Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Quem lê o verso dos cupões?

cupoescontinente.JPG

A maioria das pessoas nem  a parte da frente lê por inteiro, quanto mais o verso. Mas devíamos de ler ambas as partes.

novascupoes copy.jpg

Ao ler o verso deste cupão, principalmente o terceiro paragrafo, ficariam a saber por exemplo, que nos cupões, agora há artigos que não contam para a acumulação de saldo, como por exemplo, gás de garrafa e livros.

 

Já alguém se tinha dado conta deste paragrafo!?

A educação também se podia utilizar

Não sei se as regras são iguais em todos os supermercados, mas, no "meu" deixou de existir uma caixa prioritária, uma vez que todas as caixas agora, o são. No entanto, no supermercado onde trabalho há uma caixa mais larga que tem a uma placa que diz "caixa apta a cadeira de rodas".

 

Eu estava nessa caixa, havia fila. Uma jovem estava com carrinho de bebé atrás e na frente estavam duas senhoras. Segundo as novas regras, o cliente prioritário tem de se manifestar, ou seja, tem de informar quem está à frente que é prioritário e pedir licença para passar, é uma questão de educação.

 

Mas a jovem mãe não se manifestou, apenas começou a falar pro ar. As senhoras estavam de costas não se aperceberam. Como eu percebi a situação, e como antes, nós intervínhamos e ajudávamos, informando que a pessoa ia passar porque tinha prioridade, eu falei. A jovem disse: "pois essas senhoras fingiram que não me viram!" Eu disse que ela própria é que tinha de pedir. E ela responde: "mas estas pessoas não tinham nada que vir para esta caixa"! E, novamente,  eu expliquei à jovem mãe, que podiam sim, porque todas as caixas eram iguais e funcionavam da mesma forma. A rapariga, lá passou com o carrinho do bebé e as suas compras.

 

Quando esta saiu, as senhoras mostraram-se admiradas com a atitude da rapariga. com a falta de bom senso e com o facto de as estarem a acusar de elas fingirem que não a tinham visto.

 

Isto está a correr mesmo bem, cada dia, há uma pra caixa!

 

imagemj78.jpg

Sobre o atendimento prioritário

«De acordo com as novas regras, têm direito a prioridade os idosos com mais de 65 anos ou com limitações perceptíveis, as grávidas, os deficientes que sejam portadores de comprovativo de incapacidade igual ou superior a 60% e os acompanhantes de criança de colo com idade igual ou inferior a dois anos. Se houver várias pessoas naquelas circunstâncias na mesma fila de espera, o atendimento é feito por ordem de chegada. » in jornal sol

filas.jpg

 

Estava a atender uma senhora com um carrinho cheio, numa caixa normal, sem prioridade. Vem uma senhora com dois artigos, pede se a deixa passar, a senhora deixa. Acabo de atender esta, chega um velhote com poucas coisas e pede também passagem. A cliente responde: “peço desculpa, mas já dei passagem a uma pessoa, estou cheia de pressa não posso dar mais passagem, se não nunca mais daqui saio!” E a resposta do velhote é a seguinte.” Você sabia que se eu quisesse, com a nova lei, eu passava e pronto!”

 

E este velhote, não tinha nenhuma limitação perceptível, era apenas idoso. Só com esta situação, consigo adivinhar o que aí vem. Como eu sempre disse, o importante é usar o bom senso. Também não sei ainda, se vai deixar de existir uma só caixa prioritária e se todas as caixas vão funcionar da mesma forma, como este senhor deu a entender. Mas, se assim for, é lógico que vai dar confusão. Muitas pessoas, estão imenso tempo na fila, têm pressa, e depois chega finalmente a vez delas, e aparece uma pessoa prioritária e passa sem qualquer consideração por esta…

 

Aqui há dias recebi um email de uma leitora do blog que me contava um episódio passado consigo. Onde uma senhora de cadeira de rodas pediu para passar. Deram-lhe passagem. Mas esta senhora apenas passou, quem colocou as compras no tapete , as arrumou, fez o pagamento, foi o marido, ficando esta senhora apenas do outro lado sentada à espera. Que me diriam desta situação!?

 

Muitas vezes é certo que as pessoas são inflexíveis e intolerantes para com os clientes prioritários, mas noutras vezes, também são estes que abusam da sua condição. Tem de haver bom senso de ambas as partes. Seria tudo mais fácil se assim fosse.

 

A nova lei entra em vigor no final do mês de dezembro, no dia 27 mais propriamente. Estou na expectativa para ver no que vai dar…

O lenço da farda

Tanto no trabalho como na generalidade das ocasiões, sempre me adaptei bem às situações e sempre gostei de cumprir regras, nem sequer punha objeções. Há alguns meses, o uso da farda das operadoras de caixa sofreu umas pequenas alterações. Do género: não podemos pintar as unhas de cores fortes, a camisa tem de estar para dentro das calças, e o lenço tem de estar atado ao pescoço com as pontas para o lado contrário ao do crachá  (antes cada operador podia usar o lenço como quisesse). Mas, agora que o tempo aqueceu, tenho  dificuldade em suportar o lenço junto ao pescoço. Eu nunca fui de usar cascóis e colares, justamente por não me sentir bem...Tenho conseguido aguentar porque comecei a usar  o cabelo apanhado. Vamos ver como corre, nem quero pensar como será o quente mês de agosto com um lenço desta forma!

Mais uma na caixa prioritária

 

Mais uma vez trago uma história repetente. Passou-se na caixa prioritária, aquela em que , regra da empresa, o cliente prioritário só tem prioridade se o cliente que está primeiro lha conceder (pois este até pode não ceder a vez). Passo a explicar. Uma senhora passa pela fila com as suas compras sem dizer nada, e trava-se o seguinte dialogo:

 

Cliente não prioritária: - A senhora passou à minha frente

Cliente prioritária:  - Sou prioritária !

Cliente não prioritária:  - Ah então se está grávida passe lá!

Cliente prioritária: - Não é gravidez...antes fosse!

Até aqui eu mantive-me calada, mas depois a senhora prioritária entregou-me um papel a comprovar a sua deficiência (que não era visivel), papel que nem cheguei a ler.

Então eu disse: -  Mesmo a senhora sendo prioritária, só pode passar à frente se a cliente lhe conceder a vez, é assim a que funciona.

Cliente prioritária: - Não, não!

Cliente não prioritária: - O que eu acho é que esta senhora podia ser mais educada e pedir licença e não era passar assim sem dar satisfações!

Cliente prioritária: - Mas no intermaché é só mostrar o papel e passo logo à frente!

Eu: - Pois mais cada empresa tem as suas regras e aqui é assim que funciona.

 

No final das contas as pessoas até estão dispostas a ceder a vez, mas se os prioritários o  fazem abruptamente, a tendência é recusarem. E depois, esta regras são desconhecidas pela maioria pessoas ditas prioritárias , ( já que aqui há uns tempos passavam deliberadamente e pronto) e apesar de estarem no seu direito têm de pedir educadamente passagem. Eu sugeria que estivesse à entrada desta caixa, nem que fosse uma folha A4, com uma frase apelando às pessoas que são prioritárias, qualquer coisa do tipo: " se é/está prioritário, peça que lhe cedam a vez". Se calhar, esta frase não é bem explicita, mas deve de haver outra que explique melhor a situação.

 

Enfim, deve de haver uma maneira, destes momentos menos bons serem reduzidos, e de haver mais harmonia!

defenicoes.jpg 

Ignorar regras

Acreditam que hoje vi uma velhinha a querer galgar a cancela da caixa que estava atrás de mim? É que mesmo não sendo permitido passar por ali, puxar a cancela para o lado, era o método mais simples e discreto, mas certamente ela foi atleta quando era nova.  E quando eu lhe disse que ela não podia passar por ali, ela fez-se de tonta e disse: " Ah então por onde é que eu posso ir?"

 

Custa assim tanto entrar e sair pelo local certo no supermercado?

Não entendo a dificuldade que as pessoas têm em cumprir as regras básicas de entradas e saídas no supermercado. A saída sem compras ninguém a encontra, depois pedem para sair pelas caixas, onde vão incomodar outros clientes que estão a tirar os artigos dos carrinhos ou a fazer pagamentos, e mesmo que não estivesse a atender ninguém...se existe uma saída sem compras é para ser usada quando se sai sem compras...mas isto deve ser uma cena complicada para muita gente.

 

Hoje, foi um cliente que queria entrar pela minha caixa. Eu disse-lhe que a entrada era lá ao fundo, e ele insistia: "mas porquê se por aqui é mais perto?" Eu respondia e ele reformulava a pergunta. Estava a ver que o caso ia dar pro torto...mas lá se dignou a seguir o caminho correto, depois da troca de algumas palavras. É que estar sempre a relembrar estas coisas aos clientes, cansa! Será que estas pessoas não têm regras nos seus empregos, nas suas casas, nas suas vidas?!

 

Vivemos em alguma selva de pedra ou quê!?

568op.jpg

 

Respostas adequadas às questões

Como os clientes do continente já devem ter reparado, o bacalhau agora tem de vir separado por cada peça ( peça não é o termo exacto, mas não me lembro qual é) em cada saco. Se um cliente quiser 4 bacalhaus pequenos que caberiam num só saco, os mesmo vêm em quatro sacos. São regras e nós só temos de cumprir. Os clientes fazem perguntas sobre o assunto, mas em vez de as fazerem na peixaria fazem-nas nas caixas.

 

Entretanto já aconteceu a peça do bacalhau ser grande e pesado e depois ao registar, dar a mensagem no nosso visor que "excede o peso" e nós termos de interromper o registo,  pedir um cartão para de seguida continuarmos o registo. Mas depois tenho de explicar tudo aos clientes, porque eles não entendem, e fazem perguntas! Mas recentemente um cliente pareceu-me ter ficado desconfiado de todo aquele processo e chegou a perguntar se o bacalhau estava bom!

 

Por vezes é difícil ter as respostas adequadas às questões dos clientes!

 

E onde é que isso está escrito?

Esta é uma observação que muitas vezes os clientes utilizam, quando há uma situação direccionada para tal. Por exemplo, perguntam se podem levar os carrinhos/cestos à rua, digo que não e eles respondem:"E onde é que isso está escrito?" Outro exemplo, digo que não se pode comer dentro no supermercado, e voltam a fazer esta mesma observação. São apenas dois exemplos, mas há muitos outros.

Será que havendo regras escritas as pessoas aceitavam melhor as coisas? Parece-me que sim, mas se calhar, depois vinha a desculpa que não leram ou que não viram.

4526870.jpg

Há regras dificeis de entender

Não é facto de raramente sairmos a horas certas ou o facto de o horário ser muito incerto ( do tipo á segunda-feira entrar às 9H e á terça entrar ás 13H) que mais me aborrece. Aquilo que mais me custa mesmo, é o facto de só podermos fazer uma pausa para comer se fizermos 5H de turno. Houve uma semana em que eu fiz uns dias 4:30H e 4:45H e passei tanta fominha, cheguei a sentir tonturas. Há regras difíceis de entender...