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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Dia ganho

É tão bom estar no trabalho e aparecer uma criança tão simpática, conversadora, inteligente, e principalmente tão educada...

 

Nem precisou da ajuda da mãe na conversa, já sabia a data de quando as aulas iam começar, também pensei que ia para o 1º ano, mas disse-me logo que já ia para o segundo...

 

E é assim que se ganha o dia...

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A pinta do miúdo

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Estou a atender um senhor acompanhado do seu filho, que terá cerca de 10/11 anos. Levam uma guloseima. O pai está a fazer o pagamento com multibanco, e o filho pergunta se já pode abrir a embalagem e comer a sua guloseima. O pai não responde. O filho repete a pergunta, mais duas ou três vezes, o pai continua calado. O miúdo olha para mim, sorri, encolhe os ombros e diz "o meu pai ás vezes, fica surdo"!

 

Lá nos rimos...Este miúdo, tão natural na sua atitude,  teve a sua graça!

Ai que medo!

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Hoje uma miudinha pequenina, mas cheia de pelo na venta, disse-me a franzir o sobrolho, e de mãos postas na cintura: " porque estás tu a mexer nas minhas coisas, hã!?"

 

Nunca tinha visto tanta pujança em tão tenra idade. A mãe lá lhe explicou que eu estava a registar as coisas e que não ia ficar com elas e obrigou-a a pedir desculpas, ela fê-lo, mesmo contrariada. Nesta idade chega a ser até engraçado, mas quando crescer, vai ser uma menina rezinga, ai isso vai!

 

Tome lá a casca da banana

Uma avó com o seu netinho querido e lindo, chega á minha caixa , coloca os produtos sobre o tapete, e entrega-me em mão uma casca de banana e diz: "olhe tive de dar uma banana ao Francisco, mas está aqui a casca se quiser pesar junto com as outras!"  Por cinco segundos, não reagi, mas depois disse: "deixe estar isso, não há problema"! Peguei na casca e meti no lixo!

 

Moralmente, se calhar foi uma boa decisão, mas, a senhora colocou-me numa situação um pouco incomoda. Sou empregada, e não posso andar para aí a dar coisas que não me pertencem, que não são minhas. Imaginem que a moda pega! O patrão não ia gostar. Mas, pronto, talvez tenha sido uma vez sem exemplo! E era uma criança! Se bem que é de pequeninos, que os devemos ensinar que só se pode comer as coisas, depois de as pagarmos.

 

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Cobras de plástico nos chupas

Não sei que ideia peregrina tiveram os senhores da chupachups, para meterem umas cobras pegadas aos chupas. No continente onde eu trabalho, os chupas estão em cima do tapete ao lado da operadora, e eu sempre que me calhava ficar ao lado de uma caixinha com esses chupas, tinha de retirar de lá a caixinha dos chupas, para a caixa atrás, aquilo faz-me impressão. Uma vez, até foi um cliente que me fez esse favor, e uma senhora até disse:" nem quero imaginar uma criança com o chupa na boca e uma cobra pendurada, que mau gosto"!

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Não acham isto feio!?

 

Quem é má!?

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Hoje na minha caixa, um menino trazia um artigo na mão. A mãe avisou-me logo que aquilo era para ficar ali, não era para registar. E disse ao menino: "não podes levar isso, porque a senhora, precisa de ficar com ele, não é!?". Posto isto, eu disse : "sim, preciso mesmo"! E o menino olha para mim e diz . "és má!"

 

A senhora/menina da caixa é sempre a má da fita :(

 

Nós, não estamos habituados a ver esta situação

Como de costume, nesta altura do ano, já chegaram os sotaques, ou melhor os emigrantes. A língua francesa, principalmente,  já se ouve nos corredores e linha de caixa do supermercado, onde trabalho.

 

Hoje  um casal já habitual, observou uma situação com emigrantes, e comentaram-na comigo. Disseram-me que era um jovem casal português a falar francês (acho que os ouviram a falar as duas línguas). Tinham uma criança com eles que deveria ter uns dois anitos. Acontece que o dito casal, deixou a criança sentada no carrinho sozinha num corredor, enquanto eles, os pais, andavam em outros corredores,  longe da criança. Esta senhora, que falava comigo, até me disse que teve de desviar o carrinho da criança para passar e os pais completamente alheios a tudo. A mulher ainda me disse, que ela bem poderia ter levado o carrinho com a criança dali para fora, que eles nem se dariam conta!

 

Entretanto, consegui ver o dito casal e a criança, que me pareceram, bem tranquilos.

 

Disto eu tiro pelo menos três  conclusões: ou no país onde eles estão a viver há tanta segurança, que faz com que eles estejam convictos que não haveria qualquer problema; ou acham que estando em Portugal e na terra, ninguém faria mal à criança; ou ainda, são daqueles pais tranquilos, sem stresses!

 

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Mas, a criança nem reclamou nem nada!? Que criança, tão calminha!

A mãe da filha

Começo a registar artigos e vejo que é uma criança que está a colocar as compras no tapete. Uma criança pequenina, mas daquelas muito desenrascadas, e muito despachadas, cheia de genica. Disse-me logo que a mãe tinha ido buscar qualquer coisa. Perguntei-lhe como se chamava, e ela respondeu, mas perguntou logo "e tu?" Depois, a mãe ia a passar pela minha caixa  e foi a menina que chamou a mãe:" é aqui mãe"!

 

Até parecia que a situação se tinha invertido e que a pequena é que estava no papel de mãe!

 

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Crianças no supermercado

Chega uma jovem mãe com a sua menina. A menina está muito irrequieta e faladora. Ao inicio até lhe achei muita graça. Só que depois, ela começa a mexer em tudo, invadindo o meu espaço, remexendo nos papeis, nas teclas do  terminal do multibanco. E a mãe, não a repreendia! Apenas dizia "olha que a senhora chateia-se contigo"!

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Esta situação, acontece demasiadas vezes!

Quando uma criança desaparece da vista dos pais no supermercado

Estava a atender uma senhora, que estava lá ao meu lado, mas completamente ausente. Até se enganou no código do multibanco. Disse-me:" o meu marido é que sabe esse código, mas ele anda á procura do nosso filho"! Lá da minha caixa ela pergunta ao marido que anda a correr pelos corredores se já o encontrou. Ao que o marido responde negativamente. 

 

Pergunto à senhora que idade tem o filho, ao que ela me responde seis anos, mas diz-me também, que é hábito do miúdo se esconder deles. 

 

No espaço de segundos o senhor diz que não o encontra, e o caso começa a ficar sério. O pai estava bem mais aflito que a mãe. Eu já estou a dizer à senhora que vou chamar o segurança ou pedir para chamarem a criança pelo som. Tento tranquilizar a senhora,  dizendo que se ele está cá dentro tem de aparecer... As pessoas das filas também já estão em alerta.

 

A dado momento, e antes de accionarmos, qualquer mecanismo, a criança chega, com um belo sorriso, vindo da rua. Sim, a criança veio da rua, do parque dos automóveis.

 

Estas situações deixam-se tão aflita, felizmente o meu filho nunca me fez uma coisa destas. Também não me imagino, a deixar que o meu filho saísse de perto de mim e fosse para a rua, sem eu dar conta. Mas, nunca se sabe,  podia acontecer, já que as crianças são especialistas em fazer estas coisas!

 

Felizmente tudo acabou bem, mas por vezes dá vontade de usar uma trela nas crianças!

 

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