Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Um mal-entendido

Como já aqui referi, agora os clientes com cartão continente, podem associar o mesmo ao número de contribuinte.

 

Pergunto a um cliente se precisa de contribuinte na fatura e ele responde que NÃO. Sigo com o processo, o cliente paga e eu entrego o talão. Já estou a atender outra pessoa quando o senhor vem ter comigo e pergunta-me onde está o contribuinte lá no talão. Respondo:  "mas o senhor disse que não preciso o número de contribuinte!?" Ao que me responde: "não é preciso porque já lá está, disseram que associando o cartão, já não era preciso estar sempre a dar o número"!

 

Tive de dizer ao senhor, que por o número estar associado, não quer dizer que a fatura já saia automaticamente com o mesmo, porque o cliente pode nem sempre querer fatura. Simplesmente,  à pergunta da operadora terá de responder se quer ou não,  e respondendo afirmativamente, dizer  que já está associado. Encaminhei o cliente para o balcão de informação para  assim pedir a fatura, pois na caixa eu já não podia reverter a situação!

 

mal-entendido[1].jpg

 

Clientes que levam os artigos sem sacos

 

semsacos.jpg

Há mais de dois anos que os sacos de plástico são pagos no continente. E depois de todo este tempo, muitas pessoas ainda não se habituaram, e mesmo não os querendo pagar, esquecem-se deles ou em casa ou no automóvel. Muitos clientes me confessam, que já têm uma vasta coleção de sacos em casa.

 

O que é curioso  é que muitas pessoas, resolvem levar as compras nas mãos, nos braços até ao parque de estacionamento. E quando são em grupo, repartem os artigos por cada elemento, incluindo as crianças.

 

Experimentem ficar á porta de saída do supermercado e vejam a quantidade de clientes que saem com os artigos sem qualquer saco, atitude que há dois anos atrás, seria impensável.

 

Mesmo que não o façam por uma questão ambiental, mas sim para não gastar dinheiro, creio que já é uma forma de diminuir o uso do plástico...

As pessoas têm direito a um atendimento com a devida privacidade

Continuo a presenciar situações de falta de civismo entre os clientes, principalmente no que diz respeito ao espaço. Ainda não terminei de atender um cliente e já o outro está a roçar neste. Chegam a dar com o carrinho nos calcanhares ou nas costas do outro; chegam a ficar a observar o outro a marcar o código do multibanco, chegam a ocupar o tapete com os seus sacos quando ainda está na vez do outro.

 

Talvez um dia andem à chapada, pois já faltou mais. Talvez depois se pensa numa solução, uma  marca no chão, sensores, cartazes, advertências na rádio do continente...

O ritual errante da ida ao supermercado (com correção)

É inacreditável, como muitos clientes repetem sempre o mesmo ritual errante:

  • saem do parque de estacionamento e entram no supermercado
  • depois quando chegam à caixa, lembram-se de ir imprimir os cupões
  • e os outros que esperem
  • colocam as compras no tapete
  • vão ao carro buscar os sacos
  • e os outros que esperem

 

Não seria mais correto:

  • saírem do estacionamento com os sacos
  • já que passam pela maquineta imprimirem logo os cupões ou trazerem-nos de casa na carteira
  • colocarem as compras no tapete
  • embalam as compras
  • e assim não empataram ninguém

 

É tudo uma questão de organização ,  de bom senso e até de civismo!

imagem786JPG.jpg

Gentinha simpática

depositphoto.jpg

Vem a chegar um casal habitual, aí na casa dos 60 anos. Estão entretidos na conversa,  cumprimento-os. Começo a registar os produtos. Ouço o senhor dizer qualquer coisa e a senhora responde "deixa lá, se calhar já está farta de dizer bom dia hoje"! Pensei que a conversa era entre eles e não respondi. No entanto, a senhora aumenta o volume e diz: "Não é menina!? Você já deve estar farta de dizer tanto bom dia , que não lhe apeteceu dizer à gente"!

 

E eu fiquei tão surpreendida com isto, que demorei a dizer "mas eu cumprimentei os senhores".

 

É nestas alturas que dá vontade de responder à altura, mas não posso, não é? Ora eles estavam na converseta, ignoram-me e depois dizem que eu não  os cumprimento, por preguiça!?

 

Paciência infinita...

Se não fosse cómico, seria trágico

Hoje de manhã, havia filas. Na minha fila estava a pessoa que eu estava a atender, a seguir estava uma senhora já com alguma idade, depois outra e mais trás uma outra senhora, bem mais jovem.

 

Termino a pessoa que estava a atender e quando vou para  atender a pessoa que estava a seguir, a senhora que estava atrás desta, diz: "Sou eu, porque tenho prioridade". Vai a senhora da frente pergunta porquê, ao que esta responde: " Porque sou idosa, e a nova lei, agora é assim"! Vai daí, a senhora que estava à frente responde:" Eu conheço bem a nova lei, e não é só ser idosa, é preciso ter alguma coisa, e eu fui operada a um joelho!"  Começo então, a atender a pessoa que estava à frente.

 

A senhora que se considerava idosa, até tinha poucos artigos, e se, ao invés de invocar a nova lei, tivesse pedido com jeitinho, esta senhora até tinha deixado passar, mas como teve uma atitude de arrogância, perdeu...

 

Sabem  o mais cómico disto tudo, é que esta senhora que dizia ser idosa, apenas tinha mais três anos que a senhora que atendi à frente. Foi a senhora mais jovem que averiguou as idades.

 

Por fim, quando ambas já tinham saído, tivemos de nos rir do caricato da situação...

Estar do outro lado

operadoracaixa.jpg

Hoje quando estava numa fila de supermercado para pagar umas compritas, a situação, fez-me refletir  sobre o trabalho.

 

A pessoa que estava à minha frente, virou-se para mim e disse: " é sempre a mesma coisa, tanta gente e poucas caixas abertas". Não respondi. Depois disse-me para eu apalpar o frango dela e dizer-lhe se eu achava que aquilo alguma vez podia ter saído do forno há dez minutos, como lhe tinham dito...para ela aquilo estava quase frio e assado há muito mais tempo...respondi :  "Pois, não sei". Porque não sabia mesmo, o que lhe responder.

 

Eu no lugar de cliente, e porque normalmente estou do outro lado, tento não reclamar, cumprimento sempre quem me atende, agradeço, peço por favor, tento facilitar no troco quando pago em dinheiro. Talvez porque entendo e sei dar o valor a quem está do outro lado...

As pessoas, cada vez mais, não sabem esperar

saber-esperar.jpg

Eu sei que no supermercado, os clientes estão sempre com imensa pressa, atrasados e sem paciência para esperar. Mas quando nós chegamos ao posto de trabalho se não abrimos logo a cancela, é porque precisamos de um minuto para abrir os sacos das moedas e organizar o nosso posto de trabalho. É muito stressante começarem logo com as perguntas "para que caixa é vai", "vai abrir", "demora muito". Muitas vezes eu digo que já vou chamar mas, por ordem de fila.

 

Num dia destes um cliente disse que ia já pondo as coisas no tapete, eu  concordei, pois não havia mais ninguém em espera.  Comecei a abrir os sacos das moedas, chega um outro senhor e começa a pedir-me um saco transparente porque o saco das laranjas se tinha rebentado, e como eu não respondi logo, repete a pergunta. Eu apenas queria abrir a caixa quando já estivesse tudo pronto, para evitar estas confusões. As pessoas, cada vez mais,  não sabem esperar!

Hábitos difíceis de deixar

Já não me recordo há  quantos anos,  é que são os clientes a inserir o cartão multibanco no terminal para de seguida marcarem o código e efetuarem  o pagamento das compras, mas já são alguns. Sei, que muitas vezes, a primeira atitude do cliente é entregar o cartão à operadora, e só depois é que se lembram que podem ser os próprios a fazê-lo, e  que aliás eles (os clientes) estão até mais próximos da maquineta que a operadora.

 

Mas são hábitos tão enraizados e tão difíceis de deixar. Até eu própria, por vezes, na condição de cliente, chego a dar o cartão à operadora de caixa...

 

E vocês vão logo colocar o cartão no terminal, ou, a primeira opção é entregá-lo à operadora!?

 

cartao.jpg

Tome lá a casca da banana

Uma avó com o seu netinho querido e lindo, chega á minha caixa , coloca os produtos sobre o tapete, e entrega-me em mão uma casca de banana e diz: "olhe tive de dar uma banana ao Francisco, mas está aqui a casca se quiser pesar junto com as outras!"  Por cinco segundos, não reagi, mas depois disse: "deixe estar isso, não há problema"! Peguei na casca e meti no lixo!

 

Moralmente, se calhar foi uma boa decisão, mas, a senhora colocou-me numa situação um pouco incomoda. Sou empregada, e não posso andar para aí a dar coisas que não me pertencem, que não são minhas. Imaginem que a moda pega! O patrão não ia gostar. Mas, pronto, talvez tenha sido uma vez sem exemplo! E era uma criança! Se bem que é de pequeninos, que os devemos ensinar que só se pode comer as coisas, depois de as pagarmos.

 

Casca_de_Banana[1].png