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A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

A lupa de alguém

Sou operadora de caixa num supermercado Continente modelo. É esse universo que eu trato neste espaço...

Uma mochila com 30 anos de garantia

Uns clientes traziam material escolar para eu registar.

 

Eles: Como é que é em relação à garantia da mochila!?

 

Eu: Garantia? Mas as mochilas têm garantia!?

 

Eles: Sim, esta tem garantia de 30 anos! (e mostram-me a etiqueta)

 

Eu: (Completamente admirada) Realmente está aqui...mas deixe-me perguntar à minha colega, pois eu nem sabia que havia garantia nas mochilas...deve ser muito boa! (era uma mochila, aparentemente tão simples, básica de cor preta)

 

Os clientes confirmam que são de boa qualidade, daí custarem 44 euros. Do balcão de informação a minha colega também fica admirada de serem 30 anos de garantia, diz-me para transmitir aos clientes que o continente apenas dá os normais 15 dias para ver se está tudo bem, e que a garantia depois, caso haja algum problema,  tem de ser tratado com a marca.

 

 

Dá para imaginar uma mochila com 30 de garantia!? Será a mochila assim tão boa?

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O carrinho vazio foi...

Na fila da minha caixa, um homem e uma mulher, patrão e empregada, pelo que entendi, têm dois carrinhos cheios de artigos, não querem, nem têm sacos.

 

Enquanto o homem vai colocando os artigos no tapete, a mulher vai à rua buscar um carrinho vazio para ir colocando os artigos dentro, depois de registados. A mulher encosta o carrinho vazio no lado da saída da caixa e vai ajudar o patrão a colocar os artigos sobre o tapete. A dado momento, percebemos que o carrinho vazio foi levado por alguém.  

 

Ficamos surpreendidos! Como é que alguém tem a lata de "roubar" assim um carrinho, e, como é que  nós não demos por nada!? Lá foi a senhora buscar um novo carrinho. O que vale é que eram pessoas bem dispostas e ainda brincaram com a situação...E por acaso, a moeda que estava no carrinho era de plástico.

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Levantar cedo para ir ao supermercado

Tenho entrado algumas vezes às 9 horas, hora em que o supermercado abre. Mas, gosto de chegar com tempo para me preparar, vestir a farda, enfim... umas vezes chego às 8:40h outras 8:45h.

 

O que é estranho, pelo menos eu estranho,  é que quando passo pelo parque de estacionamento dos clientes, já lá estão carros estacionados e pessoas à porta com carrinhos. Um dia destes, até vi uma pessoa dentro do carro a dormir e tinha os pés no tablier do carro. Até comentei com uma colega, se poderiam as pessoas pensar que o supermercado abria às 8:30h , e ela diz, que por vezes, logo  às 8 horas da manhã, já lá estão pessoas.

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E depois quando o supermercado abre as portas, é um desfilar de pessoas a entrar, que parece uma excursão. E nos dias em que há promoções, na peixaria por exemplo, até se empurram, ou, os mais velhotes, levam os netos, e pedem a estes que corram para ir tirar a senha para o peixe.

 

Realmente não dá muito para entender o porquê desta urgência, se assim posso chamar, de ir para o supermercado tanto tempo antes da sua abertura. Acredito que hajam alguns motivos válidos, talvez ir buscar pão quentinho para o pequeno almoço, mas se for mais perto da hora, também leva o mesmo pão...

Na caixa prioritária

 

 

Na caixa prioritária é o cliente prioritário ou a operadora de caixa  que pede aos restantes clientes da fila, se eles cedem passagem. Não basta chegar e passar pelos outros clientes que já estavam na fila e que merecem respeito e consideração. Esse respeito e consideração é igualmente esperado perante um cliente prioritário.

 

No continente onde trabalho, a prioridade é para grávidas, deficientes e pessoas com crianças de colo (não é ao colo, pois não basta pegar numa criança de seis anos e passar). E também não inclui idosos...

 

O caso que aconteceu ontem, foi um senhor, deficiente motor, vinha de muletas e pediu gentilmente aos restantes clientes se podia passar. Um cliente disse logo: "com certeza, faça favor"! Logo a seguir chegou uma senhora a acompanhá-lo, a esposa, suponho. Uma cliente que estava na fila, espera o casal sair e  diz  " mas se está com a mulher não tem prioridade, não está sozinho"! Tive de intervir e dizer que o senhor continuava a ter prioridade e até referi que as grávidas, quando vem acompanhadas pelo marido, também passam.

 

Esta senhora  não pareceu concordar. Faz-me uma certa confusão, esta falta de civismo das pessoas. Se estão com pressa e não são pessoas tolerantes e informadas olhem bem para a caixa que vão escolher...assim ninguém se chateia!

Quem é má!?

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Hoje na minha caixa, um menino trazia um artigo na mão. A mãe avisou-me logo que aquilo era para ficar ali, não era para registar. E disse ao menino: "não podes levar isso, porque a senhora, precisa de ficar com ele, não é!?". Posto isto, eu disse : "sim, preciso mesmo"! E o menino olha para mim e diz . "és má!"

 

A senhora/menina da caixa é sempre a má da fita :(

 

As pessoas não sabem o que querem

Pergunto à cliente  se quer saco, fica pensativa e faz "hummmm...não"! Depois diz:" um então"!

 

Pergunto se quer fatura com contribuinte, responde que sim. No momento em que peço o número diz que já não quer. Então eu tenho sair da conta e depois voltar a entrar, quando eu regresso, a senhora já quer de novo o número do contribuinte!

 

Deve ser o calor! As pessoas não sabem o que querem!

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