A Missão Continente quer garantir que todos têm um lugar à mesa, apoiando mais de 600 instituições com cantinas sociais e/ou entrega de bens alimentares.
Ao adquirir um vale de 1€ ou 5€, ajuda a criar um Natal mais acolhedor para quem mais precisa.
Cada localidade tem duas instituições. Estas são as do continente modelo do Cartaxo.
- Centro Social e Paroquial de Bem Estar Social de Pontével, Pontével.
- Centro Social e Paroquial de Santa Margarida de Abrã, Santarém.
Nós operadores de caixa temos o papel de divulgar e perguntar aos clientes se querem contribuir para esta causa.
Quando há uma causa destas, há que falar dela e divulgá-la.
E esta causa está relacionada com aquelas três que defendo, porque ajuda:
Pessoas, já que pretende reforçar a doação de excedentes, garantindo que a ajuda chega a mais instituições de forma transparente e justa.
Ajuda animais através da doação de excedentes alimentares a instituições de apoio animal e parcerias com associações como a Animalife .
Também apoia o ambiente ao combater o desperdício alimentar através de várias iniciativas que visam reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo, promovendo a sustentabilidade e o aproveitamento de recursos.
«Com a “Missão que Alimenta”, o processo de seleção das instituições passa agora a ser realizado através de uma plataforma online, com candidaturas abertas de três em três anos. Podem candidatar-se entidades sociais ou de apoio animal, com atividade em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira. Todas as candidaturas elegíveis serão avaliadas por um júri composto por parceiros da Missão Continente.
O programa Missão que Alimenta alia o nosso compromisso de reduzir o desperdício alimentar a responsabilidade social, através da doação de produtos em perfeitas condições de consumo mas que já não cumprem todos os critérios comerciais e, por essa razão, criam excedentes nas lojas. Todos os dias, através das nossas 400 lojas, asseguramos que estes produtos chegam a quem mais precisa, em parceria com instituições sociais e de proteção animal.»
As associações podem pesquisar mais informações e fazerem a sua candidatura no site do continente
De vez em quando, recebo por email, ofertas de publicidade, para o blogue, mas principalmente para a página de Facebook.
Não sei de futuro não mudarei de ideias, mas para já não tenho aceitado. Uma coisa que me aborrece muito, é querer ler uma noticia qualquer, e surgir publicidade, ter de aceitar cookies, e sei lá que mais. não quero sujeitar os meus seguidores a isso, é muito aborrecido!
Prefiro continuar aqui com as histórias e conversas de caixa, e com as minhas causas!
As causas que tenho/defendo e que de certa forma estão relacionadas com o meu trabalho, como operadora de caixa são:
Pessoas:
Crianças, velhinhos, doentes, com necessidades especiais, sem dinheiro (dificuldades financeiras acentuadas).
Precisam sempre de mais tempo, disponibilidade, paciência, tolerância, e por vezes os que estão com pressa, nem os vêem. Tento ajudar com em campanhas de banco alimentar, ou com a missão continente, mas principalmente, com disponibilidade.
Quando uma criança vai sozinha comprar alguma coisa, não acontece muito, mas existe, tento usar uma linguagem adequada e afetiva.
Certa vez, uma jovem moça, que estava a atender, pediu-me ajuda com a aplicação do continente. Lá estava eu a mexer no telemóvel dela para ajudar e percebi que a aplicação estava diferente. Então eu disse "ah mas isto está diferente"! E ela diz-me "é uma aplicação adaptada a cegos!" Eu não tinha percebido que a moça era cega. Tentei ajudar como pude, e fiquei agradada por o continente, ter esta opção.
Animais:
Abandonados, de rua, nas colónias, nas associações, sem dono, doentes.
Também participo nas campanhas do banco solidário animal, nomeadamente a divulgar a campa, vendendo vales solidários, mas é no "terreno" que sou mais interventiva.
Ambiente:
Falta de civismo, deitarem lixo no chão, não deixarem os espaços limpos, sujarem à espera que outros limpem, redução do uso de sacos de plástico, sacos ecológicos.
Este é um caminho longo, mas onde já se vê muitos clientes, preocupados e cooperativos. Alguns trazem sacos de casa mais para poupar a carteira, do que o ambiente, mas mesmo assim, é positivo! No entanto, há sempre quem deite papéis para o chão quando há tantos caixotes do lixo, dentro do estabelicente e até fora.
Uma caixa lenta, seria um serviço, que ofereceria mais tempo aos clientes, com uma operadora de caixa que dria mais tempo para as pessoas embalarem os seus produtos, para colocar questões, ou simplesmente, para conversarem.
Seria um serviço mais atenciosos para idosos, ou para pessoas com necessidades especiais, que não tenham pressa e que precisem de mais tempo.
Uns velhinhos já ambos debilitados, e cada um com uma bengala, iam olhando fixamente para o ecrã onde iam controlando os preços ou o total. Tinham poucos artigos, e eu própria os coloquei no saco, porque a preocupação deles era outra.
No final a senhora pergunta baixinho ao senhor "então chega ou não!?" Ele afirma que sim, e coloca umas quantas moedas em cima do tapete e pede-me para eu contar. Na verdade, faltava sete cêntimos, mas eu disse-lhe que estava certo.
Estas situações deixam-me triste. Porque se faltasse mais dinheiro e tivesse que anular artigos, seria ainda pior, porque por mais empatia que possamos ter com as pessoas, também sabemos que não podemos fazer mais.
Existe um cartão que tem o nome de "cartão mais pessoas", que é gerido pela Segurança Social e financiado pelo Fundo Social Europeu. Destina-se a apoiar famílias em situação de carência económica e permite adquirir bens alimentares em estabelecimentos comerciais aderentes ao programa, como é o caso do Continente.
Este cartão só dá mesmo para bens alimentares, considerados essenciais, se registar outro tipo de artigo, o sistema não aceita. Houve uma vez que uma cliente me pediu um saco, e deu logo erro. Passamos o cartão antes de começar a registar as compras, e no fim é usado como se fosse um multibanco com código e tudo.
Enquanto que o cartão da cruz vermelha que também se destina a apoiar famílias carenciadas, dá para comprar produtos não essenciais, este só dá mesmo para bens essenciais!
O cartão é pratico de usar, claro que da primeira vez tive que perguntar, pois não conhecia o cartão.
Uma cliente deste cartão disse que tinha um determinado valor que era carregado mensalmente, e que era uma boa ajuda!
Outra cliente disse me que não sabia o saldo que tinha, porque não sabia mexer com o telemóvel. Essa cliente foi ao supermercado duas vezes na mesma manhã, da primeira, pegou com esse cartão, da segunda, já não deu e pagou com dinheiro.
- agora as pessoas movem-se mais pela causa dos animais do que das pessoas
- com tantos sem-abrigos nas ruas, tu preferes ajudar gatos de rua!?
No supermercado, há várias iniciativas, tanto para pessoas como para animais, e acho que não é preciso deixar de ajudar os animais porque pessoas, são pessoas. Até porque, ajudar os clientes mais idosos na caixa, com o embalamento das compras, ter disponibilidade e paciência para os ouvir, também é ajudar pessoas. Mostrar disponibilidade para quem tem alguma limitação também é ajudar pessoas.
Há pelo menos duas clientes habituais, (referidas neste artigo, a senhora Coole a Animaleza) que já me confessaram que preferem contribuir para a causa animal. Também é uma causa que defendo. Sou cuidadora de duas colónias de gatos. Ter esta ocupação é algo que me enche o coração e me lava a alma, só tenho pena de não ter mais recursos.
Cada um tem as suas causas, há lugar para todas, desde que haja respeito, honestidade, dedicação.
Quem me conhece, sabe que tenho algumas causas. Que, sem qualquer ordem de importância, são por exemplo :
Relacionadas, com animais, mais especificamente gatos de rua, mas também contra todo e qualquer tipo de mal trato a animais. Depois outra causa que sempre defendi, tem a ver com o ambiente, com a redução do uso do plástico e hábitos mais sustentáveis, reciclagem, etc. O que faço é apenas uma gota no oceano, mas mesmo assim insisto e não desisto!
Mas a causa que queria aqui abordar agora, tem a ver com o que assisto e constato no meu trabalho de operadora de caixa: atendimento aos mais idosos. Já algum tempo que me preocupo com estas pessoas, pois elas já não têm a rapidez e destreza que tinham, e ninguém se importa. Os outros clientes vão ao supermercado sempre com pressa. Ou porque a seguir vão trabalhar, ou porque vão buscar filhos à escola, ou porque têm qualquer outro compromisso.
Se na fila está uma senhora de idade que demora a encontrar a carteira, ou que se engana a marcar o código do multibanco ou ainda que não encontra o dinheiro, já começam a ficar impacientes. E as pessoas que estão nesta situação, sentem a pressão e ficam ainda mais aflitas!
Ainda há pouco tempo uma senhora disse-me "mas porque é que esta gente não vem a uma hora mais calma, assim só atrapalham quem vai trabalhar"! Referindo-se aos idosos que normalmente entre os dias 8 e 15 do mês vão fazer as suas compras com o mesmo direito que qualquer um!
Eu fico com pena deles, porque eles precisam de fazer tudo a um ritmo mais devagar. Claro que também gostam de conversar, e muitas vezes tento não dar motivo para grandes conversas, mas sei que certamente ficariam felizes com uma conversinha.
Claro que também há aqueles idosos que por eles ficavam lá na ronha o maior tempo possível, mas também há outros que precisam de mais tempo, para organizar as compras, para pagar e para seguir...
Não tenho ainda nenhuma sugestão para este problema social. Sei que criar caixas exclusivas para eles, poderia os fazer sentir "velhos" ou discriminados, e não chegaria nem uma nem duas dessas caixas por lojas. Acredito que nas grandes cidades, talvez esta situação não se note tanto. Talvez seja um problema de localidades mais pequenas e mais rurais.
Da minha parte tentarei sempre ajudar, tentarei ter calma e paciência. Porque, por agora é tudo o que posso fazer!