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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

As pessoas têm direito a um atendimento com a devida privacidade

Continuo a presenciar situações de falta de civismo entre os clientes, principalmente no que diz respeito ao espaço. Ainda não terminei de atender um cliente e já o outro está a roçar neste. Chegam a dar com o carrinho nos calcanhares ou nas costas do outro; chegam a ficar a observar o outro a marcar o código do multibanco, chegam a ocupar o tapete com os seus sacos quando ainda está na vez do outro.

 

Talvez um dia andem à chapada, pois já faltou mais. Talvez depois se pensa numa solução, uma  marca no chão, sensores, cartazes, advertências na rádio do continente...

O respeito pelo espaço

Há coisas que nunca mudam. Uma delas é o respeito pelo espaço. O espaço entre clientes e o espaço da própria operadora de caixa.

 

O cliente está sempre a colocar os seus cartões e cupões justamente à frente do scanner, quando não atira com o molho de chaves onde está o cartão cliente para a nossa frente. Debruça-se em cima do visor. Quando está impaciente sopra para cima de nós. Ora o nosso espaço só tem aí meio metro, custa assim tanto não o invadir!? Há um supermercado da concorrência que tem o acrílico bem mais alto, o que protege mais a operadora, era bom termos um assim!

 

Entre clientes, é admirável o respeito que têm uns pelos outros. Estão sempre a roçar uns nos outros com a pressa. Uma pessoa que quer marcar o código do multibanco tem de fazer cá uma ginástica. Chegam a pisar-se. Dava tanto jeito uma marca no chão, como nos bancos, onde o cliente seguinte só pudesse avançar quando o cliente anterior tivesse terminado todo o processo, mas não, andam sempre a chocar uns com os outros!

 

É uma falta de civismo, que até enerva!

 

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Delimitação de espaço - supermercado

Ontem foi daqueles dias, em que duas ou três situações, me fizerem , novamente, pensar em invasão de espaço.

Primeiro foi o conflito de dois clientes, porque um estava colado ao outro, mesmo antes do pagamento.  Impressionante, é que a pessoa que estava a arrumar as suas compras nem tinha espaço para se mexer, houve discussão da brava! O que faz falta? Uma marcação de espaço como existe nos bancos, pois, as pessoas tem direito ao seu espaço e à sua privacidade, nem que seja só por uns míseros minutos!

Depois, como sabem, nós temos os selos das facas à nossa frente, e o acrílico, a parte se separa a operadora do cliente é muito baixo. Um cliente estava debruçado quase em cima de mim, nem me deixava ver o visor e às tantas vejo-o a mexer nos selos, e num gesto brusco toco nos selos, como que a achar que o cliente os queria tirar. O cliente, disfarçou e disse, que queria selos. Eu disse que ele tinha de esperar eu acabar a conta, e que eu é que os dava! O que faz falta? Um acrílico, mais alto, quer na nossa frente, quer um bocado na lateral, como há no Mini-Preço, por exemplo. Já que a falta de civismo das pessoas parece não ter limites!

Privacidade a marcar o código no pagamento com multibanco

Não quero ser chata e repetitiva, mas há uma cena que me deixa mesmo indignada. Refiro-me ao facto de na fila o cliente que está a seguir não deixar o cliente que está a ser atendido marcar o código do multibanco com a devida privacidade. Nos bancos, por exemplo, existe uma linha amarela no chão ou mesmo uma fita a marcar o espaço...podia existir algo do género. Já estive nos dois lados, ou seja, como espectadora (caixa) e como cliente...e é uma situação lamentável!

O espaço da operadora de caixa

Já por algumas vezes falei neste assunto, e sei que por vezes me torno repetitiva, mas é algo que aborrece. O facto de a parte do acrílico que separa o cliente da operadora ser muito pequeno e baixo, faz com que o cliente invada o nosso espaço. Desta vez, eu tinha em cima da registadora uma nota de vinte euros, porque estava à espera que a supervisora me trouxesse quatro notas de cinco. Um cliente, pega na nota e com ar de engraçadinho pergunta: "esta é falsa ou quê!?" E eu, por instinto, tiro a nota da mão da pessoa de forma um pouco brusca, ao que o senhor diz: "estava com medo que eu ficasse com a nota ou quê?" Só me apeteceu mandar-lhe um berro! Brincadeiras tolas!

Cada macaco no seu galho

Há coisas que dificilmente me habituarei. Uma delas, é a invasão do nosso, já tão pequeno, espaço. Ou é para nos tirarem a caneta, ou é para tirarem-nos sacos da frente, ou até mesmo os artigos das nossas mãos,  antes de devidamente registados...é impressionante! Mas a última que sucedeu na minha caixa, foi um cliente, já com alguma idade (pelo menos suficiente para ser educado), se debruçar sobre o tapete de forma a carregar no botão que faz andar o tapete! È que não há respeito algum! Pois além de estar a invadir, ainda está a chamar a operadora de caixa de incompetente, por não ter ela, já puxado o tapete. E que tal esperar um bocadinho? Se a operadora ainda não puxou o tapete é porque tem outras tarefas mais urgentes, ela não se esqueceu ou não o fez porque não lhe apeteceu! Pensa que se vai despachar mais cedo por isso!?

Irrrrr

O espaço entre o cliente e o operador de caixa

No outro dia num supermercado da concorrência, fiquei com uma certa inveja das operadoras de caixa de lá! Elas têm a sorte de ter a parte em acrílico que separa o cliente do operador muito mais segura, mais alta, maior. É tipo uma barreira onde assim o cliente não poderia fazer certas coisas como nos fazem. Porque muitos clientes invadem o nosso espaço, mexem nas nossas coisas, como por exemplo na esferográfica, arrancam-nos os artigos das mãos antes de nós os registara-mos, tiram-nos os sacos da frente. Um dia tinha lá notas de cinco euros que a colega do balcão me tinha trazido e como eram novas, um cliente resolveu pegar-lhes, fiquei impressionada!

 

Delimitação de espaço

Hoje quando eu pedia a um cliente que confirmasse o total da conta no multibanco, este continuava de braços cruzados a olhar para mim... e fazia sinal com o pescoço para o cliente seguinte que estava encostado a ele. Foi aí que mais uma vez percebi que este problema continua. Então eu pedi ao cliente seguinte se ele dava licença, e foi um pouco embaraçoso, porque este não me pareceu ter entendido. Bastava um pouco mais de civismo por parte das pessoas. Talvez uns cartazes a apelarem para o facto ajudassem, porque acredito que a maior parte das pessoas nem se dá conta...

 

Há espaços que temos de respeitar

Por vezes há coisas que vistas de fora, podem achar que não têm importância alguma, mas estando "dentro do terreno" podem fazer algum sentido. Refiro-me a um facto que já aqui falei antes. É o momento em que ainda não acabei o atendimento a um cliente e o  seguinte já está atrás deste, encostado ou mesmo quase colado ao mesmo. É que eu chego a colocar-me no lugar da pessoa que está na sua vez e que se está a sentir pressionada pelo cliente que se segue!

 

Há dias, uma cliente confessou-me o seguinte : " da outra vez que estive aqui consigo queria pagar com o multibanco, mas a cigana que estava aqui estava mesmo em cima de mim e tive medo que me visse o código!" Eu lembrava-me perfeitamente da situação e tive a sensação que a cliente queria pagar com o multibanco e não em dinheiro porque a vi ali a hesitar. Suponho que esta senhora cigana nem teria habilidade para decorar um código, mas enfim, intimida um pouco haver uma pessoa por perto quando se pretende usar o multibanco.

 

Eu não sei se existe alguma solução para este caso, mas eu sinto nos clientes este incomodo. É facto que esta situação não acontece sempre, e há pessoas que são educadas e compreendem a situação e só se aproximam quando é chegado o momento certo, mas e esta minoria? Que se pode fazer? Dizer :" olhe desculpe...mas importa-se de se chegar um pouco...é que ainda não acabei de atender este senhor! Obrigada." É o que me ocorre dizer, e já o fiz, mas depois deixo o cliente embaraçado...

O cliente que queria ficar com a minha caneta

Uma ferramenta indispensável no meu trabalho é uma esferográfica, se não tiver uma comigo, sinto logo a falta. Costumo tê-la no bolso da camisa ou em frente ao teclado da registadora. Neste caso, estava no segundo lugar. Uma caneta azul que eu tinha comprado , porque aquelas do Modelo tinham acabado e porque já me habituei a esta.

 

Acontece que um cliente, daqueles que não percebe que há um espaço só da operadora, retira-me a caneta e diz :" olhe peça outra caneta ao seu chefe, que eu vou ficar com esta"! Eu disse logo :" diga?" Ao que ele responde :" A caneta do Modelo, este ano ainda não pedi nenhuma" !  É então que eu lhe digo :" Mas essa caneta não é do Modelo, comprei-a eu "! Resposta " Ah como era azul, pensei que fosse... tome lá a caneta"! Peguei na caneta e arrumei-a no bolso. Este senhor nem um pedido de desculpas usou. Agora tenho sempre a dita  no bolso, é que não há pachorra!