Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Onde fica a saída sem compras? E a entrada?

É uma pergunta muito frequente, pelo menos, nos supermercados. Claro que cada um tem as suas regras, por isso, vou falar do continente, porque é o  que conheço melhor.

 

A saída convém que seja feita por onde é a entrada, porque o espaço é mais amplo. E agora,  perguntam vocês: "então e não se pode sair pelas caixas?" Eu respondo:" sim, até podem, mas, ora pensem: estão lá pessoas com carrinhos e artigos, têm de pedir licença, as pessoas têm de se desviar, interrompem o atendimento. Por vezes é só mesmo por terem de dar mais uns passos. Acham bem?"

 

Então e as entradas , que são pela porta principal (normalmente no cimo tem escrito Bem Vindo ou mesmo Entrada), mas as pessoas também querem entrar pelas saídas das caixas, se apanham uma "cancela" aberta, porque vezes nos esquecemos de fechar, aproveitam logo e até querem entrar pela saída das caixas selfservice.

 

Parecem cachopos rebeldes, sempre a quebrar regras!

benvindocontinente.jpg

O "desculpe" não era um pedido de desculpas

Ultimamente as pessoas andam ainda com mais pressa que o habitual. Ainda não disse o total, nem terminei as perguntas e já estão a meter o multibanco no terminal e a tentar marcar o código, isto sem ouvirem o preço...

 

Outras vezes tiram-me os produtos das mãos antes de eu os ter registado. Numa dessas vezes uma senhora arranhou-me. E como ela a seguir disse: "desculpe" eu respondi "não faz mal", mas ela continuava a dizer "desculpe", de seguida" desculpe" novamente. Acabei por perceber  que o "desculpe" era uma chamada de atenção para me dizer que tinha duas contas.

 

Afinal, nunca me pediu desculpa pelo arranhão...

 

clientearranha.jpg

O pós sacos de borla nos supermercados

compras.jpg

Desde que acabaram os sacos de borla, muitas situações têm acontecido. Basta mexerem na carteira das pessoas, se é que assim se pode dizer, para que aconteçam logo mudanças! Há de tudo um pouco; há os que levam os artigos nas mãos, mesmo quase a caírem para o chão, há os que já vão prevenidos de casa com sacos de pano ou de outro material , há os que levam todos os artigos dentro do carrinho e depois os despejam na mala do carro. Poucos são os que compram sacos de plástico, mas ainda, existem algumas  pessoas a terem esta opção.

 

Também houve uma outra mudança, se antes eram as operadoras de caixa que embalavam, ou ajudavam a embalar, grande parte dos artigos, agora são  os clientes, que o fazem. Por um lado é bom, porque assim, cada um pode arrumar as coisas à sua maneira, separar o que têm de separar, juntar o que acham que podem juntar, encher até onde querem encher. Aliás, em outros supermercados esta prática já existia. Por outro lado, podemos ter de esperar um bocadinho pelo cliente. Mas nunca aconteceu a espera ser muito longa por este motivo. E se a pessoa tiver dificuldade, nós também ajudamos!

 

No entanto, ontem aconteceu uma situação com uma cliente, que não gostei muito. Era uma cliente ainda nova, daquelas, perdoem-me a expressão, de nariz empinado! 

Eu : Saco, quer saco!?

Cliente: Quero saco e as coisas lá dentro!

 

Logo no inicio desta prática, um cliente trazia um saco de plástico de casa, já dos velhinhos (dos que antes eram oferecidos) e pediu-me para lá colocar uns artigos e o saco rompeu-se, e ele, muito zangado comigo, disse-me logo, que eu é que o tinha estragado e que agora lhe tinha de dar um novo!