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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Obrigada a quem nos entende, percebe e colabora

Há dias bons, mesmo bons. Clientes compreensivos , pessoas prestáveis. Hoje foi um desses dias, que só tenho a agradecer aos clientes!

Uma tarefa, que a empresa nos pede, é que nos certifiquemos se os sacos que os clientes trazem de casa, estão vazios, e nem sempre é fácil ter uma abordagem eficaz nessa matéria. Tento sempre pedir educadamente, e com toda a leveza possível!

Facilita-nos muito o trabalho se o cliente os mostrar de livre vontade ou se os trouxer de forma que dê para perceber que estão vazios. Se estiverem dobrados ajuda mais, do que os trazerem no fundo do carrinho, em formato balão, uns dentro de outros. Esta é mesma a pior forma, a meu ver.

Eu até nem gosto de me armar em fiscal, mas tenho de fazer o meu trabalho. Sinto que é uma tarefa não só do segurança, mas também nossa. E já vi tantos "brindes" a serem desviados.

Há clientes mais difíceis, mas são uma minoria. Os clientes habituais e os mais compreensivos, talvez porque também trabalham, eles próprios fazem questão de mostrar os sacos vazios e até algum saco que traga alguma coisa de fora. É uma atitude de louvar a qual eu sempre agradeço.

Se eu for ás compras, seja no supermercado onde trabalho, ou em outro, faço questão de mostrar os sacos vazios, e se não tiver como deixar alguma coisa que traga de fora na receção, também mostro com todo o gosto. Faz parte da minha boa educação e formação!

Obrigada a quem nos entende, percebe e colabora!

sacossobreotapete.jpg

E tudo o respeito (vento) levou...

Estou a atender uma cliente, que tira os artigos para cima do tapete e depois tem o fundo do carrinho forrado com sacos de ráfia, todos em formato balão.

Infelizmente, existem estas pessoas que, ou não têm noção que estão a dificultar o nosso trabalho, ou que acham que existe um RX que verifica se não vai nenhum artigo escondido, ali. Debruço-me para observar o fundo e os sacos,   a senhora, aí na casa dos 45/50 anos anos diz: "os sacos estão todos pagos, alguns, nem são daqui!" Ao que eu respondo, que não era isso que estava  a ver, mas sim se estavam vazios, porque nós temos  de verificar. Com ironia ela responde:" você é que me tem de provar que levo aqui alguma coisa!" Fico tão surpreendida que não consigo logo responder, mas continuo a observar o carrinho e vejo qualquer coisa lá  e pergunto "e aquela coisa amarela, ali, o que é?" A senhora retira um pack com três canetas, atira-me para cima e diz-me "Está toda contente, não é"!?

Apenas respondo que estou a fazer o meu trabalho! Queria ter dito muito mais, mas estava bloqueada. Existem clientes muito desafiantes mesmo. Felizmente são uma minoria!

clientesassim.jpg

 

A pressa é maior nas filas

As pessoas quando vão ao supermercado, grande  parte,  vão com pressa, até mesmo ao domingo. Essa pressa é mais evidente nas filas da linha de caixas, porque nos corredores, há até disponibilidade para destapar produtos e cheirar, ou   nos momentos de encontro com conhecidos, também  há sempre tempo.

 Ainda há dois dias estive num supermercado da concorrência, e a fila era enorme, mas lá,  ninguém disse nada!

Este domingo  houve ali um momento de maior afluência. Situação que pode acontecer, em qualquer supermercado. Mas é principalmente no continente que as pessoas reclamam. Estava eu a atender uma cliente que não estava a conseguir fazer um pagamento quando alguém me chama. Era um senhor aos gritos. Diz-me:  "Olhe lá, não está a ver a quantidade de gente aqui à espera!? Mande abrir outra caixa!" Respondi que não era a mim que me competia mandar abrir outra caixa. Então ele diz: "Não pode abrir, mas pode chamar pelo rádio, ou tenho de ser eu a fazer o seu trabalho!?"  A partir desse momento e dado a consideração que ele teve pelo meu trabalho, deixei de o ouvir e continuei a fazer, justamente o meu trabalho. Se calhar se fosse, há uns tempos atrás teria ficado stressada e incomodada com esta atitude, mas ultimamente tenho andado a aprender, que quando não depende de mim, não tenho que me estar a stressar.

A demora nem sempre é por falta de mais caixas. Atendi um jovem casal com dois filhos, que primeiro tiraram as compras para cima do tapete e só depois, o homem foi ao carro buscar sacos. o tapete cheio de artigos, e a senhora a olhar para mim. Tinham carrinho, podiam ter metido lá os artigos e arrumado no parque, mas não, quiseram lá saber que havia pessoas à espera. As pessoas da fila olharam, mas não se manifestaram. Isto sim, incomoda-me!

Faço sempre o meu melhor, com a maior rapidez e eficiência que consigo, isso é que me importa !

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