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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

O lunático dos sacos

Quando o cliente chega à minha caixa pergunto se precisa de sacos. Nessa altura o senhor começa a olhar para cima, depois gira, e de seguida sai da minha caixa e vai a duas caixas à frente, onde não estava nenhuma operadora, mas estava lá um monte de sacos, e tira um. Volta para a minha caixa.

 

Eu digo: "mas eu tinha aqui sacos, esses são da colega"! Ao que ele responde: "mas o patrão não é o mesmo"!?

 

Habitualmente eu não tenho os meus sacos em cima do tapete, à vista, tenho-os dobrados num cesto logo à mão de os tirar quando o cliente precisa. Eu organizo-me melhor assim, mas algumas colegas preferem ter logo ali em cima do tapete. Felizmente cada um sabe como se organizar melhor e  tem essa liberdade.

 

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Situação de impaciência

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Uma cliente já depois de ter pago a conta na caixa de uma colega que já tinha saido, foi ter comigo à minha caixa com um talão.

 

Cliente: Olhe estes biscoitos não estão em promoção!?

 

Eu: Não sei, só vendo...

 

Cliente: Estão pois, venha lá comigo ver!

 

Eu: Eu não posso sair daqui sem autorização, aguarde só um momento que vou chamar alguém!

 

Naquele momento não estava a conseguir chamar a minha colega.

 

Esta cliente vê um colega da Worten a passar e diz:

 

Cliente: Aquele colega, não pode lá ir!?

 

Eu: Não, aquele colega é da Worten!

 

Nisto passa uma colega de trabalho com um carrinho, que tinha um casaco por cima da farda...

 

Cliente: Está ali uma senhora, não pode chamá-la!?

 

Eu: Não, aquela colega está na hora de almoço!

 

Cliente: Ah,  também ia lá num instante, mas está bem!

 

Nisto chega a minha colega, chamo-a e esta senhora vai logo na sua direção

 

Foram uns breves momentos, mas stressantes , esta senhora, queria...porque queria alguém, não era capaz de esperar, parecia que queria mandar, e afinal, o preço dos biscoitos estava correto!

 

O cliente nunca se engana!?

Estou a atender um casal. Entretanto o marido foi andando com o carrinho das compras para o parque e a senhora  ficou na caixa a tratar do pagamento. Entrega-me, entre outros,  um cupão que tem escrito "em produtos da marca fula". O cupão não faz o desconto. Pergunto se leva mesmo o artigo, ao que a cliente me responde,  sim, que leva óleo. Tiro uma impressão do talão onde vejo que o óleo que a senhora leva é da marca  continente. Digo-lhe que o cupão só dá no óleo da marca fula.

E quem fica fula é a cliente que começa a dizer, que " isto é tudo um engano", rasga o cupão à minha frente e ainda diz que devia era de deixar (deixar, porque trocar, não) ali o óleo! Respondi: " neste caso, o engano foi da senhora que não trouxe o óleo que estava mencionado no cupão"!

Nem me disse mais nada!

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O espaço entre o cliente e o operador de caixa

No outro dia num supermercado da concorrência, fiquei com uma certa inveja das operadoras de caixa de lá! Elas têm a sorte de ter a parte em acrílico que separa o cliente do operador muito mais segura, mais alta, maior. É tipo uma barreira onde assim o cliente não poderia fazer certas coisas como nos fazem. Porque muitos clientes invadem o nosso espaço, mexem nas nossas coisas, como por exemplo na esferográfica, arrancam-nos os artigos das mãos antes de nós os registara-mos, tiram-nos os sacos da frente. Um dia tinha lá notas de cinco euros que a colega do balcão me tinha trazido e como eram novas, um cliente resolveu pegar-lhes, fiquei impressionada!

 

Era previsível

Uma cliente pergunta-me se lhe posso dar sacos grandes. Eu dou, mas digo que não tenho muitos porque os ditos sacos, são destinados a artigos grandes. A senhora diz que lhe dá mais jeito aqueles e até diz com um ar severo que se for preciso paga-os, porque assim coloca tudo lá e até poupa em sacos, uma vez que dois lhe  bastam. Antes que houvesse chatices dei-lhe logo os sacos grandes. Começa a ensacar as latas de comida para animais. Quando acaba de encher o saco e o vai pegar para colocar no carrinho, diz: "ah...está tão pesado...eu não posso com isto!" Não me ofereci para ajudar, porque aquele peso ia me deixar com uma valente dor de costas. Mas a senhora, decide então tirar as coisas do saco grande e dizer que  afinal quer antes sacos pequenos. Era previsível, mas enfim! O tempo que demoramos enquanto outras pessoas tiveram de esperar, podia ter-se evitado!