco mais de barulho. Mas até já houve,  quem elogiasse a forma como tudo se está a processar.

 

Ontem uma senhora perguntava-me, em jeito de brincadeira,  a que horas iam os senhores das obras almoçar, isto porque ela calhou ir num momento em que estavam a fazer algum barulho!

 

Hoje uma senhora contou-me como estava a agradada por irmos mudar,  inovar, dizendo que já merecíamos a novidade!

 

E é isso que todos esperamos, novidade, mudança, mesmo que agora custe um bocadinho, vai saber bem o "refresh"!

E assim se fura uma fila

Estava eu a atender uma senhora, tinha mais dois ou três clientes em espera,  abre uma nova caixa atrás de mim. A minha  colega chama por ordem de fila, e há uma senhora que nem estava em fila e passa descaradamente. E diz outra senhora: "Olhe desculpe, não ouviu que era por ordem de fila!?" Ao que esta responde: "Esta bem, está bem, mas eu estou mal disposta, não posso estar muito tempo à espera!"

 

Eu e a senhora que estava a atender ficamos perplexas com a atitude, ela riu-se e disse:  "que granda lata"!

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Mais uma chica-esperta, a furar uma fila. Até podia estar mal disposta, e precisar de passar, mas a educação ficava- lhe tão bem!

Ele já lá está, mas precisa que de "ordem" para ficar na factura

Quando o cliente faz a associação do número de contribuinte ao cartão de cliente, não quer dizer que ele vá diretamente para a factura, ele só vai se o cliente quiser, por isso, nós perguntamos!

 

Num destes dias um cliente, à pergunta quer número contribuinte na factura, respondeu:  "agora, já não é preciso"! Julguei que era por já ter atingido o limite de facturas ou algo do género, mas não, "já não era preciso, porque já lá estava"!

 

Queria esclarecer que o número, por estar associado, não vai ter automaticamente à factura, apenas vai se o cliente quiser, porque o cliente não tem de por o NIF em todas as facturas. Acho que acontece o mesmo em outros estabelecimentos, tais como farmácias, lojas de roupa, etc.

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A respostas mais corretas, seriam:

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Para grandes males, grandes remédios

A falta  de civismo de algumas pessoas só se resolvia com algumas medidas. Por exemplo, o cliente que está a seguir,  devia de apenas passar para o outro lado, quando o outro cliente estivesse despachado, e se o tentasse fazer, devia de soar um alarme, que o fizesse recuar imediatamente!

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É  cada atitude, cada atropelamento de carrinhos, cada falta de privacidade para marcar o código do multibanco, cada cusquice de um em relação ás compras do outro!

Quando precisas de um buraco para te esconderes

Estão duas senhoras juntas para atender, uma delas tem um bebé ao colo. Há um iogurte liquido, já vazio, que registo e pergunto se posso por a embalagem vazia no lixo, ao que a senhora que não tem o bebé ao colo responde:

 

- Sim foi o bebé que pediu, a mãe não gosta muito, mas fui eu que o habituei mal!

 

Ao que eu respondo:

- Pois, como se costuma dizer, as mães educam e as avós deseducam!

 

E é ai que a senhora responde:

- Avó!? Mas eu não sou avó! Eu só tenho 42 anos!

 

Foi aí que eu percebi que tinha metido "a pata na poça". Eu nunca fui boa a dar idades ás pessoas, mas desta vez, mais valia ter ficado calada. Pedi imensa desculpa à senhora. A senhora tinha alguns cabelos brancos, mas vendo de perto, não tinha qualquer ruga, não tinha cara de avó. E a outra senhora que tinha o bebé parecia muito mais nova, mas eram colegas e amigas, e quanto muito teriam dez ou quinze anos de diferença de  idades, isto digo eu, mas se calhar mais uma vez, estou a errar no assunto.

 

 

Quanto mais eu me queria justificar, mais me enterrava. Cheguei a dizer  que me pareceu ter ouvido a mãe do bebé referir-se à outra como mãe... e piorou ainda mais a minha imagem.

 

 

A dada altura a senhora diz que já não é a primeira vez que alguém  achava que ela era avó da criança. Pareceu-me ter achado graça à história, mas eu fiquei incomodada e pedi imensas vezes desculpa. Disse-me que como o filho mais velho tinha 20 anos, até podia ser mesmo avó...e que estava tudo bem...

 

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Nem sempre há motivo para reclamar

Acho que por vezes as pessoas reclamam, sem razão. Em relação aos cupões, a empresa oferece tantas opções para os clientes os usarem e não se esquecerem deles. Se não vejamos: mandam cupões para casa, inventaram uma maquineta (dispensador de cupões) que imprime na loja uma segunda via dos mesmos, mandam uma SMS com o código, se a data do fim se está a aproximar e as pessoas ainda não o usaram, existe ainda a aplicação no telemóvel...

 

Isto porque um dia destes a dita maquineta estava avariada, porque também é normal que aconteça, e as pessoas faziam comentários sem nexo, desagradáveis. Acho que estão é mal habituadas.  Faz-me lembrar a altura em que o continente dava sacos térmicos na compra de congelados, depois se um dia não os tínhamos, começavam logo a dizer que éramos obrigados. E não era uma obrigação, mas sim uma gentileza do continente para com os clientes.

 

E outra coisa, quando imprimirem todos os cupões, e depois há alguns que devolvemos porque o cliente não leva os artigos, a maioria das pessoas diz: " pode por para o lixo, que depois imprimimos outra vez". Não se lembram do papel que se gasta, e do que isso implica no ambiente!?

 

Cada cliente é que tem de se organizar, planear a ida ao supermercado, verificar se tem os cupões, sacos, carteira, etc.

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A lata deles

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Um casal já de meia idade, depois de colocar quase todos os artigos no tapete, passa com grande rapidez o carrinho e curva-o para um lugar onde a minha vista não alcança o seu conteúdo. Mas eu vi que tinha lá alguma coisa. Vou ver eram pacotes de leite, e disseram: "está aí um em cima, quando lá chegasse a gente avisava"! Ao que eu respondi: "mas eu tinha de confirmar, e a correr   assim com o carrinho, como é que eu confirmava!?"

 

E ficaram em silêncio o resto do tempo. No entanto eu agradeci e despedi-me com toda a educação. Mas fiquei em alerta, pois isto assim, mesmo que até tivessem boa intenção, não foi correto da parte deles.

Há pessoas tão esquecidas

Uma pessoa quando estaciona a viatura no parque de um  supermercado, já sabe à partida, em que estabelecimento está a entrar e o que vai lá fazer, certo!?

 

Por vezes parece que não, pois a pessoa entra, esquece-se dos sacos na viatura, esquece-se de um carrinho para transportar os artigos, deixa sempre algum artigo para ir buscar mais tarde, esquece-se verificar se tem cupões ou se precisa de os imprimir, esquece-se até de confirmar se leva a carteira! E o que faz!? Vai a correr fazer todas estas tarefas, enquanto, muitas vezes,  o tapete  fica cheio de artigos, e outros clientes desesperam na fila!

 

As pessoas, têm todo o direito de ser  despassaradas, desde que não prejudiquem os outros!

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