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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Pensamentos provocados pela caixa expresso...

 

Durante uma semana calhou-me ficar 4 dias seguidos na caixa expresso. Deve ter sido coincidência. Além de uma colega (que sabe o quanto eu adoro lá ficar) me ter questionado se eu tinha assinado um contrato com aquela caixa, só uma cliente me perguntou se eu estava de castigo... Nestes quatro dias houve sempre alguém a fazer-me nervos.
 
Pessoas a gozarem não só comigo mas também com os outros clientes, como foi o caso de uma senhora dizer que tinha duas contas, e vi-a contar os artigos dez para um lado, oito para outro. Esta senhora já de alguns cabelos brancos ouviu de um jovem que lá estava na fila, a expressão: falta de respeito pelas pessoas e pelas regras. Abençoado jovem, disse-lhe aquilo que eu gostaria de dizer, mas que não posso.
 
Nestes mesmos quatro dias, houve minutos em que enquanto as minhas colegas atendiam pessoas com carrinhos cheios eu estava sentada a fazer nada! Comecei a pensar em formas de melhorar este sistema da caixa expresso, e vejam as ideias tolas que eu tive:

 

- A placa a dizer 10 unidades que está pendurada no tecto e que força as pessoas a olhar para cima, devia de estar mais baixa para que as pessoas batessem com a cabeça nela;
- Haver um sensor com voz, e de cada vez que alguém se aproximasse (uma voz suave, como aquela das paragens das estações do metro), ouvia-se: "está a aproximar-se de uma caixa expresso, atendimento destinado a clientes até 10 unidades, sendo apenas UMA conta por cada cliente. Obrigada pela compreensão"!
 
E pronto é nisto que dá aturar a incompreensão dos clientes relativamente a esta caixa expresso.

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