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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Os vencedores dos blogs do ano da 3ª Edição

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Culinária – Casal Mistério

Beleza – Inês Franco

Decoração – Oficina Poeiras

Desporto – Visão de Mercado

Entretenimento – Eu, Cláudio

Família – Dias de uma Princesa

Inovação e Tecnologia – PPlware

Lifestyle – A Pipoca Mais Doce

Moda – Bárbara Inês

Negócios e Empreendedorismo – Poupa e Ganha

Política, Educação e Economia – Capazes

Viagens - Partimetravelers

 

Blog do Ano - Abandonados

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Por acaso, o blog Abandonados , foi dos meus preferidos quando andei pelo site dos nomeados, é um blog que se dedica a conhecer locais que já foram notáveis , mas que agora estão ao abandono. É mesmo interessante. Um prémio merecido, sem dúvida!

 

Parabéns a todos!

 

Se quiserem saber mais, podem ir aqui .

 

Gala Blogs do Ano 3ª edição

 

Foi no museu EDP.

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Ao início o cocktail foi no museu. Estranhei um pouco o local, pois não tinha o glamour do CCB, mas depois fomos para uma espécie de auditório, e aí já gostei mais.

 

A apresentação desta 3ª edição dos Blogs do Ano, ficou a cargo de Lourenço Ortigão e Vera Fernandes.

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Em relação aos vencedores, percebi, o quanto de pessoas, marcas e apoios estão por detrás dos seus blogs. O meu blog é muito simples comparado com os outros. Na minha categoria, ou seja, no entretenimento, venceu o blog "Eu, Claudio". Claro que eu já sabia que não iria ganhar, mas fiquei feliz pela oportunidade do meu blog estar nomeado  e de estar presente no evento, de ver de perto tantas pessoas conhecidas da televisão, de saber como tudo se processa.

Deixo algumas das minhas fotos, com pouca qualidade fotográfica, já que o meu telemóvel a nível de fotografia, não é nada de especial...

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Vestida por Madalena Toscany, a quem agradeço muito!

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Caixa apta a cadeiras de rodas

 

A primeira caixa da linha tem uma sinalética que diz "caixa apta a cadeiras de rodas". Um cliente pergunta se a caixa é prioritária, ao que  respondo ser uma caixa igual ás outras, simplesmente estar adequada a pessoas com cadeira de rodas por ser mais larga e por ter o multibanco mais em baixo!

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Falamos um pouco sobre o assunto e percebi que o cliente não queria era ir para uma caixa onde tivesse de deixar passar alguém, porque estava com alguma pressa.  Expliquei-lhe que agora todas as caixas são prioritárias, e ter de dar a vez, podia acontecer em qualquer caixa, em qualquer supermercado, sempre que a pessoa prioritária solicitasse. Julgo que apesar da norma já ser conhecida por este cliente, ele não concorda muito com a mesma.

 

Cerca de dois anos  depois da nova lei, mesmo já tendo acontecido situações desagradáveis, umas de incompreensão, outras de intolerância e outras ainda de  abuso, julgo que tenha sido uma boa opção! As pessoas precisavam era de tempo para se habituarem, e talvez falte ainda "limar algumas arestas"!

Embrulho sem freguês, não marca vez!

Como já aqui referi, costumo estar atenta, a ditos, provérbios, expressões ou frases que os clientes costumam dizer no contexto do universo do supermercado.

 

Já por diversas vezes, aconteceu clientes deixarem carrinhos ou cestos a marcar lugar na fila. Sempre lhes disse que os carrinhos não marcavam vez e nem sempre aceitaram o facto.

 

Mas agora, através de um cliente que ao ver um cesto sem dono, proferiu a seguinte frase: "embrulho sem freguês, não marca vez!" percebi que  tinha um ponto a favor, e  da próxima vez que surgir a situação, vou eu também usar esta máxima!

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Já conheciam?

Tanta conversa!?

Lá vai o cliente para a caixa, a parte mais chata, pois é aquele fim de linha, onde é preciso esperar e pagar. É ali, que por vezes, as nossas perguntas, que fazem parte do nosso trabalho, parecem demasiadas e incomodar quem está com pressa.

 

Num destes momentos eu percebi que uma senhora ora batia o pé, ora olhava para o relógio, ora ainda, suspirava. E suponho que tantas perguntas feitas ao cliente que estava a ser atendido, nomeadamente: tem cartão continente, precisa do número de contribuinte na fatura, está a fazer a caderneta da pyrex, fez com que ela fizesse mais um suspiro e dissesse, baixinho " ai, tanta conversa"! Se calhar, não era suposto eu ouvir, mas ouvi!

 

Mas compreendem que temos mesmo de as fazer certo? Somos humanos. Sei que a maioria entende e aceita.

 

Quem não quer saudações, conversas nem  perguntas, vai ao robô (caixa selfservice), mas olhem que até esse, diz  umas palavras, mas ninguém lhe responde e ele não se importa nada!

 

Não é preferível humanizar!?

 

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O volume ocupado pelas caixas dos cereais

O supermercado estava com muitas pessoas, cerca de três pessoas em espera por fila. Uma senhora, que levava várias caixas de cereais, umas quatro talvez, pede-me se pode deixar as caixas comigo e levar os cereais apenas nos sacos interiores (é um hábito que as pessoas têm agora, dizem que ocupa espaço).

 

Julguei que vendo ela as filas, seria ela que as ia tirar, mas pediu-me que fosse eu. Com educação respondi, que não tinha tempo, porque tinha pessoas para atender. Vi  pela sua cara que ficou desagradada. Pareceu-me que tinha desistido e colocado tudo no carrinho. Mas não, como na caixa atrás da minha não tinha lá nenhuma operadora, deixou lá as caixas vazias do cereais! Teve o cuidados de as deixar umas dentro das outras.

 

Conclusão: tudo bem que ocupa espaço, mas imaginem que faziam isto, e depois quando iam pagar, percebiam que faltava dinheiro  e era preciso anular artigos (acontece muitas vezes). Uma vez que as embalagens já estavam estragadas, não seria possível devolver o artigo. Por isso, acho melhor, que só abram as embalagens, depois de feito o pagamento.

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O juízo aumenta quando aumenta a idade!?

Estava a atender um casal já na terceira idade, que estavam só às turras, discutiam, pelo que tinham comprado, pelo que faltava , e disputavam quem era o mais guloso, entre coisas do género.

 

Cumprimentei-os, só um respondeu. Continuei, o registo, e a zaragata continuava também. Até que o velho manda um berro à velha, que me faz assustar e digo "ai" (é certo que eu também me assusto facilmente).

 

Nada os fez parar, mesmo depois  de saírem dali, ainda iam zangados.

 

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Nunca é demais agradecer à fonte de inspiração

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Eu (operadora): Obrigada a todos os clientes que têm passado pela “minha” caixa de supermercado, pois são vocês, a minha maior fonte de inspiração, para a escrita e crescimento, deste blogue!

 

E como suponho, que o agradecimento seja mutuo...

 

Eles (clientes): Obrigado Anabela, por nos ter colocado debaixo da sua lupa!