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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Um mal-entendido

Como já aqui referi, agora os clientes com cartão continente, podem associar o mesmo ao número de contribuinte.

 

Pergunto a um cliente se precisa de contribuinte na fatura e ele responde que NÃO. Sigo com o processo, o cliente paga e eu entrego o talão. Já estou a atender outra pessoa quando o senhor vem ter comigo e pergunta-me onde está o contribuinte lá no talão. Respondo:  "mas o senhor disse que não preciso o número de contribuinte!?" Ao que me responde: "não é preciso porque já lá está, disseram que associando o cartão, já não era preciso estar sempre a dar o número"!

 

Tive de dizer ao senhor, que por o número estar associado, não quer dizer que a fatura já saia automaticamente com o mesmo, porque o cliente pode nem sempre querer fatura. Simplesmente,  à pergunta da operadora terá de responder se quer ou não,  e respondendo afirmativamente, dizer  que já está associado. Encaminhei o cliente para o balcão de informação para  assim pedir a fatura, pois na caixa eu já não podia reverter a situação!

 

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Clientes que levam os artigos sem sacos

 

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Há mais de dois anos que os sacos de plástico são pagos no continente. E depois de todo este tempo, muitas pessoas ainda não se habituaram, e mesmo não os querendo pagar, esquecem-se deles ou em casa ou no automóvel. Muitos clientes me confessam, que já têm uma vasta coleção de sacos em casa.

 

O que é curioso  é que muitas pessoas, resolvem levar as compras nas mãos, nos braços até ao parque de estacionamento. E quando são em grupo, repartem os artigos por cada elemento, incluindo as crianças.

 

Experimentem ficar á porta de saída do supermercado e vejam a quantidade de clientes que saem com os artigos sem qualquer saco, atitude que há dois anos atrás, seria impensável.

 

Mesmo que não o façam por uma questão ambiental, mas sim para não gastar dinheiro, creio que já é uma forma de diminuir o uso do plástico...

As pessoas têm direito a um atendimento com a devida privacidade

Continuo a presenciar situações de falta de civismo entre os clientes, principalmente no que diz respeito ao espaço. Ainda não terminei de atender um cliente e já o outro está a roçar neste. Chegam a dar com o carrinho nos calcanhares ou nas costas do outro; chegam a ficar a observar o outro a marcar o código do multibanco, chegam a ocupar o tapete com os seus sacos quando ainda está na vez do outro.

 

Talvez um dia andem à chapada, pois já faltou mais. Talvez depois se pensa numa solução, uma  marca no chão, sensores, cartazes, advertências na rádio do continente...

O sexo do dinheiro

Como já aqui disse, tenho o hábito de colecionar provérbios, expressões e ditos dos clientes. Um destes dias falava do dinheiro e da falta dele com uma cliente, e até usei uma expressão que aprendi há uns tempos. E a cliente diz que a sua mãe tem uma outra teoria que é " O dinheiro na casa de certas pessoas é fêmea, mas na minha é macho" -  porque não se reproduz ou multiplica, não faz filhos, não dá frutos!

 

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Achei muito curiosa esta teoria!

Porque será que assobiam

Já aqui mencionei certos tiques dos clientes, que incomodam. E o assobiar é um deles. Não sei se o fazem por descontração, se acham que a melodia alegra a operadora de caixa ou se acham que são uns verdadeiros artistas.

 

Desta vez o senhor ia assobiando, numa melodia irritante, e eu tinha muitas frutas e legumes para pesar, para isso tinha que digitar códigos e clicar ma tecla balança. Se fosse só passar códigos de barras, seria mais fácil, ignorar o barulho. O senhor começou a intensificar o som, e aquilo estava a fazer-me uma impressão de tal tamanho, que eu usava uma mão para mexer nas teclas e a outra para tapar o ouvido esquerdo, mas mesmo assim, continuava incomodada. E o senhor a dada altura diz-me:"veja lá não se engane."

 

O cliente tinha dona

Um cliente já de certa idade, diz-me em jeito de segredo:" A minha dona ainda foi buscar umas coisas, por isso vá registando devagarinho!"  Eu disse que não tinha percebido, e o senhor repetiu. Afinal eu tinha ouvido bem, ele disse "dona". É que como eu também sou dona, mas de um gato, fiquei um pouco baralhada! O senhor não era africano, mas também se fosse diria "dama". Continuei intrigada. Momentos depois, lá chegou a senhora, presumo que esposa!

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Os cupões dão trabalho...

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Cada vez mais as pessoas delegam na operadora de caixa a escolha dos seus cupões para os artigos. Mesmo que estejam filas, mesmo que sejam pessoas novas e entendidas. Chegam a dizer que não têm paciência. A mim não me custa faze-lo, o que me custa é ver as filas paradas pelo tempo que demoro a retificar tudo, porque se cada cliente fizesse a sua parte e já entregasse tudo corretamente separado (como alguns felizmente fazem), as coisas funcionavam melhor e mais rápido. Claro que podem surgir dúvidas, claro que ajudamos as pessoas mais idosas, mas há tantas pessoas novas e entendidas que simplesmente não se ralam...

 

Hoje, por exemplo entregaram cupões do meu super e quando eu disse à cliente que aqueles cupões não davam para li, aliás dizia no verso do cupão, ela rasgou-os e mandou-me os colocar no lixo, e ficou toda chateada!

 

Enfim...

O ritual errante da ida ao supermercado (com correção)

É inacreditável, como muitos clientes repetem sempre o mesmo ritual errante:

  • saem do parque de estacionamento e entram no supermercado
  • depois quando chegam à caixa, lembram-se de ir imprimir os cupões
  • e os outros que esperem
  • colocam as compras no tapete
  • vão ao carro buscar os sacos
  • e os outros que esperem

 

Não seria mais correto:

  • saírem do estacionamento com os sacos
  • já que passam pela maquineta imprimirem logo os cupões ou trazerem-nos de casa na carteira
  • colocarem as compras no tapete
  • embalam as compras
  • e assim não empataram ninguém

 

É tudo uma questão de organização ,  de bom senso e até de civismo!

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Gentinha simpática

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Vem a chegar um casal habitual, aí na casa dos 60 anos. Estão entretidos na conversa,  cumprimento-os. Começo a registar os produtos. Ouço o senhor dizer qualquer coisa e a senhora responde "deixa lá, se calhar já está farta de dizer bom dia hoje"! Pensei que a conversa era entre eles e não respondi. No entanto, a senhora aumenta o volume e diz: "Não é menina!? Você já deve estar farta de dizer tanto bom dia , que não lhe apeteceu dizer à gente"!

 

E eu fiquei tão surpreendida com isto, que demorei a dizer "mas eu cumprimentei os senhores".

 

É nestas alturas que dá vontade de responder à altura, mas não posso, não é? Ora eles estavam na converseta, ignoram-me e depois dizem que eu não  os cumprimento, por preguiça!?

 

Paciência infinita...

Pequenas coisas que importam muito

Há clientes tão simpáticos, tão atenciosos, que até custa a acreditar, visto que na maioria das vezes, no dia a seguir já se esqueceram quem foi que os atendeu.

 

Acontece que eu estive bastante constipada numa semana. E passados quase quinze dias, um senhor, um velhote, disse-me:" Vejo que hoje já está bem melhor, aquilo é que foi uma gripe"!

 

Assim, sim, vale a pena! São estas pequenas coisas, que importam...Obrigada!

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