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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Se estiver a ser atendido na caixa do supermercado, não fale ao telemóvel

Há aquela antiga frase "se conduzir não beba" e a mais recente "se conduzir não fale ao telemóvel"! São ambas frases sábias e para cumprir à risca. Porque uma coisa, impede de fazer bem a outra. E pegando na segunda frase, posso fazer uma terceira "se estiver a ser atendido na caixa do supermercado, não fale ao telemóvel".

 

Há uma cliente que raramente é atendida sem que esteja ao telemóvel. Quando a vejo, começo logo a desejar que não venha à minha caixa, pois como está ao telemóvel, não responde ás  perguntas que tenho de fazer obrigatoriamente, e é difícil prosseguir.

 

Na ultima vez que lá foi, ao telemóvel, fiz as perguntas não respondeu a nada. A conta foi €9.80, deu-me uma nota de €50. Dei-lhe o troco e foi embora. Daí a minutos, regressa ao supermercado, vem ter comigo e pergunta-me se não deixou ali o troco. Como viu a minha cara de surpresa com a pergunta, disse: "pois, é que eu por acaso estava ao telemóvel e não me recordo..."! Lá lhe respondi. A colega que estava atrás de mim, também me disse : "pois ela está sempre ao telemóvel..."!

 

Por aqui se vê a importância de não fazer estas duas coisas ao mesmo tempo, porque além de empatar os outros,  até o próprio cliente não se concentra... é permitido falar, mas se possível, aguarde.

 

Não tinha melhor altura para fazer a chamada?

Já aqui escrevi várias vezes sobre a dificuldade que há em atender clientes que estão a falar ao  telemóvel. Compreendo, que por vezes, quando ele toca, seja importante atender, dependendo que quem está a chamar.

 

Outra coisa, é o cliente estar a colocar as coisas no tapete, e ele próprio ligar para alguém...e depois não faz bem, nem uma coisa nem outra, pois são capazes de colocar uma caixa de detergente sobre uma caixa de ovos, sem se darem conta. 

 

 

É do tipo estar a conduzir e a falar ao telemóvel, onde pode acontecer algum acidente, apesar de no caso do atendimento no supermercado não correr um risco tão elevado.

Eu não queria incomodar, mas diga-me: tem cartao continente?

É sempre aborrecido quando estamos a atender alguém que está ao telemóvel. Queremos despachar serviço, mas as pessoas não respondem ás nossa perguntas, e não conseguimos avançar. No entanto,  se não fizer as perguntas, há sempre alguém que afinal queria fatura e depois a culpa é minha, porque não fiz a pergunta. Muitas pessoas são incapazes de pedir à pessoa com quem estão a falar que aguarde.  E normalmente  há pessoas na fila para atender, que ficam também prejudicadas.

 

Por vezes até parece que eu é que estou a incomodar a pessoa que está em amena cavaqueira ao telefone.

Falar ao telemóvel enquanto está na caixa do supermercado

 

Este episódio que hoje conto, faz lembrar aquela frase :"se conduzir não fale ao telemóvel". Chega uma senhora à minha caixa com o seu carrinho cheio, a abarrotar de artigos. Vai colocando os artigos com uma só mão, porque a outra está a segurar o telemóvel. Depois de encher o tapete, e ainda ao telemóvel passa para o outro lado com o carrinho ainda com artigos. Digo-lhe que não pode passar porque ainda lá tem bastantes artigos. Pede desculpa pela distração e vai de novo para o sitio certo. Continua a conversa e distraidamente volta a passar com o carrinho para o lado de saída, volto a fazer o reparo. A senhora até pediu desculpa e reconheceu o seu erro/distração. Mas eu já estava pronta para uma terceira vez!

 

Lá entende que o telemóvel lhe está a atrapalhar o raciocínio e desliga. Entendem porque escrevi aquela frase logo no inicio? Porque estarmos ao telemóvel e a fazer outra coisa ao mesmo tempo, não é uma boa opção. Nem conduzir e estar ao  automóvel, quer seja a falar, a enviar mensagens ou a navegar, nem estar na caixa a tratar das compras. Mas, pelo menos na caixa o perigo é menor...só que dá para compreendermos o quanto nos afeta fazer as duas coisas e tirar uma grande lição!

 

A aplicação do continente no telemóvel

Como, já devem saber, o continente tem uma aplicação, onde, através do telemóvel conseguimos usar os cupões, e dá para fazer uma serie de outras coisas, como consultar o saldo, ver folhetos... É algo fácil, pelo menos para as pessoas mais novas, e habituadas a tecnologias.  E não é preciso andar  com os cupões atrás. Dá jeito. E depois, o próprio continente tem wifi, e a pessoa pode sempre estar ligada.

 

Por vezes as pessoas menos entendidas no assunto, ficam a olhar quando o cliente está a mexer no telemóvel, para ir à aplicação, e ficam com a ideia errada, de que estamos a "brincar" ou a empatar tempo a ver fotografias ou algo do género. Mas enfim, aos poucos vão começando a entender.

 

É uma aplicação, bastante útil, não concordam!?

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Quando estiver a ser atendido não fale ao telemóvel

Uma cliente está a colocar as compras sobre o tapete, ao mesmo tempo que vai falando ao telemóvel. Entretanto, não sei se desligou ou se a chamada caiu, pois quando olho a senhora já não está a falar.

 

Entretanto passa para o outro lado lado e diz-me: "só um bocadinho, que eu estava a meio de uma chamada importantíssima". E... está a ligar para alguém, quando o tapete está cheio de artigos por arrumar...

 

Nem se importou em organizar os seus produtos,  respondia às minhas perguntas por acenos  "se queria contribuinte" ; "se queria descontar o saldo". Não percebi qual o assunto da conversa, não posso opinar sobre a urgência do mesmo. Mas comparei esta situação a um "se conduzir não fale ao telemóvel", porque a cliente estava tão compenetrada no telefonema, que tudo o resto era feito de forma desorientada...Porque depois de tudo concluído, é que pediu contribuinte, quando, antes me tinha acenado um "não" com a cabeça.

 

Quando lhe disse "eu perguntei, mas a senhora disse-me que não queria", ela responde "eu estava ao telemóvel, percebi lá, o que me disse..."!

 

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Atenção: não existe nada que proíba o cliente de falar ao telemóvel durante o tempo do atendimento, mas se poder evitar, ou se puder fazer ou receber a chamada, dai por 3 ou 4 minutos, era melhor, tanto para si (não se atrasava nem se baralhava), como para quem está à espera...

Ainda é preciso trazer os cupões para ter os descontos?

"Ainda é preciso trazer os cupões para ter os descontos?" Foi a pergunta que ironicamente um cliente me fez. Como se a tecnologia já estivesse tão avançada que os ditos cupões mesmo ficando em casa dentro do envelope, por telepatia os pudessem  usar.

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Pois ainda não chegamos aí, mas, há outras maneiras, tais como, usar a máquina que está à entrada para os imprimir, usar a aplicação no telemóvel, ou ainda, a SMS/lembrete que o continente envia aos clientes com o código do desconto!

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Como se pode ver, há muitas maneiras de usar os cupões!

A melhor hora para teclar uma mensagem é...

Já registei todos  artigos da cliente, que até eram poucos. A cliente está a escrever uma mensagem no seu telemóvel. Faço as perguntas habituais, as quais todas levam um "não" (não tem cartão, não quer saco, não quer fatura). Digo o total e a cliente continua a teclar. Pergunto vai pagar em dinheiro ou cartão, para ver se a senhora se apressa, e ela diz-me "espere só eu acabar isto". Eu sento-me na cadeira e digo: " eu espero, eu, e as restantes pessoas da fila!" A senhora pousa o telemóvel, faz o pagamento e saí em ritmo bem acelerado...

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Sempre ao telemóvel

Vai lá um cliente que parece estar sempre ao telemóvel. É quando chega, é enquanto anda nos corredores a escolher os artigos, e é, principalmente, na fase do pagamento. É que nem dá para receber as respostas   ás perguntas do costume, do tipo "tem cartão continente"; "vai desejar fatura". O Sr. está sempre ocupado. Ainda assim faço as perguntas, nunca obtenho é as respostas, apenas me faz sinais com a cabeça!

E infelizmente há mais pessoas assim...

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O telemóvel está primeiro

Lá vem mais uma senhora a falar ao telemóvel, enquanto coloca as compras no tapete. Perante a situação vou embalando as compras. Digo o total e a senhora com a mão direita aberta faz-me sinal para eu esperar. Há pessoas na fila a torcer o nariz, há uma operadora de caixa parada à espera que a  cliente pague, e há uma cliente a falar  de banalidades ao telemóvel. Sento-me na minha cadeira e digo : " isto só a mim"! A senhora começa a procurar a carteira na mala diz à pessoa que está do outro lado: "espera aí, não desligues!" Paga, volta a pegar no telemóvel, volta à mesma conversa e saí sem me dirigir a palavra!

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