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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A pressa tira a cortesia

 

Se pudesse pedir um desejo de melhoria, no meu posto, pediria uma melhor organização no espaço.

 

Já devem de estar fartos de me “ouvir dizer” ou queixar de dois tipos de falta de espaço: o espaço entre a operadora de caixa e o cliente e o espaço entre o cliente que está a ser atendido e o cliente que está a seguir.

 

Começo pelo espaço entre a operadora e o cliente. Não imaginam as vezes que o cliente invade abusivamente do espaço da operadora. São capazes de colocar a carteira, os cupões em frente ao scanner onde preciso de registar os artigos. Já aconteceu  o próprio cliente registar o seu saco, porque invés de usar o espaço que tem para arrumar as compras está quase em cima da operadora, e junto ao scanner. Chegam a tirar-nos os artigos das mãos sem ainda estarem registados, arranham, bufam para cima de nós, espirram até. Mexem nos papéis que lá temos guardados. Ficam debruçados e a tapar o ecrã. Uma vez tinha uma nota de €20 para trocar por notas de €5 e o cliente pegou nela e perguntou se era falsa. Costumava ter uma caneta, já deixei de o fazer, pois também mexiam na caneta.

 

Dava jeito um acrílico mais alto, onde não conseguissem chegar aqueles três palmos de espaço que deveria de ser só nosso. Por isso eu gosto do formato das caixas do mini-preço.

 

Em relação ao espaço entre clientes, esse ainda dá mais confusão, porque está constantemente a ser alvo de abuso. As pessoas têm tanta pressa que se atropelam umas às outras. A pessoa não tem privacidade, nem para marcar o código do cartão multibanco. Por vezes, ainda não terminei um atendimento, já o outro está no espaço a preparar os sacos. Falta respeito, civismo e bom senso. Um dia destes um cliente estava a andar com o carrinho de costas e bateu no calcanhar do outro…

 

Uma marca no chão, não sei se seria o suficiente, mas talvez já fosse uma boa ajuda.

 

Por vezes as pessoas não se dão conta das atitudes que estão a praticar, porque andam sempre a alta velocidade, mas era importante que abrandassem um pouco e pensassem no assunto…

É pagar e andar, nem importa quanto

Se calhar sempre foi assim, mas agora, parece-me que as pessoas têm ainda mais pressa do que antes. Refiro-me principalmente quando as pessoas vão pagar com o multibanco. Ainda eu não finalizei a conta, ainda não passei os cupões, ainda não fiz as perguntas finais,e, principalmente ainda não disse o total, já os clientes estão a meter o cartão multibanco no terminal ou já estão a dizer "posso por o cartão?" ou "isto ainda não apareceu aqui nada"!

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Ufa que estes clientes apressados, acabam por nos contagiar!

O "desculpe" não era um pedido de desculpas

Ultimamente as pessoas andam ainda com mais pressa que o habitual. Ainda não disse o total, nem terminei as perguntas e já estão a meter o multibanco no terminal e a tentar marcar o código, isto sem ouvirem o preço...

 

Outras vezes tiram-me os produtos das mãos antes de eu os ter registado. Numa dessas vezes uma senhora arranhou-me. E como ela a seguir disse: "desculpe" eu respondi "não faz mal", mas ela continuava a dizer "desculpe", de seguida" desculpe" novamente. Acabei por perceber  que o "desculpe" era uma chamada de atenção para me dizer que tinha duas contas.

 

Afinal, nunca me pediu desculpa pelo arranhão...

 

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Qual o momento em que a pressa é maior

Por vezes, tenho a sensação que os clientes  têm mais pressa quando estão na fila a aguardar que lhe registem as compras e até na hora de pagar. Muitas vezes, ainda não conclui o registo, não fiz as perguntas da praxe, nem disse o total, já determinados clientes  estão com o multibanco inserido no terminal a tentar marcar o código!

Por isso...

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Nós não somos robôs de registar

Eu sei que andamos todos sempre com pressa, e que é complicado fazer tantas tarefas, quando há sempre entraves. É que  hoje, foi difícil conseguir sair do meu posto de trabalho. Mesmo com a caixa fechada, e já a limpar o tapete e a arrumar as coisas para sair, fui interpelada aí umas 5 vezes por clientes a pedirem que os atendesse. É que nem havia grandes filas...e depois, para atender um, teria de atender a todos. O que daria quase mais uma meia hora de trabalho, se tudo corresse bem, se não houvesse um artigo a passar mal, outro sem o código...

 

É que até é constrangedor para mim, estar sempre a  dizer que já fechei a caixa, que não posso atender, nem que seja só meia dúzia de artigos. E depois ficam ofendidos e fazem aquele olhar do gato das botas, a ver se mudamos de ideias. Porque será que as pessoas não entendem, que nós não somos robôs de registar, somos humanos temos horários, temos fome, temos necessidades fisiológicas, temos outras tarefas para fazer, se já cumprimos aquela!!!

 

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A pressa tira o bom senso ás pessoas!

Estou a atender uma cliente, que avisa logo que são duas contas!

 

A cliente está a pagar a primeira, há um espacinho vazio entre a segunda conta, não puxo logo o tapete, porque não estava mais ninguém na fila, e assim tenho tempo para entregar o troco e os talões da primeira conta á cliente. Chega uma alminha desvairada e atira os seus artigos, para aquele espaço. Olho para ela e digo:

 

Eu: - Desculpe, mas tem de aguardar a sua vez!

 

Cliente : - Mas se deixaram aqui as coisas e foram buscar alguma coisa, pode me atender num instantinho!

 

Eu: - Mas ninguém foi embora, a dona desses artigos está mesmo aqui!

 

Cliente: - Mas essa cliente já está despachada, já pagou e tudo!

 

Eu : - Pagou uma conta, agora vou registar a segunda.

 

Começo a buscar os artigos da cliente que estava a atender, deixando os desta senhora quietos no tapete. Vai , ela pega neles e vai a correr para outra caixa. A senhora que tinha duas contas estava boquiaberta com a situação, e disse-me que certamente não teria paciência para gente assim!

 

A pressa tira o bom senso ás pessoas!

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Pergunta para SIM ou NÃO

Sempre que pergunto a um cliente se "vai desejar fatura", e este ao invés de dizer, sim ou não, começa logo a ditar  o número, é um stresse, porque tenho de dizer "espere só um bocadinho", porque tenho de ir ás teclas e fazer os procedimentos. Parece que é nesta altura que os clientes, mais têm pressa!

 

Um dia, um cliente depois de eu ter pedido para esperar, continuou a ditar, e não queria repetir, porque segundo ele, "você é que pediu".  Eu respondi: "não, eu não pedi, eu apenas  perguntei se queria e depois é que ia perguntar qual era o número"! Lá repetiu, mas reclamou!

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O povo anda com tanta pressa

Os clientes deste supermercado onde trabalho andam com tanta pressa...

 

Raramente aparece alguém no supermercado que não esteja com pressa. O habitual é a pessoa andar com correrias, ou porque está na hora de almoço, ou porque está perto da hora de entrar no emprego, ou porque tem de ir buscar os filhos à escola.

 

Como devem saber quando há descontos imediatos, os mesmos só aparecem no visor depois de nós fazermos o total. Mas antes de nós fazermos o total, os clientes, já estão alterados a dizer que está tudo mal, que o preço que lá estava não era aquele, que está em promoção. Só me apetece dizer: " é pá tenha calma! ainda não lhe pedi dinheiro, o desconto é só no fim!"

 

Mas, ultimamente, o que é mais incomodo é nem esperarem, nós dizermos o total para pagarem. Então quando o pagamento é com o multibanco, inserem o cartão na maquineta e começam a tentar marcar o código quando a conta ainda não está concluída!

 

E quando querem pagar com dinheiro, antes do fim da conta, já estão a dizer: "quanto é que é?", nem me deixam fazer aquelas perguntinhas típicas no final, tipo se querem o contribuinte na fatura, se querem descontar saldo do cartão!

 

Que stresse!

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Há um tempo para tudo e está tudo coordenado

Por causa da promoção do peixe e marisco frescos, hoje o supermercado esteve bem cheio. Muitas pessoas, principalmente pessoas com pressa, para não variar.

Chegavam a tirar-me os artigos das mãos antes de eu os registar . Estava a atender uma senhora já com alguma idade, mas que estava no seu passo de senhora de idade, ou seja, devagarinho a colocar as compras no carrinho, devagarinho a tirar a carteira da mala, enfim... E  quando eu perguntava se tinha cartão  lá ia ela tirar o cartão, eu perguntava se tinha cupões e lá ia ela retirar com toda a calma  o seu cupão. Reparei que na fila estava um senhor só a bater o pé de impaciente. Até que, quando esta senhora saiu da caixa, o dito senhor diz-me: "era preciso tanta pergunta, não viu que a mulher era lenta e que estava a atrapalhar isto tudo!?" Ao que eu respondi: " mas aquelas perguntas que eu fiz á senhora fazem parte do meu trabalho e eu tenho mesmo de as fazer"! Ainda ouvi alguém na fila dizer: "nas finanças vão para pagar impostos e esperam sem reclamar"!

É que por vezes pode parecer que  as operadoras que são lentas, mas não é isso, nós temos um tempo para tudo e está tudo coordenado, não é por o cliente ter pressa que o atendimento acontece em menos tempo.

"Mil e uma coisas" para fazer à hora de almoço

Estou a registar as compras a uma cliente que tem duas contas. Quando retiro do tapete uma saca de ração de 10Kg fica um espaço livre até à segunda conta. Vem uma outra senhora cheia de pressa,  olha em redor e coloca as suas compras no sitio onde estava a saca, sem me dar tempo de puxar o tapete e diz: " passe lá isto antes que a outra pessoa apareça"! Ao que eu respondo: " mas a outra pessoa não desapareceu, está aqui"! A senhora sentiu-se embaraçada e foi com as compras nas mãos para outra caixa!

A senhora que eu estava a atender,  só me disse: " olha para isto  e se eu tivesse ido buscar alguma coisa esquecida? Passava-me logo à frente, olha que lata!"

Normalmente estas situações de pressa, acontecem na hora do almoço, porque as pessoas querem fazer tudo nessa hora, e depois, se encontram obstáculos, ficam logo stressadas!