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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Um agradecimento aos clientes...

Ontem, faltou a luz. Numa hora com alguma afluência de pessoas.

Havia pouca claridade, o gerador não devia de estar a cem por cento. Na  minha caixa, o tapete não andava e o scanner não lia os códigos de barras. Até que a situação se resolvesse, ia digitando o código de cada produto. Pensei que seria situação de uns minutos, como era habitual. No entanto, continuava assim. Comecei a stressar, pois queria ir mais rápido, mas não conseguia, e, com a pressa, digitava mal os códigos e tinha de repetir! Penso que não era a única, mas havia caixas em que o scanner funcionava.

Posso dizer que perante esta situação, os clientes foram super compreensivos e prestáveis. Chegavam a acender a lanterna dos telemóveis para  ilumirem e assim eu  digitar melhor os códigos, porque, como já referi, não havia quase luz. Diziam-me que não fazia mal a demora que entendiam. Uma senhora, não sei se era psicóloga, mas a conversa com ela, acalmou-me bastante. Outra senhora até me agradeceu o tempo que estive a passar aqueles produtos todos um a um, disse-me que me ia deixar um café pago na cafetaria.

Eu pedia sempre desculpa aos clientes pela demora, e eles diziam que não havia problema. Estou tão, mas tão grata a estas pessoas que naqueles longos minutos me ajudaram e confortaram. Tão bom, quando é assim! Muito obrigada a todos!

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A Missão continente deste Natal de 2022

Mais um ano, mais uma vez a missão continente tem uma campanha que que visa ajudar as instituições que, durante todo o ano, fazem com que haja comida nas mesas dos que mais necessitam.

«Ao comprar um vale Presentes à Mesa, na sua loja Continente, Continente Modelo, Continente Bom Dia e Continente Online, no valor de 1€ ou 5€ estará a apoiar:

  • Rede Emergência Alimentar 

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  • Instituições sociais locais associadas a cada loja Continente 

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O valor de cada vale será distribuído, em partes iguais, entre a Rede de Emergência Alimentar e as instituições sociais locais selecionadas por cada loja, numa ótica de envolvimento e compromisso com a comunidade local.

O total angariado reverte na íntegra para a Rede de Emergência Alimentar e para as instituições envolvidas.»

Da minha parte apenas queria pedir, para que contribuam, mas, caso não o possam fazer, apenas respondam "não, obrigada!" Nós não precisamos de justificações, nem de criticas, se estamos a pedir é porque faz parte do nosso trabalho. Nós precisamos de motivação e não de desanimar. Já sabemos que têm sido campanhas atrás de campanhas e estamos sempre a pedir, mas também, a situação nunca esteve assim, nunca houve tanta necessidade!

Obrigada, clientes,  pela vossa paciência e consideração. Bem hajam!

O Cliente resmungão

Tinha duas pessoas na minha fila, e avisei que ia fechar a caixa, quando chegou um senhor.

Então o senhor pergunta: "mas vai fechar, porquê!?"

Ao que eu, que nem é habitual responder, respondi: "Olhe porque temos horários, temos necessidade de almoçar, de ir à casa de banho!"

Ele continuou a falar e a dizer que o cliente tinha sempre razão e que eu não tinha de lhe responder!

A colega de trás estava a apreciar a situação e até com ela o senhor se meteu!

O  senhor já tinha idade e  experiência de vida, para perceber, mas quanto mais velhos, mais implicam com o tempo que têm que esperar! Será que não gostava de sair a horas do seu trabalho, será que trabalhava o dia todo sem ir à casa de banho ou sem comer!?

Enfim, não há condições!

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Na primeira fila, a assistir ao aumento dos preços no supermercado...

Sinto que estou a assistir na primeira fila, à angustia das pessoas com estes aumentos dos preços dos artigos do supermercado, ou não fosse eu, uma operadora de caixa, atenta!

Já não são só os velhinhos que se queixam, é a população em geral! Não é fácil ver as pessoas atentas ao registo a olhar para o ecrã, onde a conta vai somando, e ver a sua desilusão. É triste quando nos pedem, para anular artigos, porque o dinheiro não  vai chegar!

Ainda há dias um cliente, quando leu que tinha de mostrar os sacos vazios, disse que sabia que o motivo, era o de as pessoas roubarem, e, disse também, que não tinha pena nenhuma do patrão, porque "eles" não param de aumentar os preços. O senhor até podia ter a sua razão, mas eu respondi, que os funcionários tinham a responsabilidade de impedir que isso aconteça, porque se isso acontecer, nós seriamos prejudicados nos nossos postos de trabalho.

Já vi nas noticias que até as latas de atum tinham alarmes, isso ainda não chegou, que eu saiba, ao "meu" continente, mas pouco deve faltar.

Alguém tem de fazer alguma coisa, para que isto mude. A responsabilidade, não pode ser toda por causa da guerra. O custo de vida está muito alto, para os baixos ordenados.

Se as pessoas começarem a roubar, que capacidade teremos nós, funcionários de supermercados, para impedir!?

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Campanha continente do banco solidário animal

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A venda de vales destas campanha, é algo que me deixa um pouco stressada, por não conseguir fazer melhor, e não é por falta de empenho, deve ser mesmo falta de vocação!

Quando a campanha se dirige ás  pessoas, há quem diga que prefere ajudar os animais, quando é para os animais, as pessoas dizem que primeiro estão as pessoas!

Se as pessoas respondessem apenas sim ou não, era mais fácil, agora ter de ouvir certos argumentos, tira o estimulo, e desanima-me!

Mas há quem que tenha talento para estas vendas de vales, acredito que haja pessoas, que até maçãs podres iam conseguir vender.

Quem me conhece sabe o importante que é esta causa animal par mim. Eu sou solidaria, eu alimento, cuido, protejo, medico gatos de uma colónia, sei da importância que têm estes donativos para as associações, por isso gostaria de conseguir ajudar mais, mas não é fácil.

No entanto, vou sempre tentado, por eles, pelos animais, pelos mais carenciados, pelos sem donos, pelos que os donos são carenciados e precisam de ajuda para os alimentar, pelos que vivem nas ruas, pelos que vivem nas associações, já que é todos estes, que as campanhas se dirigem!

A falta de civismo e a falta de respeito pelo espaço!

Uma  senhora ainda não tinha embalado todas as compras nem tinha pago, quando outra pessoa, já estava a passar para o tapete de saída, abriu inclusive o saco para me mostrar o que tinha lá dentro.

A principio, julguei que estava a acompanhar a senhora cujo atendimento ainda não tinha acabado e que a ia ajudar a embalar. Tirou até um livro de dentro do saco para  me entregar para eu registar, quando a outra senhora, a olha de forma estranha.

Foi aí que entendi que eram duas desconhecidas, onde uma estava certamente, perdoem-me se ofendo,  atordoada.

Nesse momento,  eu disse que ela tinha de esperar, porque ali eu só atendia uma pessoa de cada vez!

A senhora que estava a ser atendida, na sua educação e humildade ainda diz "ah desculpe, se calhar sou eu que estou a demorar demasiado tempo!"

Ao que eu respondo imediatamente: "não, não, a senhora está no seu tempo, esta senhora é que tem de esperar!"

A outra senhora, a tal que aqui chamei de atordoada, respondeu dizendo: "abrissem  mais caixas !"

Nem um pedido de desculpa, nem o reconhecimento do erro. Nada!

Haja paciência, infinita paciência!

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O aproveitamento do direito à prioridade

Um dia de muito movimento e filas, um senhor de cadeira de rodas, pede licença para passar e passa à frente de todas as pessoas. É legitimo, é um direito, o direito da prioridade!

No entanto, o sr estava acompanhado da mulher e filha e foram elas que lhe colocaram os artigos no colo, deram a volta e ficaram à espera dele no lado da saída. Além disso passou à frente de um casal de  velhotes, onde um deles dele, tinha  um joelho com mazelas de uma queda e até marcas na cara. E quando a esposa deste senhor  questionou da sua atitude, ele imediatamente levantou a voz e começou a discursar, o discurso da praxe!

Foi atendido, mas todas as pessoas viram a sua atitude, a sua falta de bom senso e o seu aproveitamento da situação, e não deixaram de comentar uns com os outros e até comigo!

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Acontecem coisas extraordinárias com o número de contribuinte das pessoas

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Acontecem realmente situações extraordinárias com o número de contribuinte das pessoas. Tanta vontade de responder, mas lá me tenho contido.

Quando se tornou possível associar um número de contribuinte ao cartão do continente, estava  longe de imaginar que a criatividade das pessoas ia fluir a cada dia.

A operadora pergunta ao cliente se quer o número de contribuinte no cartão, e o cliente em vez de responder sim, ou começa logo a ditar, ou inventa coisas, por exemplo, que o contribuinte está atrelado! O que  dá vontade de responder: "A sério!? Não me diga! E como foi que isso aconteceu!? Quem foi que fez esse trabalho!?"

A última foi que o contribuinte estava atribulado! Pensei dizer:" coitadinho, mas deixe lá, há-de ficar bom!"

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