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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Sem palavras

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Chega à minha caixa, aquele cliente, sobre o qual já aqui falei muitas vezes, principalmente da sua constante boa disposição. Cumprimenta-me com um aperto de mão,  noto logo que algo se passa, pois ele não vinha com piadas e brincadeiras como é hábito. Pergunto se está tudo bem, ao que ele responde. "não, está tudo mal!". Então eu pergunto se é a esposa que está novamente doente e ele responde: "não,  doente ela não está, já está, é enterrada!" Neste momento, eu fiquei bloqueada, surpreendida, sem saber o que dizer, pois ainda há tempos os tinha vistos lá aos dois.

 

Foi aquela doença maldita, houve uma altura que a senhora esteve internada, mas depois já lá ia de novo com o marido, é lamentável, eles chegavam a ir lá quase diariamente, sempre juntos.

 

Fiquei triste, nós vamos nos afeiçoando ás pessoas...claro que depois sentimos a sua falta

Cliente de luto pelas suas cadelinhas...

Há poucos dias, na minha caixa estava uma cliente já habitual que  entre comuns cumprimentos de "como está e/ou como tem passado" noto a senhora bastante triste. Confessa-me então que tinha uma cadelinha já muito velha e doente e quando esta morreu a outra cadela começou por deixar de comer e a ficar triste e  procurar a "amiga". Cinco dias depois faleceu também. Entre lágrimas e já com outras pessoas a seguir a conversa dizia" não me digam que os animais não tem sentimentos, porque eu sei que têm, esta cadelinha morreu de desgosto pela perda da "amiga"!

 

Esta senhora deve ter mais animais , pois levou muitas rações. Embora uns não substituam o lugar dos outros, sempre dá para aliviar um pouco, espero...