Ainda não tinha acabado de atender um cliente, já estava a cliente seguinte com o seu carrinho a querer passar. Chegou mesmo a tocar com o carrinho nas costas do cliente que estava a atender. Ainda disse em tom de riso "ai desculpe"! O cliente estava completamente encurralado entre o carrinho do cliente seguinte e o seu próprio carrinho. Vi a cara feia que ele fez, e, antes que desse confusão, resolvi intervir e pedir à cliente seguinte para se chegar um pouco para o lado da fila. Felizmente a senhora atendeu (mas não sei se entendeu) o meu pedido!
Mas é raro o dia em que esta situação não aconteça!
Esta imagem, é a fila de um banco, mas bem que se poderia pensar em algo do género para a fila do supermercado, não me refiro a fila única, mas no respeito pelo espaço/distância e privacidade de quem está a ser atendido!
Uma cliente habitual (habitual em reclamar sempre de alguma coisa), já na fase do pagamento entrega-me em mão o seu multibanco. Insiro-o na maquineta e digo-lhe "pode confirmar". A cliente marca o código e no fim diz: "Ah fez pagamento com multibanco!? Eu queria pagar em dinheiro. Mas pronto, deixe lá! Agora já está!"
Fiquei a olhar para a senhora com cara de espanto! Só me acontecem destas! As pessoas não sabem nem o que fazem nem o que querem. Anda tudo atordoado!
Já atendi um senhor tantas vezes e nunca me ocorreu que ele já tivesse 97 anos, e em breve a fazer os 98. Fiquei mesmo surpreendida. É que o senhor não tem nem cara, nem postura e muito menos conversa para uma pessoa tão idosa. Mas, disse-me ele, trabalhou desde os 13 anos e esteve numa mesma empresa 49 anos. Enfim, teríamos tema para uma grande conversa, não fosse o movimento do supermercado exigir que eu tivesse de dar atenção ao cliente seguinte!
Obrigada ao SAPOBLOGS pelo destaque do post O pós sacos de borla nos supermercados , pois é um tema actual, que suscita diferentes opiniões e é sempre positivo falar sobre o assunto.
Um casal de brasileiros e um português de meia idade chegam à minha caixa, todos animados. Animados como muitos brasileiros já são de natureza. Começa a senhora a dizer-me: "Ah brasileiro é mesmo distraído, esqueci as bolsas, e agora!? Não consegue umas caixas para mim?"
Começo a registar os artigos e foi o momento mais divertido do meu dia. O jeito deles, as conversas, os nomes que eles davam às coisas. Houve um momento em que um dizia-me para registar mais um saco e o outro, o português, dizia para eu não o fazer, e eu já não sabia a quem obedecer. Depois o senhor brasileiro, dizia: " então agora que já não dão bolsas, o que acometeu aos empacotadores?" Lá lhes disse que nós nunca chegamos a ter esse cargo neste supermercado. E a senhora diz "pois é, brasileiro está muito mal acostumado"! Enfim, parecia que estava a assistir e a participar numa novela brasileira cómica!
Sempre tive dúvidas, se nós, bloggers, podíamos ou não, colocar imagens tiradas da internet nos post's dos blogs. O que encontrei nas minhas pesquisas não me elucidou muito. Será que basta referirmos a fonte? Apenas, não quero, que os autores das imagens se sintam defraudados por isso.
Gosto de usar imagens nos posts. As Imagens dão interesse ao texto, e entretêm um pouco a vista. As imagens, também podem ser usadas para destacar e salientar determinados temas do texto, bem como transmitir certas mensagens ou ideias. Algumas imagens são da minha autoria (alguns cliparts depois transformados, por exemplo, uso também o PowerPoint, o photoshop, fotografias, etc), outras copiadas da internet. A imagem de layout do blog, bem como a capa do 2º volume do livro é da autoria da Sara Teixeira e foi-me cedida pela própria, a quem sou muito grata. Se de alguma forma eu tiver usado alguma imagem que não devia, peço ao autor que me avise para eu corrigir o erro e remover a dita imagem. Pelo menos deixo a minha boa intenção, se assim se pode chamar, com esta pequena imagem de texto, que coloco na barra lateral.
Os meus últimos clientes de hoje, eram uma senhora e um jovem. Depois de colocarem todos os artigos sobre o tapete, passam com o carrinho para o outro lado. Reparo que vai no carrinho uma caixa com cerejas.
Eu: Ainda está uma caixa no carrinho!
Senhora: São cerejas!
Jovem : Sim, são as cerejas.
E nada de me as darem para eu as registar. Mas eu fico em modo de espera/parada e é aí que me dão a caixa!
Já nem sei o que pensar das atitudes dos clientes! Será que pensavam que as cerejas eram oferta!?
Desde que acabaram os sacos de borla, muitas situações têm acontecido. Basta mexerem na carteira das pessoas, se é que assim se pode dizer, para que aconteçam logo mudanças! Há de tudo um pouco; há os que levam os artigos nas mãos, mesmo quase a caírem para o chão, há os que já vão prevenidos de casa com sacos de pano ou de outro material , há os que levam todos os artigos dentro do carrinho e depois os despejam na mala do carro. Poucos são os que compram sacos de plástico, mas ainda, existem algumas pessoas a terem esta opção.
Também houve uma outra mudança, se antes eram as operadoras de caixa que embalavam, ou ajudavam a embalar, grande parte dos artigos, agora são os clientes, que o fazem. Por um lado é bom, porque assim, cada um pode arrumar as coisas à sua maneira, separar o que têm de separar, juntar o que acham que podem juntar, encher até onde querem encher. Aliás, em outros supermercados esta prática já existia. Por outro lado, podemos ter de esperar um bocadinho pelo cliente. Mas nunca aconteceu a espera ser muito longa por este motivo. E se a pessoa tiver dificuldade, nós também ajudamos!
No entanto, ontem aconteceu uma situação com uma cliente, que não gostei muito. Era uma cliente ainda nova, daquelas, perdoem-me a expressão, de nariz empinado!
Eu : Saco, quer saco!?
Cliente: Quero saco e as coisas lá dentro!
Logo no inicio desta prática, um cliente trazia um saco de plástico de casa, já dos velhinhos (dos que antes eram oferecidos) e pediu-me para lá colocar uns artigos e o saco rompeu-se, e ele, muito zangado comigo, disse-me logo, que eu é que o tinha estragado e que agora lhe tinha de dar um novo!
Uma jovem cliente, acompanhada do marido/namorado, chegou à minha caixa com os artigos numa mão, na outra mão trazia uma canadiana. Começo a registar os artigos e reparo que ela tem uma escova de dentes embalada no decote, via-se apenas a cabeça da escova. Esperei que ela dissesse alguma coisa. Como não disse, atrevi-me a perguntar se aquela escova era da dali, ao que ela respondeu: "ah sim, é! não consegui foi agarrar em tudo"!
Fiquei surpreendida. Fica sempre a dúvida, pois o artigo era fácil de "agarrar", aliás, mais fácil do que qualquer outro artigo, mas não quero ser injusta, ao pensar que a intenção da senhora era, não pagar a escova!