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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A missão coninente alimenta

Quando há uma causa destas, há que falar dela e divulgá-la. 

E esta causa está relacionada com aquelas três que defendo, porque ajuda:

Pessoas, já que pretende reforçar a doação de excedentes, garantindo que a ajuda chega a mais instituições de forma transparente e justa.

Ajuda animais através da doação de excedentes alimentares a instituições de apoio animal e parcerias com associações como a Animalife  .

Também apoia o ambiente ao combater o desperdício alimentar através de várias iniciativas que visam reduzir a quantidade de comida que vai para o lixo, promovendo a sustentabilidade e o aproveitamento de recursos.

«Com a “Missão que Alimenta”, o processo de seleção das instituições passa agora a ser realizado através de uma plataforma online, com candidaturas abertas de três em três anos. Podem candidatar-se entidades sociais ou de apoio animal, com atividade em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira. Todas as candidaturas elegíveis serão avaliadas por um júri composto por parceiros da Missão Continente.

O programa Missão que Alimenta alia o nosso compromisso de reduzir o desperdício alimentar a responsabilidade social, através da doação de produtos em perfeitas condições de consumo mas que já não cumprem todos os critérios comerciais e, por essa razão, criam excedentes nas lojas. Todos os dias, através das nossas 400 lojas, asseguramos que estes produtos chegam a quem mais precisa, em parceria com instituições sociais e de proteção animal.»

As associações podem pesquisar mais informações e fazerem a sua candidatura no site do continente 

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Causas sim, mas publicidade, ainda não

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De vez em quando, recebo por email, ofertas de publicidade, para o blogue, mas principalmente para a página de Facebook. 

Não sei de futuro não mudarei de ideias, mas para já não tenho aceitado. Uma coisa que me aborrece muito, é querer ler uma noticia qualquer, e surgir publicidade, ter de aceitar cookies, e sei lá que mais. não quero sujeitar os meus seguidores a isso, é muito aborrecido!

Prefiro continuar aqui com as histórias e conversas de caixa, e com as minhas causas!

Causas: pessoas, animais, ambiente

As causas que tenho/defendo e que de certa forma estão relacionadas com o meu trabalho, como operadora de caixa são:

Pessoas:

Crianças, velhinhos, doentes, com necessidades especiais, sem dinheiro (dificuldades financeiras acentuadas).

Precisam sempre de mais tempo, disponibilidade, paciência, tolerância, e por vezes os que estão com pressa, nem os vêem. Tento ajudar com  em campanhas de banco alimentar, ou com a missão continente, mas principalmente, com disponibilidade. 

Quando uma criança vai sozinha comprar alguma coisa, não acontece muito, mas existe, tento usar uma linguagem adequada e afetiva. 

Certa vez, uma jovem moça, que estava a atender, pediu-me ajuda com a aplicação do continente. Lá estava eu a mexer no telemóvel dela  para ajudar e percebi que a aplicação estava diferente. Então eu disse "ah mas isto está diferente"! E ela diz-me "é uma aplicação adaptada a cegos!" Eu não tinha percebido que a moça era cega. Tentei ajudar como pude, e fiquei agradada  por o continente, ter esta opção.

Animais:

Abandonados, de rua, nas colónias, nas associações, sem dono, doentes.

Também participo nas campanhas do banco solidário animal, nomeadamente a divulgar a campa, vendendo vales solidários, mas é no "terreno" que sou mais interventiva.

Ambiente:

Falta de civismo, deitarem lixo no chão, não deixarem os espaços limpos, sujarem à espera que outros limpem, redução do uso de sacos de plástico, sacos ecológicos.

Este é um caminho longo, mas onde já se vê muitos clientes, preocupados e cooperativos. Alguns trazem sacos de casa mais para poupar a  carteira, do que o ambiente, mas mesmo assim, é positivo! No entanto, há sempre quem deite papéis para o chão quando há tantos caixotes do lixo, dentro do estabelicente e até fora.

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Causas: cada um tem as suas

Quem me conhece, sabe que tenho algumas causas. Que, sem qualquer ordem de importância, são por exemplo :

Relacionadas, com animais, mais especificamente gatos de rua, mas também contra todo e qualquer tipo de mal trato a animais.  Depois outra causa que sempre defendi, tem a ver com o ambiente, com a redução do uso do plástico e hábitos mais sustentáveis, reciclagem, etc.  O que faço é apenas uma gota no oceano, mas mesmo assim insisto e não desisto!

Mas a causa que queria aqui abordar agora, tem a ver com o que assisto e constato  no meu trabalho de operadora de caixa:  atendimento aos  mais idosos. Já algum tempo que me preocupo com estas pessoas, pois elas já não têm a rapidez e destreza que tinham, e ninguém se importa. Os outros clientes vão ao supermercado sempre com pressa. Ou porque a seguir vão trabalhar, ou porque vão buscar filhos à escola, ou porque têm qualquer outro compromisso.

Se na fila está uma senhora de idade que demora a encontrar a carteira, ou que se engana a marcar o código do multibanco ou ainda que não encontra o dinheiro, já começam a ficar impacientes. E as pessoas que estão nesta situação, sentem a pressão e ficam ainda mais aflitas!

Ainda há pouco tempo uma senhora disse-me "mas porque é que esta gente não vem a uma hora mais calma, assim só atrapalham quem vai trabalhar"! Referindo-se aos idosos que normalmente entre os dias 8 e 15 do mês vão fazer as suas compras com o mesmo direito que qualquer um!

Eu fico com pena deles, porque eles precisam de fazer tudo a um ritmo mais devagar. Claro que também gostam de conversar, e muitas vezes tento não dar motivo para grandes conversas, mas sei que certamente ficariam felizes com uma conversinha.

Claro que também há aqueles idosos que por eles ficavam lá na ronha o maior tempo possível, mas também há outros que precisam de mais tempo, para organizar as compras, para pagar e para seguir...

Não tenho ainda nenhuma sugestão para este problema social. Sei que criar caixas exclusivas para eles, poderia os fazer sentir "velhos" ou discriminados, e não chegaria nem uma nem duas dessas caixas por lojas. Acredito que nas grandes cidades, talvez esta situação não se note tanto. Talvez seja um problema de localidades mais pequenas e mais rurais.

Da minha parte tentarei sempre ajudar, tentarei ter calma e paciência. Porque, por agora é tudo o que posso fazer!

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Dia internacional sem sacos de plástico

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O obetivo deste dia é consciencializar as pessoas para a utilização e produção  excessiva de sacos de plástico,  sugerindo-se  alternativas para resolver este sério problema ambiental.

Quando fores ao supermercado, recusa os sacos de plástico e utiliza outro tipo de sacos. Se por ventura tiveres mesmo de usar sacos de plástico, reutiliza-os o maior número de  vezes possível, e por fim, coloca-os no sitio correto. Não deixes que vão  para ao mar!

Se cada um de nós fizer um pequeno esforço, estará a contribuir para um melhor futuro, com um melhor ambiente!

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Dia Mundial sem sacos de plástico

Neste dia internacional sem sacos de plástico (esta iniciativa existe desde 2017), 3 de julho, a apela Quercus à reutilização dos sacos de plástico e ao seu correcto encaminhamento para reciclagem.

De facto, desde que em 2015 , os sacos de plástico passaram a ter uma taxa, o seu consumo diminuiu, mas ainda não chega. É preciso que se mude de hábitos, que haja outras alternativas, e, que principalmente que no fim do uso, sejam colocados no ecoponto correto.

Infelizmente, há muitas pessoas que nem os colocam num simples caixote do lixo, quanto mais no sitio correto!

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Se cada um fizer uma parte o ambiente pode ficar melhor

 Não sei se sou eu que ando mais atenta, ou se ultimamente se tem  falado muito do ambiente, do plástico, e do impacto ambiental que o mesmo tem sobre o planeta. Por incrível que pareça, é  o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. Como é que vai parar tanto plástico ao mar!? E depois os animais marinhos confundem o plástico com comida, e isso causa-lhes a morte. Tão triste. Mas é assim!

 

Vi na televisão há poucos dias, uma reportagem, em que um mergulhador encontrou um saco de plástico no local mais profundo do oceano. O tal senhor desceu quase 11 mil metros na Fossa das Marianas, no oceano Pacifico. Certamente seria mais bonito se visse  bonitos corais e a vida encantadora marinha.

 

Estou diariamente num sítio, onde tenho de oferecer sacos aos clientes, e onde, muitas pessoas, já chegam à caixa com produtos dentro dos sacos da fruta, porque esses ainda são gratuitos. Por exemplo, trazem um saco da fruta com um sabonete lá dentro, outro com um pacote de cereais , o que era perfeitamente  evitável, já que os sabonetes já vêm revestidos com papel ou plástico, tal como os cereais já vêm numa caixa de cartão! Esses sacos da fruta além de serem para a fruta, servem,  por exemplo, par colocar um pacote de farinha ou de açúcar que se rebentou! Felizmente, parece que até esses sacos da fruta serão substituídos. Para mim, já estou à espera de uns da "Maria Reduz"!

 

Há muito exagero no uso do plástico, em embalagens, em utensílios, em sacos. Felizmente têm surgido algumas medidas, como o exemplo,  dos sacos passarem a ser pagos, de existirem ecopontos destinados à reciclagem, de mais programas de televisão sobre o ambiente, de manifestações, de mais informação, de passarem a existir mais locais para as beatas, e multas para quem  as deitar na rua, na via pública, no chão, na praia.  Até já existe um  um Eco-cinzeiro .

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Eu estou aqui a escrever sobre o assunto, mas também cometo erros ambientais, mas estou mais consciente, e vou tentando corrigi-los!

O preço dos sacos poderá subir para 15 cêntimos

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Sei que a minha opinião à cerca desta subida de preço dos sacos de plástico, não agrada muito, mas mesmo assim, eu confesso que  acho bem. Por vezes, é só mexendo na carteira das pessoas que  se consegue algo. Parece que não adianta campanhas de sensibilizações ambientais. Nem aquela notícia de uma baleia ter morrido por ter no estômago 80 sacos de plástico, tocou em todas as pessoas.  

 

Os sacos começaram a ser pagos em  2015 e três anos depois, a redução já se faz sentir, mas ainda não chega. Ao que percebi vendo as notícias, a proposta veio através do PAN,   (incluída no próximo Orçamento do Estado) e será posta em prática em 2019. 

 

Ainda há dias, uma cliente comprou um saco para levar um garrafão de 6 litros de água, quando próprio garrafão tem uma asa.

 

Já ouviram falar nos 4 R's do ambiente? Cá em casa foi o membro mais novo, que nos ensinou e faz todo o sentido pensar nisso: Reduzir,  Reutilizar, Reciclar, Reparar.

 

Pegando no exemplo dos sacos, pode reduzir o consumo (usando apenas para produtos frescos),   podendo usar antes sacos de outro material, tipo ráfia; pode reutilizar, usando-o várias vezes nas compras; em relação ao reparar, pode entender-se como  lavá-los, e limpinhos, duram mais; finalmente  dá para reciclar, colocando-o no ecoponto certo no final,  não deixando por aí, a voar nas ruas.

Clientes que levam os artigos sem sacos

 

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Há mais de dois anos que os sacos de plástico são pagos no continente. E depois de todo este tempo, muitas pessoas ainda não se habituaram, e mesmo não os querendo pagar, esquecem-se deles ou em casa ou no automóvel. Muitos clientes me confessam, que já têm uma vasta coleção de sacos em casa.

 

O que é curioso  é que muitas pessoas, resolvem levar as compras nas mãos, nos braços até ao parque de estacionamento. E quando são em grupo, repartem os artigos por cada elemento, incluindo as crianças.

 

Experimentem ficar á porta de saída do supermercado e vejam a quantidade de clientes que saem com os artigos sem qualquer saco, atitude que há dois anos atrás, seria impensável.

 

Mesmo que não o façam por uma questão ambiental, mas sim para não gastar dinheiro, creio que já é uma forma de diminuir o uso do plástico...