Há um pão que mesmo embalado deita farinha, e isso é um problema para os celíacos , pois o tapete rolante, tem de estar limpo.
Nós temos alguns clientes que têm esta condição, se assim lhe posso chamar. Uma cliente já por diversas vezes, me pediu que limpasse o tapete, antes de colocar os seus artigos, porque o filho de 13 anos, não pode apanhar qualquer grão deste pó de farinha (glúten), nos alimentos, porque corre o risco de perfuração no intestino, disse-me. Ora isto é grave!
Há uma outra cliente, esta já adulta que também tem esta condição, mas também me disse que o caso dela, até nem é, tão grave!
Como nem sempre se consegue ter o tapete impecável, quando há muito movimento, tem que se arranjar uma forma de ajudar estas pessoas, e que passaria talvez pela divulgação desta condição, para que elas não sentissem incómodo perante os outros clientes em pedir uma limpeza ao tapete, que só é possível, se nos deram uns minutos com o tapete vazio.
Se eu pudesse tinha o tapete sempre limpo, mas mal começo a limpar as pessoas colocam logo os artigos, nem se importam que esteja molhado ou sujo, pois a pressa, é sempre mais importante.
Num futuro próximo um tapete rolante que se auto-limpasse era o ideal!
O trabalho de uma operadora de caixa, aparentemente parece não ter, grandes problemas a nível de segurança e saúde, mas, se analisarmos bem, tem alguns problemas, que a meu ver, até poderiam ser minimizados!
Há lesões, que com a repetição de tarefas, podem surgir, e outras que surgem, porque alguns clientes, insistem em entregar em mãos artigos pesados, quando colocados sobre o tapete, seria uma tarefa mais leve. Entendo que queiram , colocar no fundo no carrinho os pesos, mas não imaginam o esforço físico que essa tarefa acarreta para os funcionários.
Pessoalmente, já arranjei uma estratégia, que é pedir ao cliente que levante o artigo no tapete de saída, alguns aceitam, outros não!
Há situações em que é difícil mudar mentalidades, talvez uma cartaz ajudasse, a consciencializar os clientes.
A nível psicológico, nem todas as pessoas lidam bem com o público, principalmente quando alguma coisa falha, ou há filas e os clientes começam a falar aos berros, quando os clientes nos dizem frases desmotivantes, criticas desnecessárias, ofensas.
Felizmente que nestas situações, os funcionários mais antigos ajudam , os que estão a chegar, mas uma ajuda profissional, de vez em quando, seria útil!
Está a decorrer no continente, mais uma campanha de vales solidários, através da missão continente, para o Banco solidário animal, Animalife.
Somos também nós, operadoras de caixa, que divulgamos na caixa a campanha aos clientes e perguntamos se querem contribuir através dos vales de €1 ou €5 .
No meu ponto vista, nas situações que tenho divulgado a campanha, porque apesar de não ser boa "vendedora" sou muito dedicada à causa animal, tenho encontrado um misto de situações.
Tenho encontrado pessoas que neste âmbito, e de forma positiva, dizem preferir ajudar animais a pessoas, pessoas que contam situações de adoção a animais com finais felizes. Algumas pessoas, até me mostram fotos dos seus animais no telemóvel, quando há tempo. Pessoas que se o tempo permitisse, ficaríamos ali, horas a falar sobre os animais, a sua doçura, inteligência, fidelidade, companhia. Pessoas que diziam ajudar de outras formas.
Também houve pessoas que diziam que não ajudavam porque não podiam, mas que eram solidárias com a causa.
Mas, como nem tudo é perfeito, também há pessoas, que ficam indignadas por estarmos a pedir para os animais. Um senhor, que disse " e então logo para os animais, eu não os tenho, para não ter despesas, nem chatices, era o que faltava!"
Acredito que as pessoas fiquem cansadas com estes pedidos, mas, o pouco que possam ajudar, todo junto, fica muito e alimenta muitos animais , principalmente, os sem dono ou que o dono esteja com dificuldades, os das ruas, os das colónias, e os que estão nas associações.
Entrei ás 8 horas, e o meu primeiro cliente é um velhote acompanhado pelo filho. Não havia mais ninguém aquela hora, em espera, loja quase deserta de clientes, ali, pois tinham ido todos para a peixaria, como é hábito. Não havia motivo para reclamar!
Faço o atendimento tudo normal, pergunto se tem cartão continente. Responde que tem, mas que o mesmo não lhe dá nada, e que nem o deixam dormir, porque até quando está a dormir, lhe mandam mensagens para o telemóvel. Mostrou-me o cartão, só para eu ver que o tinha, e continuou a reclamar, mas já não registei o resto do discurso, na minha cabeça.
Ora, haverá alguma coisa melhor para começar o dia? Um cliente resmungão é sempre tão animador!
De vez em quando, há situações, onde os clientes se recusam, ou ficam ofendidos por pedirmos para ver os sacos vazios que trazem de casa e que estão dentro do carrinho. Bastava que os levassem dobrados ou os mostrassem, mas alguns clientes levam-nos em formato balão, no fundo do carrinho, de forma suspeita, pendurados na frente, ou até, já pendurados nos braços pelas asas, e depois, com um braço esticado, e a outra mão vão arrumando os artigos. Foi assim, que surgiu uma situação de roubo, como também, quando vão pendurados no puxador.
Não tem conta, as vezes que levam "brindes" escondidos propositadamente , mas depois, quem parece ficar mal visto, é quem apanha as situações. Também surgem situações, que logo se percebe, que foram involuntárias.
Deveria haver uma forma, comum a todos os supermercados, onde os clientes fossem convidados a passar os sacos, por um túnel, que fizesse RX do interior dos sacos, assim, movidos pela vergonha, de certo que seria um investimento, que daria lucro, tinha era de ver universal!
Qualquer coisa do género da imagem que apresento neste artigo, em vez das malas, seriam os sacos, e no ecrã via-se o interior!
Se calhar vão achar que é uma medida muito drástica, mas não é fácil lidar com o público, nestas situações!
Eu gosto de ter tudo programado, gosto de rotina, de organização. Quando alguma coisa surge inesperadamente, quando algo muda, preciso de tempo para me adaptar e fico stressada com a situação.
Aqui há uns dias estava com um problema no ombro direito, devido a um esforço, ao ter de pegar um artigo pesado que um cliente [cliente lesiona] me atirou pela frente, sem me dar tempo, de fazer o registo de outra forma.
Estava a atender uma jovem que percebeu que eu estava com esse problema, e prontamente se mostrou recetiva ao problema, dizendo que entendia, que aquela tarefa era prejudicial à saúde.
Como tenho fibromialgia, sou mais sensível, mais fraca de músculos. Há dias em que consigo contornar este obstáculo, pedindo ao cliente, já que o mesmo, não quer colocar os artigos, normalmente no tapete, que levante o artigo no lado do tapete de saída, mas nem sempre o cliente entende, e só quer entregar justamente os artigos pesados pela frente, estando o tapete já todo ocupado, porque quer arrumar os pesos no fundo do carrinho, pensado só em si, e achando que é só um pacote de detergente, só uma grade de cervejas, não vai lesionar ninguém. Seria tão mais simples colocar o artigo sobre o tapete e pronto!
Hoje essa mesma jovem esteve lá, e pegou num artigo pesado e disse "hoje já parece estar bem, pode me registar aqui estas coisas mais pesadas"!? Pensei: "afinal ela não entendeu nada!" Então isto é conforme os dias, ou deveria ser uma regra a seguir sempre!? Mesmo que um dia esteja bem, ao repetir o esforço, claro que a lesão vai voltar!
Existe no meu supermercado um colega que tem uma condição especial, onde ele praticamente não usa o braço direito, e ainda assim, sendo o problema dele bem visível, já vi, lhe darem os artigos pesados pela frente, em braços! Onde está o respeito, a inclusão!?
Seria tão mais fácil, se houvesse uma forma diplomática de fazer os clientes entenderem esta situação. Talvez um cartaz, talvez um artigo na televisão, algo que os fizesse considerar, pensar, consciencializar. Proteger os funcionários pode evitar baixas médicas!
Este saco de pano ecológico do continente é muito resistente, durável e confortável para ir às compras e não só. Tem a vertente solidária pois vem com um QR para depois de seguimos os passos, ser plantada uma árvore, em África.
Uma das perguntas que temos sempre que fazer ao cliente, é, se ele quer a fatura com o número do contribuinte. Era uma pergunta, cuja resposta, deveria ser sempre, sim ou não, e só depois, dizerem o número. Mas, na maioria das vezes, começam logo a ditar, ainda nós não carregamos na tecla/opção para o efeito.
Então eu pergunto a um cliente, se a fatura é com o número contribuinte e o cliente diz "100". À pressa eu digo "espere só um momento"...vou à tecla/opção digito 100, e fico à espera do resto, e o cliente diz " é 100 , mas sem contribuinte!"
Vá lá que nos deu para rir! E o senhor ainda me disse que já não era a primeira vez que a situação lhe acontecia!