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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

As pessoas têm direito a um atendimento com a devida privacidade

Continuo a presenciar situações de falta de civismo entre os clientes, principalmente no que diz respeito ao espaço. Ainda não terminei de atender um cliente e já o outro está a roçar neste. Chegam a dar com o carrinho nos calcanhares ou nas costas do outro; chegam a ficar a observar o outro a marcar o código do multibanco, chegam a ocupar o tapete com os seus sacos quando ainda está na vez do outro.

 

Talvez um dia andem à chapada, pois já faltou mais. Talvez depois se pensa numa solução, uma  marca no chão, sensores, cartazes, advertências na rádio do continente...

Onde pára o espirito natalício, na ida ao supermercado?

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Nos últimos dias, tenho notado as pessoas muito stressadas, apressadas, impacientes. Parece que andam numa correria enorme para chegar não sei onde. E os dias de maior afluência ainda não chegaram...

 

Uma senhora, depois de colocar alguns artigos no tapete, pega na sua grande carteira aberta e coloca-a em frente ao scanner onde eu tenho de registar os artigos. Digo:" olhe deixou aqui a sua carteira, e assim, não consigo registar", lá a tirou... Deixa-me indignada este abuso do espaço da operadora de caixa que já é tão pequeno!

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Não quero parecer desconfiada, mas uma vez, eu tinha os selos dos copos à minha frente e um senhor estava debruçado em cima do meu ecran, com as mãos quase a chegar aos selos, e a tapar-me a visão para o ecran.

 

De outra vez,  uma senhora estava ainda a arrumar os seus produtos, já uma das clientes seguintes estava a colocar sacos abertos, no tapete de saída.

 

De outra vez ainda, estava uma senhora a querer marcar o código do multibanco e tinha um senhor mesmo colado a ela , de forma que a senhora estava só a enganar-se no código, tive de pedir ao senhor que se desvia-se um pouco, ficando este todo ofendido!

 

 E um senhor que levou literalmente com o carrinho de outro nas costas, pois o outro vinha de costas a empurrar o carrinho e não viu que a pessoa ainda não tinha saído dali!?

 

Faz tanta falta umas marcas no chão para que o cliente que está a ser atendido fique protegido quer dos encontrões, quer da privacidade no pagamento e embalamento das suas compras, bem como, um novo sistema de caixas onde as operadoras não sejam invadidas pela ocupação indevida dos clientes incivilizados, que mexem nas nossas coisas, e invadem o nosso espaço!

Coisas que irritam os clientes no supermercado

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Hoje, resolvi me debruçar sobre um comentário/queixa que me deixaram aqui no blog. São duas situações que acontecem diversas vezes, e que também me incomodam, como operadora de caixa e inclusive como cliente.

 

«Há duas coisas que me irritam nas filas do supermercado: 1ª quando a pessoa que está atrás de mim se cola a mim como se fossemos siameses; 2ª quando quem está atrás de mim vem acompanhado e o acompanhante passa por mim quando a funcionária ainda está a registar as minhas compras ou ainda estou a pagar e passa para o outro lado da caixa e fica a ver o que a funcionária e eu estamos a fazer! »

 

Eu ainda acrescentaria a parte em que o cliente tem de marcar o código do multibanco para efetuar o pagamento e o cliente a seguir fica "plantado" atrás deste.

 

Não tenho uma solução perfeita, mas deve de haver alguém que tenha uma. A mim, só me ocorre colocar um marcador pintado no chão, como existe em alguns bancos, mas quase de certeza, que a maioria das pessoas nem ia dar pelo marcador ou iam achá-lo despropositado. Ou então, colocarem  placares pendurados na zona com apelos suaves aos clientes, de forma a que estes fiquem consciencializados e não ofendidos.

 

O ideal era haver mais civismo por parte das pessoas, mas infelizmente, parece difícil que haja.

 

Há um espacinho só meu

Na  orientação do espaço na caixa, cada operadora o dirige, como lhe dá mais jeito, em determinados pontos e em outros pontos é como está estabelecido. Nós temos, por exemplo,  um local para os sacos, outro para os artigos deixados pelos clientes e outro ainda,  para guardarmos o triplicado das faturas que temos de levar para o escritório no fim do dia.

Recentemente, uma cliente, depois de ser atendida volta à minha caixa achando que não lhe tinha dado o talão, e precisava do mesmo, caso tivesse de trocar alguma coisa. Chegou à minha caixa e vai direto às minhas faturas dizendo que devia de ser um daqueles papeis. Invadiu espaço privado. Isto porque o  acrílico  que separa o cliente da operadora é muito baixo e a tendência dos cliente é estarem sempre a mexer nas nossas coisas. E eu, num gesto instintivo, tirei as faturas da mão da senhora e disse que aquilo era meu. A senhora afirmava que eu não lhe tinha dado o talão e eu sabia que lho tinha dado. Depois lá o descobriu dentro da mala...

Mas será que as pessoas não se dão conta que devia de haver uma linha que separa a operadora do cliente!?

O problema repete-se

Ainda não tinha acabado de atender um cliente, já estava a cliente seguinte com o seu carrinho a querer passar. Chegou mesmo a tocar com o carrinho nas costas do cliente que estava a atender. Ainda disse em tom de riso "ai desculpe"! O cliente estava completamente encurralado entre o carrinho do cliente seguinte e o seu próprio carrinho. Vi a cara feia que ele fez, e, antes que desse confusão, resolvi intervir e pedir à cliente seguinte para se chegar um pouco para o  lado da fila. Felizmente a senhora atendeu (mas não sei se entendeu) o meu pedido!

Mas é raro o dia em que esta situação não aconteça!

Esta imagem, é a fila de um banco, mas bem que se poderia pensar em algo do género para a fila do supermercado, não me refiro a fila única, mas no respeito pelo espaço/distância e privacidade de quem está a ser atendido!

Mais privacidade ao marcar o código do multibanco no continente

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Imagem copiada da internet

Agora a maquineta onde os clientes marcam o código do multibanco é diferente, para dar mais privacidade. Mas as pessoas que são mais altas e que têm de marcar os algarismos que estão em cima o 1, 2, 3 têm de fazer uma certa ginástica para marcar o código. Mas todos têm concordado que está melhor assim.

Foi , quanto a mim, uma boa opção, já que o cliente que está a seguir tem sempre a tendência de se colocar em cima do que está a marcar o código!

Há um supermercado que costumo ir, por uma questão de proximidade, onde tento sempre pagar em dinheiro, porque o sistema de pagamento deles com multibanco não oferece qualquer privacidade, falta-lhe estas partes laterais como o  continente tem.

Delimitação de espaço - supermercado

Ontem foi daqueles dias, em que duas ou três situações, me fizerem , novamente, pensar em invasão de espaço.

Primeiro foi o conflito de dois clientes, porque um estava colado ao outro, mesmo antes do pagamento.  Impressionante, é que a pessoa que estava a arrumar as suas compras nem tinha espaço para se mexer, houve discussão da brava! O que faz falta? Uma marcação de espaço como existe nos bancos, pois, as pessoas tem direito ao seu espaço e à sua privacidade, nem que seja só por uns míseros minutos!

Depois, como sabem, nós temos os selos das facas à nossa frente, e o acrílico, a parte se separa a operadora do cliente é muito baixo. Um cliente estava debruçado quase em cima de mim, nem me deixava ver o visor e às tantas vejo-o a mexer nos selos, e num gesto brusco toco nos selos, como que a achar que o cliente os queria tirar. O cliente, disfarçou e disse, que queria selos. Eu disse que ele tinha de esperar eu acabar a conta, e que eu é que os dava! O que faz falta? Um acrílico, mais alto, quer na nossa frente, quer um bocado na lateral, como há no Mini-Preço, por exemplo. Já que a falta de civismo das pessoas parece não ter limites!

Situação embaraçosa

Depois de sair, costumo ir, quase  sempre, fazer umas compritas. Resolvi comprar um saco ecológico. Quando o abri para colocar as compras, o que é que encontrei colado no seu interior!? Uma pastilha elástica. Fiquei tão surpreendida que mostrei à colega que estava a registar as minhas compras, disse-lhe:"olha só o que aqui está!" A cliente que estava a seguir  e que já estava colada no meu espaço é que respondeu: "ah uma pastilha elástica"! Entretanto fui embalando as minhas compras. Depois de ter pago, não sei como, peguei na carteira e no cartão continente que estavam à minha frente. Dei dois ou três passos à frente e quando ia colocar o cartão na carteira, vi ao abrir a carteira que a mesma não me pertencia. Voltei logo atrás e percebi que a carteira era daquela cliente que estava comigo na fila. Pedi desculpa, e disse que como a carteira estava no lado tapete onde eu ainda tinha as minhas compras e como era muito parecida com a minha, a tinha apanhado por engano. A senhora felizmente não se importou muito, e até disse que nem tinha dado conta por eu a ter levado. Mesmo assim, fiquei tão envergonhada pelo meu lapso!

É certo que eu podia estar mais atenta, mas se a senhora não estivesse no meu espaço antes de chegar a sua vez , esta situação podia se ter evitado. Volto a dizer que faz falta algo, como certos bancos têm, uma linha a marcar o espaço, para que o cliente a seguir só avance quando o anterior tiver feito o pagamento e tirado as compras!

Post com recorte .

Privacidade a marcar o código no pagamento com multibanco

Não quero ser chata e repetitiva, mas há uma cena que me deixa mesmo indignada. Refiro-me ao facto de na fila o cliente que está a seguir não deixar o cliente que está a ser atendido marcar o código do multibanco com a devida privacidade. Nos bancos, por exemplo, existe uma linha amarela no chão ou mesmo uma fita a marcar o espaço...podia existir algo do género. Já estive nos dois lados, ou seja, como espectadora (caixa) e como cliente...e é uma situação lamentável!