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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Na pele da outra

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Se o telemóvel não fosse preciso para os clientes usarem a aplicação do continente, bem que se podia proibir a sua utilização, pelo menos, a partir do momento em que começam a colocar as compras no tapete, até à fase do pagamento e conclusão do processo.

 

Acontece, por exemplo, depois de já ter dado o troco à cliente, ela ainda estar ao telemóvel a falar com alguém e com a mão aberta à espera do troco; ou então ir-se embora e nem se lembrar de levar o troco; ou então depois de ter dito que não queria o nº contribuinte na fatura, afinal até queria; ou então chateia-se com a operadora porque ela está só a fazer perguntas e nem a deixa ouvir o que lhe estão a dizer do outro lado...

 

Há dias estava a falar com uma amiga, ao telemóvel,  ela disse-me que estava no centro comercial, mas que podíamos ir falando. Quando eu percebo que ela está achegar à caixa do supermercado digo-lhe: "ah estás na caixa, então depois eu volto a ligar!" Ao que ela me responde:" não é preciso desligares eu consigo fazer as duas coisas ao mesmo mesmo"! Só que eu não quis isso, e ela não percebeu na altura, até pareceu ter ficado sentida, mas entretanto,  já lhe expliquei a razão, e creio que tenha entendido!

 

Vida de cliente, não é fácil!

Mais uma ideia

Estava eu a atender duas senhoras que falavam comigo mal o português, entre elas, falavam, suponho, Ucraniano. Uma colega  da reposição depois de elas saírem pergunta-me se elas levavam amaciador da roupa. Respondi que sim, e quando lhe pergunto o porquê da questão, ela diz-me que  as viu a despejar o amaciador de um frasco para o outro,  e que quando  essa minha colega interveio, dizendo: " Desculpem, as senhoras não podem fazer isso"...elas deram um salto com o susto.

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Até posso adivinhar o porquê da atitude das senhoras. Então os frascos estavam mal cheios, e havia que encher um até acima, já que o iam levar! Ai se a moda pega!  Que lata!

Para grandes males, grandes remédios

A falta  de civismo de algumas pessoas só se resolvia com algumas medidas. Por exemplo, o cliente que está a seguir,  devia de apenas passar para o outro lado, quando o outro cliente estivesse despachado, e se o tentasse fazer, devia de soar um alarme, que o fizesse recuar imediatamente!

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É  cada atitude, cada atropelamento de carrinhos, cada falta de privacidade para marcar o código do multibanco, cada cusquice de um em relação ás compras do outro!

O atendimento é por (des)ordem de fila!?

Cheguei à caixa, não abri a cancela. Primeiro abri os saquinhos com as moedas e coloquei-as no respetivo lugar na gaveta. Gosto sempre de ter um minuto para preparar o meu posto de trabalho. Só  depois então, abro a cancela e chamo por ordem de fila.

 

Acontece que, um xico esperto, sorrateiramente, porque eu não dei conta, chega e começa a colocar os artigos sobre o tapete e abre ele próprio a cancela! Quando eu vi aquilo fiquei preocupada! O que diriam as outras pessoas!?  Em tom bem alto digo: " o atendimento é feito por ordem de fila!" Resposta do senhor ": Ah é.. ( olha para trás ), também é só isto!  E ainda tinha alguns artigos. Por sorte, ninguém se passou e perceberem a minha posição, mas isto podia ter corrido mal! E se eu nem fosse abrir caixa!? Era bem feito, não era!?

 

São estas as atitudes,  que eu menos gosto e entendo nas pessoas!

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Situação de impaciência

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Uma cliente já depois de ter pago a conta na caixa de uma colega que já tinha saido, foi ter comigo à minha caixa com um talão.

 

Cliente: Olhe estes biscoitos não estão em promoção!?

 

Eu: Não sei, só vendo...

 

Cliente: Estão pois, venha lá comigo ver!

 

Eu: Eu não posso sair daqui sem autorização, aguarde só um momento que vou chamar alguém!

 

Naquele momento não estava a conseguir chamar a minha colega.

 

Esta cliente vê um colega da Worten a passar e diz:

 

Cliente: Aquele colega, não pode lá ir!?

 

Eu: Não, aquele colega é da Worten!

 

Nisto passa uma colega de trabalho com um carrinho, que tinha um casaco por cima da farda...

 

Cliente: Está ali uma senhora, não pode chamá-la!?

 

Eu: Não, aquela colega está na hora de almoço!

 

Cliente: Ah,  também ia lá num instante, mas está bem!

 

Nisto chega a minha colega, chamo-a e esta senhora vai logo na sua direção

 

Foram uns breves momentos, mas stressantes , esta senhora, queria...porque queria alguém, não era capaz de esperar, parecia que queria mandar, e afinal, o preço dos biscoitos estava correto!

 

O pacato casal de velhotes

Um pacato casal de velhotes, chega á minha caixa com as suas compras. Estou a fazer o registo e a dado momento vou registar uma garrafa de bebida alcoólica  que vem dentro de uma caixa. Como é procedimento habitual, nós registamos o código de barras que vem na garrafa, tirando para isso, a mesma de dentro da caixa. Estava dentro da caixa, além da garrafa,  duas velas de aniversário.

 

Quase em coro um diz "isso não é meu" e outro diz "isso já aí estava"! Eu estranhei pois as velas eram da marca Kasa, que nada tinha a ver com a bebida, mas mesmo assim, disse: " então se já aqui estava eu vou confirmar, até pode ser que seja oferta"! A senhora respondeu que sim que devia de ser. A minha colega, foi confirmar, e tal como eu já calculava, mais nenhuma garrafa daquelas tinha velas de aniversário lá dentro!

 

E pronto deixaram as velas comigo, não as quiseram levar. E também deixaram a dúvida! Até podem ter sido outras pessoas a colocarem as velas dentro da dita caixa, pois aqueles velhotes, pareciam demasiado ingénuos para tal acto. Mas as velas são dos artigos mais baratos, e  até são de oferta na compra de bolos.

 

Como dizia o outro, não havia necessidade!

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Deixa-me passar, são só três coisinhas...

Uma senhora colocava os seus artigos no tapete, tinha um carrinho muito cheio deles. Passa um senhor com três artigos, pede a vez, a senhora cede, o cliente passa. Vem um jovem casal também com poucas coisas pedem a vez a senhora cede. Ainda eu não tinha acabado de atender este casal já está outra pessoa a pedir para passar. Nunca mais começava a atender a cliente. Pensei mesmo que a senhora se ia zangar, mas não, nada disso, ainda se divertiu e brincou com a situação.

Que bom era se mais pessoas tivessem este espírito !

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Quase 98 anos de vida

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Já atendi um senhor tantas vezes e nunca me ocorreu que ele já tivesse 97 anos, e em breve a fazer os 98. Fiquei mesmo surpreendida. É que o senhor não tem nem cara, nem postura  e muito menos conversa para  uma pessoa tão idosa. Mas, disse-me ele, trabalhou desde os 13 anos e esteve numa mesma empresa 49 anos. Enfim, teríamos tema para uma grande conversa, não fosse o movimento do supermercado exigir que eu tivesse de dar atenção ao cliente seguinte!

Mais um pestinha para a história

Um destes últimos dias, atendi um casal com o seu filho pestinha, que deveria ter aí uns 8 anos. Enquanto eu registava as compras, o miúdo mexeu nos botões do multibanco, e o sistema ficou alterado , depois debruçou-se  sobre o tapete para andar no "carrossel", de seguida passava os artigos pelo scaner para ouvir o "bip", chegou a passar artigos que já estavam registados, e os pais só diziam, "está quieto", mas ele não obedecia e eles nem se preocupavam.

Foi então que eu disse "pára" e os pais olharam para mim...

 

 

Há coisas que nunca mudam

Como sabem, voltamos hoje, aqueles cupões de desconto em determinados artigos, e há coisas que nunca mudam! Os cupões até podem não ser perfeitos, mas os clientes também não ajudam, pois:

- não os separam pelo picotado;

- muitas vezes, não sabem ao certo, se levam aqueles  artigos, entregam a folha e nós é que temos de descobrir;

- não reparam nas datas;

- não reparam na descrição, características e marcas dos produtos.

Quando são velhotes que pedem ajuda, ajudo e compreendo, mas quando são pessoas jovens, até parece que estão a gozar fazendo as coisas, de modo a se superiorizarem, esperando que sejamos nós a escolher os cupões, a separá-los. Não é que me importe de fazer todas estas coisas, apenas perde-se tempo, e como se costuma dizer: tempo é dinheiro!