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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Há espaços que temos de respeitar

Por vezes há coisas que vistas de fora, podem achar que não têm importância alguma, mas estando "dentro do terreno" podem fazer algum sentido. Refiro-me a um facto que já aqui falei antes. É o momento em que ainda não acabei o atendimento a um cliente e o  seguinte já está atrás deste, encostado ou mesmo quase colado ao mesmo. É que eu chego a colocar-me no lugar da pessoa que está na sua vez e que se está a sentir pressionada pelo cliente que se segue!

 

Há dias, uma cliente confessou-me o seguinte : " da outra vez que estive aqui consigo queria pagar com o multibanco, mas a cigana que estava aqui estava mesmo em cima de mim e tive medo que me visse o código!" Eu lembrava-me perfeitamente da situação e tive a sensação que a cliente queria pagar com o multibanco e não em dinheiro porque a vi ali a hesitar. Suponho que esta senhora cigana nem teria habilidade para decorar um código, mas enfim, intimida um pouco haver uma pessoa por perto quando se pretende usar o multibanco.

 

Eu não sei se existe alguma solução para este caso, mas eu sinto nos clientes este incomodo. É facto que esta situação não acontece sempre, e há pessoas que são educadas e compreendem a situação e só se aproximam quando é chegado o momento certo, mas e esta minoria? Que se pode fazer? Dizer :" olhe desculpe...mas importa-se de se chegar um pouco...é que ainda não acabei de atender este senhor! Obrigada." É o que me ocorre dizer, e já o fiz, mas depois deixo o cliente embaraçado...

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