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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Se não fosse cómico, seria trágico

Hoje de manhã, havia filas. Na minha fila estava a pessoa que eu estava a atender, a seguir estava uma senhora já com alguma idade, depois outra e mais trás uma outra senhora, bem mais jovem.

 

Termino a pessoa que estava a atender e quando vou para  atender a pessoa que estava a seguir, a senhora que estava atrás desta, diz: "Sou eu, porque tenho prioridade". Vai a senhora da frente pergunta porquê, ao que esta responde: " Porque sou idosa, e a nova lei, agora é assim"! Vai daí, a senhora que estava à frente responde:" Eu conheço bem a nova lei, e não é só ser idosa, é preciso ter alguma coisa, e eu fui operada a um joelho!"  Começo então, a atender a pessoa que estava à frente.

 

A senhora que se considerava idosa, até tinha poucos artigos, e se, ao invés de invocar a nova lei, tivesse pedido com jeitinho, esta senhora até tinha deixado passar, mas como teve uma atitude de arrogância, perdeu...

 

Sabem  o mais cómico disto tudo, é que esta senhora que dizia ser idosa, apenas tinha mais três anos que a senhora que atendi à frente. Foi a senhora mais jovem que averiguou as idades.

 

Por fim, quando ambas já tinham saído, tivemos de nos rir do caricato da situação...

Estar do outro lado

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Hoje quando estava numa fila de supermercado para pagar umas compritas, a situação, fez-me refletir  sobre o trabalho.

 

A pessoa que estava à minha frente, virou-se para mim e disse: " é sempre a mesma coisa, tanta gente e poucas caixas abertas". Não respondi. Depois disse-me para eu apalpar o frango dela e dizer-lhe se eu achava que aquilo alguma vez podia ter saído do forno há dez minutos, como lhe tinham dito...para ela aquilo estava quase frio e assado há muito mais tempo...respondi :  "Pois, não sei". Porque não sabia mesmo, o que lhe responder.

 

Eu no lugar de cliente, e porque normalmente estou do outro lado, tento não reclamar, cumprimento sempre quem me atende, agradeço, peço por favor, tento facilitar no troco quando pago em dinheiro. Talvez porque entendo e sei dar o valor a quem está do outro lado...

Ficar a fazer sala

A cliente que acabei de atender em vez de retirar os seus sacos de cima do tapete e ir à vidinha dela, fica encostada a conversar com uma amiga, que por lá passou.

 

A cliente que começo a atender não tem espaço para colocar as suas coisas e a pessoa que a acompanha diz: "Espera a senhora tirar as coisas". Ao que esta responde: " Esperar!? Então mas isto aqui, não é para ficar a fazer sala!"

 

Mesmo assim, a outra  senhora, ou porque não ouviu, ou porque não se deu conta, ou até mesmo porque lhe apeteceu, ainda demorou um bocado para retirar as suas coisas...

 

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Aí não se mexe

Uma senhora ao chegar à caixa, empurra as compras do outro cliente, para arranjar espaço para as suas coisas. O cliente diz "não mexe nas minhas coisas": A senhora, inocentemente talvez, volta a mexer nas coisas do senhor para dizer "não estava a mexe estava só a chegar para ali"!. O senhor já mesmo zangado, volta a avisar a senhora, e diz-lhe que é uma questão de educação.

 

Eu apresso-me a registar as coisas do senhor, para evitar que mais alguém mexa nos seus artigos, pois o senhor, já estava quase a explodir!

 

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Por vezes as pessoas discutem por coisas tão sem importância. Claro que cada um tem o seu ponto de vista, mas neste caso nem foi grave o suficiente, para haver discussão, acho que é muito mais grave, quando um cliente está a marcar o código do multibanco sem a devida privacidade!

 

Um pouco mais de tolerância...

 

Ai que medo!

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Hoje uma miudinha pequenina, mas cheia de pelo na venta, disse-me a franzir o sobrolho, e de mãos postas na cintura: " porque estás tu a mexer nas minhas coisas, hã!?"

 

Nunca tinha visto tanta pujança em tão tenra idade. A mãe lá lhe explicou que eu estava a registar as coisas e que não ia ficar com elas e obrigou-a a pedir desculpas, ela fê-lo, mesmo contrariada. Nesta idade chega a ser até engraçado, mas quando crescer, vai ser uma menina rezinga, ai isso vai!

 

Esperem só um bocadinho que eu já chamo

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Alguns clientes não tem noção, do stresse que é, para nós quando vamos abrir caixa, virem atrás de nós, a dizer: "vai abrir?" ou "para que caixa vai?" É que nós precisamos de dois minutos, para abrir a caixa, abrir os sacos das moedas e colocar tudo em acção para iniciar o nosso turno em condições. Além disso, nós temos de chamar as pessoas por ordem de fila, ou seja, as pessoas que já estão à espera noutras filas, tem de ser atendidas em primeiro lugar!

 

Bem sei, que todas as pessoas estão sempre atrasadas e cheias de pressa, mas há procedimentos que têm mesmo de ser feitos, tudo tem de estar bem organizado para funcionar bem!

 

Por isso, peço um pouco de calma e compreensão!

 

O show do artista

No sábado, como era inicio de mês o supermercado estava cheio de clientes e as filas tinham aí umas três ou quatro pessoas em fila. Uma situação até normal e compreensível, mas não para todos. Um velhote resolveu dar um pequeno show

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Assim que chegou à caixa, começou :" Isto é uma pouca vergonha, um homem tão rico e uma coisa destas!" Conseguiu logo a atenção do publico. Continuou:" ...e agora quanto tempo é que vou aqui ficar"! Uma senhora que estava na fila disse: "Ó homem tenha calma, que ainda lhe dá uma coisinha má"! E ele prosseguiu: " Isto não se admite"! Até que deu à senhora dinheiro para ela lhe pagar a despesa  e ela consentiu e deixou-o passar.

 

Depois deste velhote sair, a senhora disse-nos que ele  era um daqueles velhotes, que costuma estar num bando de jardim, a jogar ás cartas com outros idosos e que devia de ser esse o motivo da sua pressa! Outro senhor confirmou que também o conhecia de lá.

 

Uma coisa é certa, neste dia, quem mais se manifestou insatisfeito com as filas foram exatamente os velhotes, aqueles que deviam ter mais calma e menos stresse, mas não,  parecia  que tinham um transporte para apanhar, um emprego para chegar a horas ou o almoço para fazer!

O carrinho vazio foi...

Na fila da minha caixa, um homem e uma mulher, patrão e empregada, pelo que entendi, têm dois carrinhos cheios de artigos, não querem, nem têm sacos.

 

Enquanto o homem vai colocando os artigos no tapete, a mulher vai à rua buscar um carrinho vazio para ir colocando os artigos dentro, depois de registados. A mulher encosta o carrinho vazio no lado da saída da caixa e vai ajudar o patrão a colocar os artigos sobre o tapete. A dado momento, percebemos que o carrinho vazio foi levado por alguém.  

 

Ficamos surpreendidos! Como é que alguém tem a lata de "roubar" assim um carrinho, e, como é que  nós não demos por nada!? Lá foi a senhora buscar um novo carrinho. O que vale é que eram pessoas bem dispostas e ainda brincaram com a situação...E por acaso, a moeda que estava no carrinho era de plástico.

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