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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Menina, onde é que estão os côtos?

Pela minha expressão a cliente pensou que eu não tinha percebido e repetiu: " côtos(1) !?" Respondi que não sabia o que era. E perguntei se não tinha outro nome. Pensei isto, porque por vezes os nomes das coisas variam consonate as regiões.Tenho ideia (não tenho a certeza) que a essas palavras se chamam regionalismos. A cliente disse que só tinha aquele nome. Estava uma cliente na fila que também não sabia o que era. Então perguntei para que servia e a cliente disse que era para o caso de faltar a luz. Perguntei se eram velas, ao que ela respondeu que sim , mas que eram mais pequenas e ...Afinal há objectos com mais que uma designação. Mas  por vezes é dificil lidar com estes casos: de me fazerem uma pergunta sobre um objecto que não sei o que é!

 

(1)não sei se se escreve  assim

Crónicas de uma caixa prioritária de supermercado

Já algum tempo que o procedimento na caixa prioritária é a de a operadora ou o próprio cliente pedir à pessoa que está à frente se ele(a) se importa que tal pessoa passe uma vez que a caixa é prioritária. Mas isto não está escrito em lugar algum ali do "meu" continente, é uma informação interna. Se fosse eu que mandasse colocava cartazes pendurados na linha de caixas com estas normas. Como já escrevi em artigos anteriores, os clientes respeitam e aceitam muito melhor um escrito do que a nossa conversa!

Acontece que estou para atender uma senhora e está um cliente de canadianas na fila , para além de duas senhoras mais atrás. Ao vê-lo um pouco debilitado pergunto à senhora se não se importa que eu o atenda primeiro. A senhora compreendeu  e deixou que eu o atendesse. Atendo o Sr. e volto à cliente que o deixou passar! Quando chega à vez das duas outras senhoras (mãe e filha), a mais velha começa a falar alto a insultar...nem sei bem se só  a mim, ou a todos os coloboradores em geral. Pois a filha dela estava grávida. Mas eu não percebi, aliás não se percebia, pois eram ambas gordinhas. É claro que eu não ia dar esta explicação, pois não queria chamar gordas às senhoras. Pedi desculpa, mas a senhora (a mãe porque a filha estava caladinha) estava chateada porque chamei o Sr. de muletas e não chamei a filha que estava grávida.

 

Mas eu nem me aborreci mais nem nada, pedi desculpa, fiz a minha parte. Até ouvi um senhor que estava na outra fila dizer que "as pessoas gostam de dar nas vistas e de armarem" !

 

É que não há pachorra!

 

Nunca mais conseguia concluir a tarefa!

Como o movimento estava calmo, a supervisora pede-me para ir apanhar os cestinhos vermelhos (aqueles das rodinhas). Começo a juntá-los, chega um cliente a pedir-me uma informação. Deixo os cestinhos e lá vou com o Sr. ao corredor onde está o que ele pretendia. Estou de novo a chegar perto dos ditos...e eis que chega uma cliente a pedir outra informação, lá vou de novo indicar o que ela queria. Mal chego de novo perto dos ditos e eis que uma colega pede-me que fique um bocadinho na caixa dela.

 

Estou na caixa dela e pego no telefone para avisar a supervisora onde estava. Ela não atendeu e eu fui atendendo. Ás tantas, liga-me ela a perguntar o que estava eu lá a fazer! Lá expliquei tudo. Saio finalmente daquela caixa para ir pegar nos cestinhos e uma colega chama-me para ver um preço. Finalmente consigo arrumar os ditos cujos, e vou quase a correr e cansada para a minha caixa. A minha colega (supervisora) quando me viu chegar ainda brincou comigo (a situação até parecia cómica) e disse para eu ter calma!

Que stressada que eu sou! Podia ter feito tudo calmamente!

 

As crianças e as teclas

Acontece muitas vezes os pais darem o multibanco aos filhos, pela graça de serem eles a marcar o código. Quando os pequenos estão a marcar o código mostram um ar pomposo! Muitas vezes eu até lhes digo " Oh pá já podes ir ás compras sozinho!" Entretanto hoje perguntei a  idade a uma menina, e ela disse-me que tinha 7. Achei muito precoce! Acham bem os pais deixarem os filhos decorar o código do seu multibanco, mesmo acompanhados?

 

É certo que hoje em dia os miudos já nascem quase ensinados, mas acho que há limites. Já que eles adoram tocar em botões (teclas), toquem nas consolas, no comando da  TV, no leitor de Cd's (etc) e deixam os botões do multibanco para bem mais tarde!

 

Motivos de trabalhar na Sonae

Por vezes perguntam-me se o meu trabalho me compensa, por ser part-time, por ganhar pouco, por gastar ainda algum dinheiro em combustível. Feitas as contas, tenho a dizer que há meses que pouco me resta! E então porque continuas lá? Perguntam de novo! Então eu respondo, e respondo também aqui publicamente:

- Porque tenho a secreta esperança de um passar a full time (esperança ingénua eu sei!);

- Porque, apesar de muitas vezes não ter dinheiro para dar ao meu filho mais uns ténis, um brinquedo, o canal Panda (que ele muito gostaria) ou uma peça de roupa, posso dizer, que estive sempre presente em todas as fases da sua vida! Não faltei a um único evento da sua escolinha, participei em todas as actividades de pais;

- Nos primeiros três anos e meio tive no horário da noite, mas agora estou no horário da manhã e/ou intermédio (foi uma grande conquista) o que me vai permitir dar mais apoio ao meu filho com a entrada na escola primária;

- Porque o ambiente de trabalho,  é leve ! Quando é necessário alguma troca de horário, só não é concedido se for mesmo impossível;

- Não tenho um só colega que não goste ou com quem me dê mal!

- Gosto do atendimento ao público;

- Se hoje sou mais extrovertida e comunicativa, devo a este trabalho;

- O facto de estar efectiva, e de já não estar numa idade que me permita andar “de ramo em ramo”!

- O seguro de saúde Multicare.

- Por ter problemas de coluna, e um trabalho mais pesado não ser uma boa opção!

 

Por estes motivos  e por mais um!

Os obstáculos nas compras feitas à hora de almoço

Muitos clientes fazem as compras na sua hora de almoço. Acredito que seja um stresse muito grande, pois têm de fazer tudo a correr. Mas ontem, uma senhora estava mesmo cheia de nervosismo miudinho e ao se deparar com uma velhota já um pouco debilitada ( por isso estava a fazer as coisas muito lentamente), ela exagerou nas palavras.  Disse que "esta gente não devia de vir para aqui atrapalhar a vida de quem trabalha,  não há tempo para aturar esta lentidão". Ora a senhora estava no seu direito e não tinha tirado a vez a ninguém, apenas estava a levar um certo tempo nas tarefas, eu ajudei no que pude, mas eu não podia abrir a mala da senhora tirar o cartão e marcar eu o código. Será que ninguém se lembra de se colocar no lugar do outro?

Das férias Continente em Portimão

Ontem um cliente disse que tinha comprado umas férias para a filha e já tinha recebido 75€ no cartão. Disse-me que só lamentou o facto de já ter encontrado quase tudo esgotado e de ser limitado a escolher o que havia! Ainda pensei no assunto, mas depois de fazer contas vi que não dava para mim, porque sendo hotel, não podia cozinhar e comer fora todos dias...

Mas se quiserem saber mais alguma coisa podem ir ao site do Continente ou vejam clicando na imagem aqui na minha barra lateral.

 

Um clássico dos supermercados...

...são as birras das crianças. Também há tanta coisa gira a chamar por elas, que é difícil resistir! Mas desta vez a criança mal se ouvia. O que se ouvia pelo supermercado inteiro era um pai a ralhar! Uma cliente que estava na minha caixa até me disse assim: " Quem merecia ouvir um ralhete era aquele pai. Há pouco deu uma chapada na cara da criança que até a mim me doeu!" Depois vi-os  a passar à caixa que estava à minha frente, e o pai continuava a ralhar com a criança e aparentemente a criança parecia tão sossegadinha. Esta não deu mesmo para perceber!

Evento Mega Pic-Nic na Av. da Liberdade 2011

No Mega Pic-Nic do Continente, devíamos  era de estar gratos ao grupo SONAE pela ideia de organizar este evento, pelo facto de promoverem a agricultura Nacional e os seus intervenientes. Mas há sempre alguém do contra a queixar-se pelo facto de se ter cortado os acessos à Avenida da Liberdade. A razão é nobre, e pelo que me disseram, ainda há pouco tempo a mesma Avenida esteve fechada para fazer umas corridas de demonstração de uma marca de carros. É muito fácil chegar ao supermercado e tirar os produtos das prateleiras, mas com esta iniciativa , muitos ficaram a saber qual o percurso até os artigos chegarem lá! Há por aí alguém que tenha ido e queira deixar a sua opinião? Mesmo que não concordem com o que eu disse, podem deixar na mesma, ok?

Gostava de arranjar  mais imagens do Evento, mas para já deixo o que consegui. Dá para ver a quantidade de pessoas presentes e também alguns produtos agrícolas e animais...

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E ainda...

 

http://www.youtube.com/watch?v=XWWCL074wkQ&feature=digest

 

http://www.youtube.com/watch?v=GeDkwhF9dOQ&feature=digest

 

http://www.youtube.com/watch?v=RAtVppeEguk&feature=digest

Um escrito vale mais que uma frase dita oralmente

Muitas vezes é complicado agradar a todos. O que para uns é bom para outros é mau! Desta vez refiro-me ao ensacar as compras. Num destes sábados cheios de movimento houve clientes a irem ao balcão de informação deixar uma reclamação, mais ou menos assim: " porque é que os operadores de caixa têm de nos embalar as compras? Se fossemos nós a embalar não tínhamos de estar tanto tempo á espera!" Mas muitas vezes, também se queixam de nós não embalarmos. O ideal seria  as pessoas entenderem que nós operadoras, e porque é uma regra da administração, apenas somos "obrigadas" a embalar os produtos frescos. Tudo o resto, nós apenas ajudamos por cortesia ao cliente, e também porque se o cliente está a colocar os artigos não vamos deixar acumular as coisas!

 

Para este problema diminuir um pouco, eu sugeria que se fizesse um cartaz, daqueles que ficam pendurados na linha de caixas, a sugerir diplomaticamente ao cliente que ajude a embalar as compras por forma a apressar o momento. Se aqui há uns tempos havia um cartaz a dizer que "se tiver mais de duas pessoas á sua frente abrimos uma nova caixa", (cartaz que teve de ser retirado, pelos problemas que dava o seu incumprimento) porque não fazer um cartaz com esta sugestão? É que um escrito vale mais que uma frase dita oralmente! E de certo que assim os clientes iam aceitar melhor a ideia!

 

 

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