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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Aí não se mexe...

Com esta campanha da "Star Wars", nós temos de ter naquele espaço diminuto, as  saquetas para dar aos clientes. Esse espaço está envolvido pelo acrílico, mas mesmo assim, uma criança foi lá tirar as saquetas, e o pai, ao invés de repreender a criança, disse-me que eu é que tinha de arranjar outro ligar para colocar aquilo. Ora o miúdo é que mexeu naquilo que não lhe pertencia e  invadiu o meu espaço...

 

Mas não só as crianças, há adultos que também gostam de tocar/mexer nas coisas que estão lá. Por vezes apetecia-me ter lá um mata moscas!

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Sim, ele já lá está, mas quer ou não quer!?

Como sabem, desde algum tempo que já é possível ter o número de contribuinte associado ao cartão continente, mas ele - o NIF, não vai automaticamente ter à factura, precisa de ajuda, por isso nós perguntamos de precisa do mesmo na fatura, porque,  o cliente pode não querer o número em todas as faturas, ou pode até querer num número diferente do que está associado, já que tal, é possível (nós explicamos tudo no momento da adesão)... E nós, não sabemos á partida, se o número já está associado, daí a pergunta.

 

Operadora de caixa: - Precisa do número de contribuinte na fatura?

Cliente: Não, ele já lá está!

Operadora de caixa: Mas preciso de saber se quer nesta fatura ou não?

Cliente: Mas disseram, que bastava dizer uma vez, e depois ficava logo lá!

Operadora de caixa: Snif....

 

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Ainda há detalhes, e pormenores a tratar neste campo

Uma  jovem senhora vem a chegar com uns artigos na mão,  e pergunta-me se pode passar. Julguei que ela tinha pedido a vez a uma senhora que tinha o tapete cheio, mas como ainda faltava atender um senhor,  eu disse " sim, mas este senhor, está ainda para ser atendido!" Ao que ela responde, apontado pra trás de onde estava o marido com uma criança ao colo: "Pois, mas você não levanta a cabeça!? Eu tenho um bebé"!

 

Pedi desculpa à senhora pela minha "falha" pedi licença ao senhor que deveria atender, e atendi a madame, enquanto o papá passou pro outro lado com a criança, que estava tranquilinha. Vi o olhar das pessoas e pensei que fosse dar problema. A senhora que tinha o tapete cheio de artigos, depois desta sair, educadamente questionou-me e opinou sobre a atitude da senhora.  Respondi que concordada com ela e que a entendia, porque faltou àquela mãe, educação e principalmente bom senso, pois, apesar de ela ter o direito, a criança estava com o pai,tranquila. Não estavam muitas pessoas na fila, era só esperar um bocadinho.

 

Acho que esta lei, ainda tem umas arestas a precisar de serem limadas... faltam uns cartazes, conversas, informações, flyers a apelar ao bom senso das pessoas...

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Nós, os pobres...

Um cliente engana-se no código do multibanco quando está a fazer o pagamento. Diz-me que vê mal, e pede-me para ser eu a marcar o código e diz o  código em voz bem alta. Primeiro eu disse que não  podia marcar,  mas ele insiste e repete o código. Preocupada eu aconselho-o a não dizer assim o código a toda a gente. Resposta do senhor. "Deixe lá que não levava mais do que 15 ou 20 mil euros, não ia muito longe"! Fiquei surpreendida. Parecia que estava a gozar com os pobres. Como se 15 ou 20 mil euros não desse para fazer tantas coisas.

 

Quisera eu ter esse valor na minha conta!

 

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O dia de responder torto e não levar represálias

Um dia destes, em conversa com uma cliente que também trabalha no atendimento ao público, comentávamos o facto de por vezes termos vontade de responder de forma mais crispada a certos clientes, quando eles são incorrectos, mas sabemos que  não o  devemos fazer.

 

Acabei por concluir que gostava de ter um dia em que me dissessem: "hoje podes responder aos clientes o que quiseres, o que achares adequado, que não vais ter qualquer represália, por isso"!

 

O que podia acontecer, era nesse dia, não aparecer nenhum cliente desses, porque felizmente a maioria deles, são simpáticos, educados e civilizados!

 

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Complicar aquilo que é simples

Os cupões de 10% no total das compras ou de €5 em compras com valor superior ou igual a €20, são simples de entender. Mas, sempre que há aqueles cupões em percentagem nos artigos, acontecem sempre umas interpretações confusas. Muitas vezes,os clientes não lêem o cupão todo, ou só lêem a parte que lhes interessa.

 

No entanto, a situação que hoje relato, o cupão era simples, a cliente é que complicou, interpretou mal, e teimou sempre que tinha razão. O cupão dizia 25% em batatas fritas embaladas, excepto ultracongeladas, a cliente trazia uma embalagem de cheetos (bolas de queijo).

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A cliente teimou que os cheetos eram batatas fritas, porque estavam na secção das batatas fritas. Chegaram a perguntar se era por causa da marca. Respondi "não é a marca, isso não são batatas fritas" e a cliente respondeu "desculpe mas está errada, isto é considerado batatas fritas". Eu não insisti mais, porque me pareceu que a senhora estava grávida e não a quis perturbar...

 

Por vezes, os cupões até podem suscitar algumas dúvidas, mas se o lerem mais do que uma vez e até ao fim, ou tentarem esclarecer connosco,  fica com certeza mais fácil de interpretar.